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O RESUMO DA EDIÇÃO DE HOJE

A engrenagem de uma carreira de crescimento é a capacidade que um profissional tem de ser intencional. Acelerar seu crescimento está muito mais nas suas mãos do que você imagina.

Neste texto, a gente explora por que profissionais excelentes não confiam na sorte nem na pressa, mas em revisões constantes, pequenas correções de rota e escolhas conscientes. Com referências que vão de Ray Dalio e Navy SEALs ao CEO da Pixar, o texto de hoje é um convite simples e desconfortável: parar um pouco agora para não terminar o ano muito longe de onde você queria chegar.

👋 Fala, Jobs!

Agora é oficial: 10,95% do seu ano já passou… E o Carnaval ainda nem chegou. O tempo passa rápido demais, mas isso provavelmente você já sabe.

O que você talvez não saiba (ou, pelo menos, que você talvez não esteja lembrando) é como a intencionalidade é um traço presente na carreira dos executivos e profissionais de maior sucesso nas suas áreas. O progresso nunca é acidental e, hoje, você vai ler um texto com referências incríveis pra te ajudar a ser uma pessoa mais intencional na sua busca por objetivos.

E vamos começar com essa primeira referência do livro Princípios, do Ray Dalio, um dos melhores livros que eu já li e que releio praticamente todo ano:

Essa imagem mostra o que o Ray Dalio (que também é conhecido como “Steve Jobs do mundo das finanças”) chama de fórmula do progresso: você define metas audaciosas, falha tentando alcançá-las, aprende princípios que te fazem evoluir e define metas mais audaciosas.

Parece um desenho simples, mas não é. Ele faz referências durante todo o livro a esse processo e o assunto da edição de hoje do the jobs, que é intencionalidade, está presente em praticamente todos esses passos — mas eu quero ressaltar a intencionalidade principalmente entre os passos 2 e 3.

É a intencionalidade que uma parte muito grande dos profissionais deixa passar: a capacidade de olhar pra trás no que aconteceu, seja na última semana, seja no último mês.

Uma analogia que vai deixar muito claro o que queremos dizer com intencionalidade: se você entrar em um avião e voar em linha reta daqui pra França, mas desviar em apenas 1 grau a direção, você provavelmente vai terminar na Inglaterra ou até na Argélia.

Quando estamos no começo de um ano, depois de já termos definido pelo menos algumas principais metas (você provavelmente definiu, mas, se você não definiu, com certeza sua empresa definiu — então você tem um direcionamento), a direção pra qual estamos caminhando tem um peso enorme nos nossos resultados.

Você pode ter terminado janeiro a um único grau de diferença de onde deveria estar e isso provavelmente vai sr algo quase imperceptível, mas com certeza vale tirar um tempo pra refletir pra você não “mirar na França e terminar na Inglaterra ou Argélia”.

É sobre isso que vamos falar hoje, trazendo referências práticas de 4 profissionais incríveis. Sem spoilers agora. Continue lendo pra descobrir 😉

Vamos nessa?

ENQUETE DA SEMANA

Você prefere o the jobs que horário?

(talvez você tenha percebido, mas nós estamos mandando essa edição mais tarde hoje)

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4 estratégias práticas pra desenvolver sua intencionalidade.

Uma introdução rápida com 2 histórias muito legais:

História 1: a maior e mais respeitada força militar do mundo.

Os Navy SEALs são a principal força militar do mundo e seguem à risca um conceito chamado “slow is smooth, smooth is fast” (devagar é suave, suave é rápido).

É uma frase que mostra como a postura das forças especiais deve ser, seja quando se movem, como se desenvolvem e até como aprendem.

Por exemplo, em vez de sair correndo ou na pressa (provavelmente precipitadamente) para cobrir o terreno, as tropas se movem como se fosse uma dança: relativamente devagar, pisando leve, cada soldado cuidando de uma porção da área e, de pouco em pouco, cobrem o terreno.

Ao fazerem isso, elas simplesmente conseguiram cobrir o terreno rápido — e ainda maximizam sua segurança.

O mesmo vale pro nosso desenvolvimento pessoal:

Aprender com pressa > aprendizado superficial > execução grosseira > resultados ineficientes (retrabalho).

Aprender com calma > aprendizado abrangente > execução suave > resultados mais rápidos (menos retrabalho).

História 2: um dos livros mais vendidos da história.

“Vista-me devagar, pois estou com pressa” é uma frase que diz a lenda que se popularizou por ser repetida por Napoleão, mas que tem possíveis origens de um ou dois séculos antes de Napoleão, escrita no clássico Dom Quixote, que disse essa frase para seu fiel escudeiro, Sancho Panza.

Me veste devagar” se refere a fazer as coisas com presença, com atenção, com cuidado.

Porque eu tenho pressa” se refere à possibilidade de, caso não me vestirem devagar, acontecerem erros — e retrabalho é desperdício de tempo (ou, no caso de uma armadura do Dom Quixote ou Napoleão, erros podem ser fatais).

Para dentro das nossas vidas, a não ser que você realmente use uma armadura (o que não achamos que seja o caso), as perguntas que ficam são:

  • 1. Quais tarefas importantes estão sendo feitas com muita pressa por aí?

  • 2. Quão intencional seu mês de janeiro foi?

  • 3. Como ele poderia ter sido melhor?

👉 Quer mais uma referência das boas?

Tudo que é bom leva tempo, cuidado com a pressa. Entre nos detalhes, porque vale a pena de todos os modos.

Tempo significa poder pro seu trabalho. Mediocridade é fazer tudo na pressa, mas qualquer coisa que valha a pena fazer, vale a pena fazer com consideração e intensidade.

Porque o genial não é nada mais do que fazer bem o que qualquer um faz mal.

Essa frase foi escrita por Amelia Barr, uma escritora inglesa de sucesso do início do século 20. Trouxemos ela aqui pra mostrar como uma mesma ideia está presente em cenários diametralmente opostos: militares e escritores.

Ok, Digo. Mas eu não sou militar nem escritor. E aí?

É agora que a gente entra com os exemplos do mundo corporativo e o negócio fica ainda mais legal e prático.

1⃣ Conheça o Elad Gil, dono de um dos melhores currículos da história?

Esse cara aí é um israelense que criou a área de mobile no Google, depois criou uma empresa e vendeu pro Twitter e, hoje, é o maior investidor solo em startups do mundo e investiu em múltiplaes empresas bilionárias como Airbnb, Coinbase, Notion, Figma, Pinterest, Stripe, Brex e muito mais.

A intencionalidade é praticada com uma ferramenta que Elad chama de Auditoria do Calendário.

Uma vez por semana, ele recomenda (no livro High Growth Handbook) que nós façamos uma revisão simples, olhando no nosso calendário quais foram as reuniões e atividades que mais tomaram tempo e cruzando isso com as suas prioridades.

Se o seu envolvimento não for essencial para as tarefas que mais tomam tempo do seu calendário, aí você vai precisar dar um jeito de aprender a dizer não (esse é outro assunto e, inclusive, temos um guia incrível de “Como dizer não sem prejudicar relacionamentos” dentro do nosso app, o Copiloto de Carreira).

Como fazer? Simples: Coloque um alarme toda sexta-feira ao final do dia (ou quando preferir) e faça essa auditoria. Claro, ao longo da semana, vá registrando as suas atividades e quanto elas tomam do seu tempo.

Depois de algum tempo, você vai pegar a prática, otimizar seu calendário e também vai conseguir fazer isso mensalmente.

2⃣ A prática que o CEO da Pixar ama (igual à do cara mais casca grossa do mundo).

O cara mais casca grossa do mundo se chama David Goggins. Ele é um maluco e um dos principais ultra atletas do mundo. Algumas façanhas dele são fazer 4.030 pull-ups (barras) em um único dia, correr ultramaratonas de mais de 150km com perna e pés quebrados, ser a única pessoa a passar por todos as “semanas infernais” e treinamentos da elite do exército, força aérea e marinha americana repetidas vezes, e por aí vai.

Independente dessa loucura que ele tem por levar seu corpo ao extremo, Goggins tem uma rotina de intencionalidade que aprendeu com os Navy SEALs e que podemos traduzir para o nosso dia a dia: são as AARs (After Action Reviews, ou Revisões Pós Ação). Li isso no livro dele chamado “Can’t hurt me”, recomendo demais.

Goggins diz que literalmente escreve à mão do jeito mais detalhista que conseguir (até escrevendo o que sentia e pensava, não só o que fez) tudo relacionado a alguma conquista e, principalmente, também sobre algum erro ou falha.

É uma rotina do exército que ele trouxe para a vida real e que o ajuda a se manter no caminho certo e corrigir rapidamente erros.

Como fazer? Simples também — você pode escrever à mão, escrever em um Word, Google Docs ou até no bloco de notas do seu celular. Importa pouco onde vai ser, importa mais como você vai escrever: os detalhes que vai usar, a especificidade nos acontecimentos e, principalmente, quão bem você consegue identificar a causa raíz dos erros.

🤔 E nessa história onde entra o Ed Catmull, lendário CEO da Pixar? Adaptando os AARs à sua empresa, com o chamado “post mortem”. O racional é o mesmo, embora o cenário seja completamente diferente. Você pode aprofundar lendo esse post aqui ou comprando o livro Creativity Inc. dele!

3⃣ O CEO que já entrevistou mais de 10 mil pessoas também tem uma rotina de intencionalidade.

Se você não conhece o Ricardo Basaglia, vale acompanhar no Instagram ou LinkedIn e ele realmente diz que já fez mais de 10 mil entrevistas.

Uma vez eu ouvi um podcast ou um post no Instagram dele — não me lembro agora, mas sei que era dele — falando sobre um processo que ele fazia muito parecido com algo que eu fazia, mas em um formato diferente. Achei incrível de tão simples:

Ele comentou que ao final dos dias, principalmente dos mais difíceis, ele tinha o costume de mandar áudios no WhatsApp pra ele mesmo falando sobre o que tinha acontecido, refletindo sobre.

O primeiro benefício disso é que o simples fato de colocar em palavras já o ajudava a criar clareza das dificuldades e ser mais intencional. O segundo benefício disso é que ele conseguia ouvir os áudios de novo — e nesse conteúdo que ouvi dele, ele comentava que colocava os áudios pra tocar quando ia correr ou caminhar e isso ajudava muito na resolução de problemas.

Baita exemplo de intencionalidade pra quem realmente quer crescer na carreira.

E vou contribuir com meu exemplo aqui, parecido com o do Basaglia:

Uma vez por semana, pegue um caderno (ou um arquivo no computador) e escreva a sua resposta para duas perguntas:

  • O que deu certo nessa semana e como posso continuar fazendo isso na próxima semana?

  • O que deu errado nessa semana e como posso evitar isso na próxima semana?

São duas perguntas propositalmente amplas. O exercício é simplesmente começar a escrever e eu te garanto que não vai passar de 15 minutos escrevendo.

Sugestão inicial: comece com a rotina semanal, porque você vai conseguir lembrar com clareza o que aconteceu dentro de uma semana. Por muito tempo da minha vida, eu fiz isso diariamente em um documento do Word chamado “Download de Pensamentos”.

Em resumo, o principal ponto que quero mostrar nessa edição é que antes de velocidade, precisamos de direção.

Não é necessariamente sobre “ser devagar”, mas sim sobre fazer as coisas intencionalmente — e revisar seu mês de janeiro agora que fevereiro acabou, aos 10% de andamento de 2026, é provavelmente a melhor maneira de garantir que você chegue em dezembro alcançando o que realmente almeja.

Acelerar o nosso aprendizado e crescimento está muito mais nas nossas mãos do que imaginamos.

Se você quiser aprofundar nesse e outros temas, assine o Copiloto de Carreira. Lá, nós criamos Playbooks Práticos sobre como aplicar no seu dia a dia tudo que foi falado aqui na newsletter e muuuito mais, dá uma olhada aqui a seguir:

No Copiloto de Carreira, você vai ter acesso a:

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  • E ainda tem outras novidades que vamos compartilhar em breve…

Sabe qual o melhor? +570 pessoas já testaram o Copiloto de Carreira e estão lá dentro do aplicativo — agora é a sua vez.

O que você achou dessa edição?

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Nos encontramos na semana que vem e espero que você consiga traduzir essa edição para o seu dia a dia.

Se eu puder ajudar com algo, não hesite em me mandar uma DM e dizer que veio do the jobs.

🆘 Ou, se for algo mais técnico, envie um email pra [email protected] e a gente resolve rapidinho.

Um abraço e let’s f*cking go,

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