
👋 Boas-vindas às novas 233 pessoas que se inscreveram no the jobs na última semana, a newsletter para os profissionais mais disputados dessa nova era. Agora, somos 117.178 leitores criando a maior comunidade de carreira do Brasil.
2 PRINCIPAIS PONTOS DE POR QUE A EDIÇÃO DE HOJE É TÃO RELEVANTE:
👉 Porque “ser um ótimo profissional” não pode ser sua única vantagem competitiva e confiança é o tipo de fator que destrava convites, influência, espaço e promoções mesmo antes do cargo existir.
👉️ Porque um dos maiores riscos é entrar no ano “no automático” sem perceber e entender que ser mais intencional com algumas partes do seu trabalho pode mudar o jogo.
PRA QUEM ESSA EDIÇÃO VAI SER MAIS ÚTIL:
👉️ Quem entrega muito, mas sente que continua “fora do radar” e não entende por que gente menos competente parece avançar mais rápido (sim, a comunicação é uma parte muito relevante da confiança, mas já falamos sobre comunicação nas últimas 3 edições, então aprofundamos em confiança aqui).
👉️ Quem está assumindo (ou vai assumir) um novo papel e ainda não tem tanto crédito assim e precisa conquistar confiança sem depender de tempo ou “título no LinkedIn”.
👉️ Quem quer engajar pares ou liderados, quer ouvir sem precisar se defender e quem quer construir melhores relacionamentos no trabalho.
👋 Fala, Jobs!
Janeiro acabou e nós esperamos que você não tenha deixado ele ser “só mais um mês” na sua carreira… Pode parecer pouca coisa, mas 10% do ano já vão ter passado antes dessa semana acabar.
Inclusive, uma pergunta de amigo: você já fez sua revisão mensal? Porque isso vai ser muito mais útil que ter desenhado qualquer meta pra dezembro/26. Ainda dá tempo de fazer.
Se você ainda não fez, temos 2 perguntas simples pra você responder. Reserve 30min pra fazer esse exercício — você não vai se arrepender. As perguntas são simples, mas as respostas talvez não sejam tanto assim:
O que você fez muito bem no mês de janeiro e como você pode continuar fazendo em fevereiro?
O que você não fez bem ou deixou de fazer em janeiro e como você pode evitar que isso continue acontecendo em fevereiro?
O que você vai fazer pra não deixar o Carnaval estragar seu mês? (Essa pergunta não tem nenhuma indireta, porque é perfeitamente possível curtir o Carnaval e ainda assim ter um mês produtivo.)
Pega um caderno e escreve aí. Confia.

Bom… Esse não é o tema da newsletter de hoje, mas não poderíamos deixar de falar sobre isso.
O tema da newsletter de hoje é confiança e nós trouxemos algumas referências incríveis e não clichês pra você, como sempre.
Vamos pensar juntos:
Tudo depende de algum tipo de confiança pra acontecer, certo? É tão simples quanto isso: você deixa uma pessoa colocar objetos afiados dentro da sua boca sem problema algum (calma, essas pessoas são os dentistas).
Conseguir ter um bom desempenho profissional engajando as pessoas à sua volta não é tão diferente disso. Não adianta nem começar a pensar em como engajar as pessoas à sua volta se não houver confiança.
Confiança é a base sólida de tudo que se sustenta ao longo do tempo… E a confiança se ganha em gotas, mas se perde em baldes.
👎 O lado ruim dessa frase é que, se sua palavra perder poder, vai ser muito trabalhoso recuperar.
👍 O lado bom é que a única pessoa que pode tirar o poder da sua palavra é você.
Mas por que escolhemos falar de confiança mesmo?
Crescer no trabalho é menos sobre provar que você é muito bom nas tarefas que faz hoje e muito mais sobre mostrar que você consegue lidar com o que vem depois nos próximos cargos.
Em outras palavras, é simples: porque “ser de confiança” pode te fazer muito melhor no trabalho. Você pode ter desafios assumindo novos papéis onde poucas pessoas te conhecem e acreditam em você; você pode lidar com pessoas diferentes que não gostam muito do seu jeito (assim como você não gosta do jeito de algumas outras); você vai ter a dificuldade de engajar e liderar colegas; e por aí vai.
E foi pesquisando sobre confiança que eu cheguei em dois vídeos incríveis no YouTube nos quais vamos aprofundar na big idea de hoje: um deles é da incrível Cady Coleman, uma astronauta, mãe, coronel das Forças Armadas, cientista e, claro, líder; o outro é do gigante Jim Collins, um dos maiores pensadores sobre gestão que já existiu.
Mas, antes disso, precisamos somente te avisar que essa é a última semana pra você se inscrever no Jobs Club, nosso curso+comunidade que já conta com +570 profissionais das últimas turmas. Nós começamos nessa quinta-feira com o curso ultraprático de Comunicação e Influência no mundo corporativo e se você quiser conhecer mais, é só clicar no botão abaixo que você vai mandar uma mensagem diretamente pra mim, Digo, pra eu te apresentar como esse curso pode mudar sua carreira.
Se você ainda tem dúvidas de como um curso (com muita prática) e uma comunidade (um ambiente com muita gente incrível) podem te ajudar, é só mandar uma mensagem pra gente. Estamos nos últimos dias.
PS: você vai ter aulas com executivos do Google, iFood, Reserva e muito mais. 😉
Vai ser um prazer ter você lá com a gente.
E, se não for o caso, continuamos nos falando por aqui toda 2ª-feira nas próximas edições.
Vamos aprofundar nessa?
ENQUETE DA SEMANA
Qual modelo de conteúdo você prefere pro the jobs?
- A newsletter do tamanho atual, com opção de vídeos e/ou PDFs fora dela pra aprofundar nos temas que quero
- A newsletter um pouco MENOR, com opção de vídeos e/ou PDFs fora dela pra aprofundar nos temas que quero.
- A newsletter MAIOR do que a atual, com todas as referências já inclusas aqui (mesmo que fique maior).
- Não tenho interesse em referências pra aprofundar o assunto, gosto do jeito que está e não falta nada.

Como usar a “confiança” como sua vantagem competitiva.

Essa da ilustração acima é a Cady Coleman e o vídeo que usei pra escrever essa newsletter é esse daqui. Vale a pena assistir.
Quando a Cady estava treinando para ser astronauta, ela enfrentou uma série de problemas — muitos deles baseados em não conseguir conquistar a confiança dos colegas dela.
Mas, como uma boa líder, ela viveu com base em três frentes para converter isso (e nós vamos conectar isso com os insights do Jim Collins ao final também).
Uma observação interessantíssima: quando a Cady começou a falar sobre liderança, ela não falou sobre “ser a líder de uma área” e sim da liderança nos pequenos atos.
Nas palavras dela: “liderança para mim é, quando você é parte de um time (como o líder oficial ou não), você sabe que você fez a sua parte para ter certeza que a máquina está funcionando. E eu acho que isso quase sempre significa ter a certeza que ajudou outras pessoas a fazerem a parte delas”.
Já falamos disso antes e não é a última vez que falaremos: liderança não é cargo, é postura. Aula da Cady.
Vamos aos 3 pontos que ela cita:
1. Tenha coragem para conhecer os seus colegas como indivíduos.
Todos ao seu redor têm seus próprios problemas, suas próprias entregas, diferentes backgrounds. Ser vulnerável e se abrir para conhecer os outros é a principal skill de um líder.
Talvez você descubra que a pessoa que está ao seu lado já foi campeão de uma olimpíada do conhecimento e isso possa te ajudar no futuro. Ou acabe aprendendo que o cara que é ótimo em datasets também tem as melhores playlists para se concentrar (tipo essa de piano do the jobs, risos).
O ponto é: para muito além das dicas de “Como fazer amigos e influenciar pessoas”, todos notam quando você está ativamente os reconhecendo como alguém e valorizando quem são e isso é uma ótima porta de entrada para qualquer relação de confiança.

Não estou dizendo para que vire o melhor amigo de todos que estão ao seu redor, até porque você não precisa ser amigo de todo mundo no trabalho, mas você com certeza se beneficia de criar boas relações no trabalho (sem falar que conhecer melhor as pessoas dificilmente será algo negativo).
Algumas perguntas pra te provocar/ajudar e esse 1º tema não parecer só mais um clichê:
Se você trocasse de time amanhã, quem sentiria sua falta como pessoa e quem só perceberia a falta “do recurso”?
Quando foi a última vez que você se interessou por alguém da sua empresa sem precisar de nada?
Você conhece alguém do seu time o suficiente para prever o que o deixa ansioso, travado ou reativo ou você só conhece a “função” dele?
Em quais momentos você trata pessoas como “meio” (pra entregar) e não como “fim” (gente real) e como isso aparece no seu comportamento?
Se alguém descrevesse você pelas costas, diria: “ele me vê” ou “ele me usa”? Por quê?
2. Esteja aberto/a às ideias dos outros.
Uma das coisas mais importantes de um líder (não estamos falando de cargo 👀) é que: você quer estar cercado de pessoas que sabem mais do que você.
Quando você abre a mesa para que outras pessoas tragam suas colaborações, independentemente de cargos, você cria um ambiente que está propício a inovação. Já vi ideias incríveis saírem de estagiários, ou juniores terem a iniciativa de melhorar uma operação inteira. Criar esse cenário sempre trará surpresas agradáveis.

Com essa, vem algo que já falei algumas vezes por aqui, mas nunca é demais: bons líderes dificilmente deixam um talento escapar ou ser subaproveitado.
Mais algumas perguntas pra te provocar/ajudar e esse 2º tema não parecer só mais um clichê:
Quantas vezes você se lembra de ter escutado uma ideia até o fim sem já estar construindo a resposta na sua cabeça?
Você pede opinião pra aprender ou pra confirmar o que você já decidiu e chamar isso de “colaboração”?
Quem no seu entorno parou de trazer ideia porque aprendeu que com você dá trabalho e dá pouco retorno?
Quando alguém mais júnior fala algo bom, você consegue reconhecer na hora ou você precisa “validar” em outra fonte pra então valorizar?
Qual foi a última ideia que você rejeitou rápido demais por causa de ego, pressa ou necessidade de controle e quanto isso te custou?
3. Construa confiança.
Sim. Construir.
Quando você transforma construir confiança no objetivo central, o resto entra mais fácil no lugar.
Criar confiança no trabalho costuma ser mais difícil (e demorado) do que parece. As dinâmicas mudam o tempo todo: prioridades pessoais mudam, erros acontecem, a pressão aumenta e é justamente nesses momentos – quando algo sai do eixo – que a confiança é colocada à prova.
Segundo a Cady, quando um desafio surge ou a confiança é quebrada, existe um passo que quase todo mundo pula: entender o porquê e o o quê.
Por que isso aconteceu? Por que essa pessoa se sente assim? O que, de fato, pode ser feito agora?
Bons líderes não partem para a defesa. Eles abrem espaço para ouvir pontos de vista diferentes – mesmo quando discordam –, e não desistem na primeira tentativa de conexão.
No final, confiança raramente nasce de grandes discursos. Ela aparece nas pequenas coisas: uma conversa despretensiosa sobre música ou comida, uma mensagem reconhecendo uma boa ideia, um convite genuíno para conversas.
No começo, esse nível de vulnerabilidade pode parecer estranho ou até contraintuitivo, mas quando você coloca a confiança como parte central da sua missão, o esforço se paga.
A Cady também lembra de algo importante: confiança é conquistada e também dada (lembre-se disso pra próxima parte).
Como mulher em ambientes majoritariamente masculinos, ela sabia que teria uma camada extra de desafio. A estratégia dela foi simples (e muito boa): entregar bem, ter paciência e aprender a linguagem dos colegas, ao mesmo tempo em que ensinava a sua. Em outras palavras: oferecer algo e aprender algo importante para aqueles que estão ao redor.
A coisa boa desse modelo onde ambos os lados ensinam algo é que você nunca vai se arrepender de ter aprendido algo novo. Toda informação que chega em você pode ser útil.
Os desafios para construir confiança sempre vão existir, mas quando você modela abertura, escuta e entendimento, algo muda: as pessoas passam a querer trabalhar com você. E isso, no fim do dia, pesa mais na sua carreira do que qualquer cargo no LinkedIn.
Confiança é conquistada e também é dada.

Bill Campbell e Jim Collins
Talvez você já tenha ouvido falar de Bill Campbell, que foi o “coach de um trilhão de dólares”. O Bill também foi CEO da Intuit e membro do conselho da Apple, mas ganhou esse apelido por ser o grande mentor por trás de pessoas como Jeff Bezos (Amazon), Steve Jobs (Apple), Eric Schmidt (Google) e muito mais. Pouco currículo… 😉
Nós escrevemos esse insight em uma edição de abril de 2024, mas ele encaixa perfeitamente com os insights acima da Cady. Existe um livro sobre o Bill com o nome de “O coach de um trilhão de dólares” (nome horrível, livro ótimo) que traz uma ótima provocação sobre confiança, que é o mesmo aprendizado que Jim Collins, um dos maiores pesquisadores e consultores de negócios do mundo, teve com um outro Bill, chamado Bill Lazier (que ele diz ser seu grande mentor):
Confie como escolha padrão (trust by default).
O episódio abaixo é mais longo e fala sobre relacionamentos no mundo corporativo como um todo. É uma aula — mas se você quiser assistir somente a parte da confiança que estamos comentando aqui, clique nesse link e assista desde o minuto 23:23 até 34min aproximadamente.
Eu entendo que ouvir “confiar como escolha padrão” pode te trazer um sentimento de dúvida para a mesa — pensamos inicialmente no risco que isso pode trazer.
Você provavelmente conhece muitas pessoas que são desconfiadas com outras pessoas, muito provavelmente por traumas pessoais ou por quaisquer outros motivos. Talvez você até seja uma dessas pessoas.
São pessoas que preferem “conhecer melhor o outro e dar tempo” antes de dar a sua confiança. É uma escolha de atrasar a confiança.
Atrasar a confiança parece reduzir o risco, mas, na verdade, aumenta o risco, porque as pessoas ficam sempre com a guarda alta na relação e a chance de interpretações erradas é sempre maior, porque há mais tentativas de julgamento do que tentativas de compreensão.
Atrasar a confiança também diminui a recompensa, porque ninguém se arrisca quando não há confiança e sem risco existem poucos ganhos.
Quantas vezes você já foi passado pra trás ou já se aproveitaram de você? Isso não deve representar nem 2% (ilustrativo, mas eu chutaria por aí mesmo) de todas as interações que você já teve envolvendo confiar em outras pessoas.
O problema é que muitas pessoas, querendo se proteger desses 2%, acabam “atrasando a confiança”, ou seja, aumentando o risco e diminuindo a possibilidade de recompensa.
Atrasar a confiança, além de tudo isso, faz com que você sinta uma preocupação constante de alguém estar se aproveitando de você. É muita coisa ruim pra pouca coisa boa…
O Jim Collins fala nessa entrevista do link acima que você faz as pessoas serem mais confiáveis ao confiar nelas, porque isso atrai gente boa.
Pessoas de confiança querem estar perto de pessoas de confiança. A imagem que sempre tenho em mente é que “se dei minha confiança a alguém, agora ela carrega um peso a mais”.
Se você atrasa a confiança com alguém, é mais comum afastar pessoas boas, porque ninguém confiável gosta de se sentir “sob avaliação para ver se é confiável”.
Mas eu acredito que, resumindo, o principal argumento do que quero dizer aqui é que “atrasar a confiança” até pode reduzir a chance de alguém se aproveitar de você, mas com certeza limita os possíveis ganhos que você poderia ter construindo esse relacionamento.
E o jogo de crescimento é um jogo de risco.
Confiar como escolha padrão não significa sair contando tudo para todos.
O propósito dessa edição é evidenciar a importância da confiança para engajar as pessoas ao seu redor.
Isso não significa confiar cegamente em todos à sua volta. Comece por compartilhar pequenas opiniões, dúvidas ou sentimentos não tão complexos ou pessoais (cuidado com esses).
É uma ação que vai se pagar.
Se você tem interesse em entender em exemplos reais como a confiança é construída, considere entrar para o Copiloto de Carreira, o aplicativo do the jobs, que funciona como se fosse a parte premium dessa newsletter.
Nessa semana, eu vou gravar um vídeo entrando nos detalhes sobre como construí confiança em 3 exemplos e situações muito diferentes da minha vida: (1) em uma multinacional na qual eu era líder de pessoas com o dobro ou mais da minha idade; (2) em uma startup que ajudei a construir do R$ 0 a mais de R$ 100 milhões de faturamento anual; e (3) em uma empresa de eventos que também construí há muitos anos.
São exemplos completamente diferentes e que comprovam que a confiança pode ser construída — e que isso traz dividendos incríveis pra sua carreira.

No Copiloto de Carreira, você vai ter acesso a:
Cursos ultrarrápidos e práticos para assistir em poucos minutos e aplicar no seu dia a dia;
Assistentes de IA criados para tarefas e decisões do dia a dia corporativo;
Banco de prompts de IA validados e já testados por centenas de profissionais;
Cases de carreira (são como podcasts exclusivos) com executivos das maiores empresas do Brasil e mundo;
E ainda tem outras novidades que vamos compartilhar em breve…
Sabe qual o melhor? +570 pessoas já testaram o Copiloto de Carreira e estão lá dentro do aplicativo — agora é a sua vez.
O que você achou dessa edição?
Nos encontramos na semana que vem e espero que você consiga traduzir essa edição para o seu dia a dia.
Se eu puder ajudar com algo, não hesite em me mandar uma DM e dizer que veio do the jobs.
🆘 Ou, se for algo mais técnico, envie um email pra [email protected] e a gente resolve rapidinho.
Um abraço e let’s f*cking go,
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