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Fala, Jobs!

Sim, eu sei
 A edição tá chegando na terça-feira, não na segunda.

A gente quis fazer um teste por conta do feriado.

(E a gente acha que o tema dessa edição vai fazer a espera valer a pena).

Como a gente sempre fala que quer construir o the jobs junto com vocĂȘs, nada mais justo do que pedir a sua opiniĂŁo: quando aparecerem feriados Ă s segundas-feiras, vocĂȘs preferem continuar recebendo o the jobs na segunda-feira ou podemos passar para a terça-feira?

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O que a maioria decidir aqui serĂĄ nossa nova regra.

Agora, pra abrir a edição de hoje, quero fazer uma aposta rĂĄpida com vocĂȘ:

Na Ășltima semana vocĂȘ nĂŁo conseguiu resistir ao inevitĂĄvel (e nĂŁo estou falando dos ovos de PĂĄscoa 🐰):

VocĂȘ assistiu algumas apresentaçÔes ou palestras nas semanas antes do feriado — seja remoto ou presencial, nĂŁo importa o formato.

E eu apostaria que vocĂȘ começou com atenção, abriu seu bloco de notas ou caderno. Quem sabe atĂ© tirou foto/print de alguns slides.

Mas, em algum momento, aquilo começou a ficar chato.

VocĂȘ se esforçou, deu uma olhada para o lado.

Resistiu.

Passaram mais alguns minutos e começou a ficar mais forte que vocĂȘ.

E aĂ­ abriu uma outra aba no computador e foi responder as mensagens pendentes.

Ou quem sabe pegou o celular para dar uma conferida no Instagram


Sabe qual o mais interessante? VocĂȘ nĂŁo estava sozinho. Segundo uma pesquisadora da Universidade da CalifĂłrnia, o nosso tempo mĂ©dio de atenção caiu em 38% nos Ășltimos anos (ela escreveu um livro inteiro sobre isso e vocĂȘ pode ler mais nesse post da Associação Americana de Psicologia).

O mais curioso disso tudo Ă© que na mesma semana em que vocĂȘ “desligou o cĂ©rebro naquela apresentação do trabalho”, vocĂȘ tambĂ©m conseguiu ficar 1 hora completamente focado assistindo sua sĂ©rie preferida.

Se nĂŁo foi uma sĂ©rie, foi um podcast — ou um livro.

Mas vocĂȘ tambĂ©m focou. 

O que a sua série favorita tem que aquela apresentação não tinha?

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HistĂłrias.

E isso nĂŁo Ă© coincidĂȘncia. É neurociĂȘncia pura.

Quando ouvimos uma histĂłria, nosso cĂ©rebro libera oxitocina — o mesmo hormĂŽnio que Ă© liberado quando abraçamos alguĂ©m que amamos.

Por isso, os melhores comunicadores do mundo, aqueles que convencem investidores, lideram equipes e sĂŁo promovidos mais rĂĄpido, sĂŁo os que dominam a arte invisĂ­vel do storytelling.

A boa notícia é que isso é treinåvel, com as técnicas certas.

Esse Ă© o nosso 1:1 de hoje.

Às vezes, nos deparamos com pequenos "nãos” no dia a dia.

“Não dá para entregar. Não pode ser feito assim. Não temos vagas abertas.”

Nem todos são definitivos


A maçaneta Ă© uma analogia — que pode ser aberta pela insistĂȘncia, mas tambĂ©m pelo jeito certo de pedir.

Algumas pequenas açÔes que tomamos muitas vezes passam despercebidas, mas tĂȘm o poder de mudar nossos caminhos.

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Um email que vocĂȘ manda se posicionando com clareza ou uma pergunta que vocĂȘ faz em uma reuniĂŁo, discordando do caminho normal.

Um projeto que vocĂȘ decide liderar mesmo sem ninguĂ©m ter pedido ou um feedback difĂ­cil que vocĂȘ deu, mas que mudou para melhor como a pessoa trabalha.

Esses são os “primeiros dominós” que, ao se moverem, movem todos os outros.

Sua entrada para o jobs club pode ser esse primeiro dominĂł.

O que nĂłs podemos garantir Ă© que ele nĂŁo sĂł vai mover outros dominĂłs e vai se acumular ao longo do tempo, mas tambĂ©m vai mudar a maneira como vocĂȘ comunica pra muito melhor quase que instantaneamente.

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Se vocĂȘ sente que a forma como vocĂȘ se comunica hoje nĂŁo traduz tudo o que vocĂȘ Ă© capaz de entregar, esse curso Ă© pra vocĂȘ.

O jobs club Ă© o nosso “curso + comunidade” que criamos com base nos desafios que todos vocĂȘs, leitores do the jobs, compartilham. NĂłs literalmente criamos o curso com os assuntos, tĂłpicos e mentores que vocĂȘs pediram.

Esse exemplo abaixo ilustra bem.

A Rafa Ă© Analista no Santander, a Laila Ă© Gerente na Shopee e o Edu Ă© Scrum Master. Todos eles fazem parte do jobs club, com 133 outros futuros&novos lĂ­deres.

Clique aqui nesse link aqui ou no botĂŁo abaixo pra falar diretamente comigo (nĂŁo vai ser nenhuma AI, chatbot ou mensagem automĂĄtica — Ă© sĂł clicar pra ver) e entender como o jobs club vai ser um “primeiro dominó” que muda o caminho da sua carreira:

É um curso onde vocĂȘ tem a garantia de tirar todas as suas dĂșvidas com os nossos mentores — e Ă© um curso onde vocĂȘ continua aprendendo muito mesmo depois do curso ter terminado.

É diferente de tudo que vocĂȘ jĂĄ viu.

E queremos fazer o jobs club ser a maior comunidade de futuros&novos líderes do mundo (começando pela América Latina).

Se vocĂȘ sente que a forma como vocĂȘ se comunica hoje nĂŁo traduz tudo o que vocĂȘ Ă© capaz de entregar, esse curso Ă© pra vocĂȘ.

VocĂȘ vai aprender com lĂ­deres de empresas como Google, Reddit, iFood, Heineken, Amazon, BTG e muito mais.

As inscriçÔes vĂŁo somente atĂ© o Ășltimo dia de abril (ou atĂ© acabarem as vagas).

NĂŁo vai ter todo aquele negĂłcio que vocĂȘ vĂȘ aĂ­ de pressĂŁo, insistĂȘncia, urgĂȘncia, “as vagas estĂŁo acabando, corraaa”. TambĂ©m nĂŁo vai ter aquele negĂłcio de “poderĂ­amos cobrar R$ 10.000 por isso tudo, mas sĂł hoje vocĂȘ leva por R$ 199”.

A gente nĂŁo suporta isso.

A história de 27 bilhÔes de dólares.

Um guardanapo, algumas taças de vinho e um detalhe que fez toda a diferença.

Marsha Rakofsky era a diretora de comunicação da Slack e enfrentou um dos maiores desafios da sua carreira quando a Microsoft lançou o Teams — tipo uma cópia do Slack, só que gratuita e já integrada em um pacote que todo mundo usa.

Tente imaginar aí essa missão: desenhar o plano de comunicação de uma startup para enfrentar uma companhia fundada 39 anos antes, que tinha 1.000x mais recursos que a sua e um produto que custava infinitas vezes menos.

Pois é 

Numa terça-feira Ă  noite, sozinha durante a pandemia e depois de terminar um relacionamento, Marsha estava com duas taças de vinho no corpo quando rabiscou trĂȘs palavras em um guardanapo.

Foram trĂȘs palavras que formaram a base da estratĂ©gia que permitiu Ă  Slack enfrentar o gigante Microsoft.

Na Ă©poca, Marsha estava trabalhando com Matthew Dicks (autor best seller e consultor corporativo, especialista em storytelling — esse cara tem atĂ© o FBI como cliente, alĂ©m de Harvard, Google, Amazon, Johnson&Johnson e muito mais).

O Matthew ajudou a Marsha a costurar toda a narrativa, conectando o contexto pessoal dela, a vulnerabilidade e o momento que o mundo atravessava.

Essa histĂłria foi retirada do livro dele, chamado Stories Sell.

PS: vocĂȘ tambĂ©m pode ouvir mais sobre essa histĂłria (e muito mais sobre storytelling) aqui nessa entrevista do Matthew.

Quando chegou a hora de apresentar essa narrativa para os executivos, Marsha hesitou em incluir aquela parte pessoal de se sentir sozinha no meio da pandemia.

"Isso nĂŁo Ă© algo que fazemos no mundo corporativo," ela pensava. "A gente nĂŁo se insere pessoalmente nessas narrativas."

E na hora da primeira apresentação da Marsha para os fundadores do Slack, ela optou por não falar dessa parte pessoal — omitiu esse “detalhe”.

A estratégia que a Marsha propÎs foi bem aceita e gerou uma segunda reunião, mas algo estava faltando.

Um mĂȘs depois, na prĂłxima apresentação, ela cedeu ao pedido do Matthew e incluiu um trecho de 30 segundos daquela histĂłria sobre “a terça-feira na pandemia, as duas taças de vinho e o tal do guardanapo”.

O resultado?

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"Eu não consigo acreditar na diferença que esses 30 segundos fizeram" confessou Marsha depois.

"Quando cheguei ao fim da apresentação, as pessoas queriam falar comigo. Elas diziam: 'Nossa, eu me senti exatamente assim durante a pandemia'."

Aquele foi um ponto de inflexão na trajetória do Slack. Não porque a estratégia mudou, mas porque a conexão mudou.

A histĂłria pessoal da Marsha nĂŁo era um desabafo — era uma ponte. Um convite silencioso pra que os outros dissessem: "eu tambĂ©m."

Corta para julho de 2021.

O Slack não só sobreviveu como foi comprado por $27.7 bilhÔes de dólares pela Salesforce.

Hoje, mais de 200 mil empresas usam a ferramenta.

PS: provavelmente vocĂȘ estĂĄ se perguntando “uai, Digo — mas o que ela escreveu no guardanapo?”

Esse, inclusive, Ă© o poder do storytelling. Risos.

Diz a lenda que as 3 palavras eram “keep Slack alive”.

Elas foram a base, inspiração e ponto de partida de toda a estratégia que fez o Slack crescer e ser comprado pela Salesforce, mesmo competindo com a Microsoft.

Como fica, entĂŁo, o storytelling na prĂĄtica?

Ok, essa histĂłria Ă© legal, mas


Por que vocĂȘ precisa aprender a contar histĂłrias?

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A gente precisa entender que, nos dias de hoje, atenção é presente, não direito.

E o Ășnico jeito de merecer atenção Ă© fazendo valer o tempo de quem escuta.

Independente da empresa onde vocĂȘ trabalha, do seu nĂ­vel de senioridade, uma das tĂ©cnicas mais Ășteis pra manter a atenção daqueles que te ouvem Ă© contando histĂłrias.

E nĂŁo, nĂłs nĂŁo estamos falando que vocĂȘ precisa sair contando pra turma do trabalho de quando terminou com o namorado ou quando o seu cachorro ficou doente.

A histĂłria do Slack Ă© sĂł um exemplo com uma histĂłria real da Marsha. VocĂȘ tem as suas histĂłrias.

VocĂȘ nĂŁo precisa virar roteirista da Pixar pra usar storytelling no trabalho, mas precisa entender que, hoje, a concorrĂȘncia nĂŁo Ă© com o colega do lado — Ă© com o celular, o e-mail, o Slack, o cansaço, a ansiedade e a prĂłxima reuniĂŁo.

Pra concluir a big idea de hoje, vamos deixar 4 tĂ©cnicas simples de storytelling pra vocĂȘ começar a aplicar ainda essa semana e manter a sua audiĂȘncia sem piscar 👀:

1: Não conte histórias só por contar — conecte com um ponto central.

Matthew chama essa tĂ©cnica de “o fio condutor”.

Uma boa história sozinha pode até entreter.

Mas uma boa histĂłria conectada ao conteĂșdo que vocĂȘ quer transmitir vira uma ferramenta poderosa de persuasĂŁo e influĂȘncia.

É isso que transforma uma fala em movimento. Quando vocĂȘ conecta a narrativa ao seu ponto principal, a audiĂȘncia entende nĂŁo sĂł o que vocĂȘ quer dizer — mas por que aquilo importa.

Alguns exemplos:

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🟱 Eu posso contar uma histĂłria sobre como meu afilhado de 3 anos reagiu bem quando, depois de 3 tentativas, ele ainda assim nĂŁo conseguiu acertar o gol quando eu estava ensinando ele a jogar futebol e, gargalhando de risada, me pediu pra tentar pela 4ÂȘ vez — e aĂ­ conectar isso com uma postura diferente que podemos tentar adotar no time de vendas.

🟱 Ou posso contar a histĂłria do dia em que pedi um hambĂșrguer na minha lanchonete preferida e ele atrasou 1h alĂ©m do planejado — e quando eu liguei pra eles, o dono da lanchonete veio pessoalmente me entregar com um pedido extra, sobremesa e um pedido de desculpas escrito a mĂŁo — e aĂ­ conectar isso com o curso onde falamos que a confiança Ă© construĂ­da nos pequenos detalhes.

🟱 Ou eu posso contar a histĂłria de como o botĂŁo do tĂ©rreo no elevador do meu prĂ©dio estĂĄ quase travando hĂĄ 2 semanas e aparentemente ninguĂ©m (nem eu) falou com o sĂ­ndico ainda — e aĂ­ conectar isso com algo que esteja acontecendo no trabalho.

Antes de contar uma histĂłria, sempre se pergunte: o que essa histĂłria representa? Que ponto ela ajuda a ilustrar?

2: Coloque o elefante na sala.

Quer atenção? DĂȘ um motivo real pra audiĂȘncia se importar. Logo de cara~.

A melhor forma de fazer isso Ă© trazer o “elefante” que estĂĄ na sala: aquele problema, desconforto ou dĂșvida que estĂĄ no ar — mas ninguĂ©m teve coragem (ou clareza) de verbalizar.

Esse Ă© o tipo de abertura que faz as pessoas saĂ­rem do modo automĂĄtico e pensarem: "opa, agora quero (ou preciso) ouvir".

VocĂȘ coloca o problema antes da solução, a tensĂŁo antes do alĂ­vio. Isso cria uma Ăąncora que mantĂ©m a atenção do começo ao fim.

Quanto mais cedo vocĂȘ problematiza a situação, mais as pessoas ficam ansiosas pela solução.

Alguns exemplos pra ilustrar:

❝

🟱 “Vou ser bem direto, pessoal. Esse Ă© o tipo de projeto que 2 outras ĂĄreas nĂŁo conseguiram resolver — e agora estĂĄ com a gente.”

🟱 “Eu sei o que vocĂȘs estĂŁo pensando: nĂŁo vai dar tempo. E talvez vocĂȘs estejam certos, mas eu preciso pelo menos compartilhar esse plano.”

🟱 “Antes de mostrar os nĂșmeros, preciso dizer uma coisa que talvez seja desconfortĂĄvel: esse projeto foi mal liderado — e eu estou assumindo a culpa.”

Quando vocĂȘ traz isso de cara, o efeito Ă© imediato: vocĂȘ conquista a atenção e gera expectativa.

Antes de passarmos para as próximas técnicas, vamos à sessão de recomendaçÔes:

  • 👀 JĂĄ que o cara dessa edição Ă© o Matthew, nada melhor do que aprender com o homem na prĂĄtica sobre a sua tĂ©cnica. Essa Ă© a essa daqui Ă© a histĂłria que fez ele ganhar o campeonato de storytelling (sim, eu tambĂ©m nĂŁo sabia que existia isso).

  • 😂 AI Ă© o assunto do momento, mas ninguĂ©m supera o brasileiro nos casos de uso. A gente jĂĄ ganharia o campeonato mundial de memes — provavelmente levaremos tambĂ©m o de usos mais criativos de AI. Risos.

  • đŸŽ” Pra quem gosta de ouvir mĂșsica enquanto trabalha (e quer fugir do clĂĄssico LoFi), essa daqui Ă© a trilha sonora da sĂ©rie Ruptura.

  • đŸŽ¶ Essa daqui Ă© a recomendação chill da semana e tem essa outra versĂŁo aqui tambĂ©m. Aproveite, porque elas sĂŁo incrĂ­veis — o violĂŁo tĂĄ cantando junto.

  • 🎧 E aqui vai um rap dos bons, lançado hĂĄ 14 anos. Minha mĂșsica favorita do Mac Miller (RIP).

  • 💡 Uma curiosidade, aproveitando que falamos de Lo Fi Girl: isso Ă© um baita negĂłcio. Com mais de 14.9 milhĂ”es de inscritos no youtube e 6.4 milhĂ”es no Spotify, estima-se que apenas com anĂșncios a receita seja de $3,5 milhĂ”es/ano. Nada mal, ein? Aqui estĂĄ o link para quem nĂŁo conhece.

Opa, o conteĂșdo daqui pra frente Ă© exclusivo para assinantes do the jobs (ou para quem compra o jobs club — aĂ­ vocĂȘ ganha uma assinatura anual do the jobs).

JĂĄ somos mais de 1.200 futuros&novos lĂ­deres do lado de cĂĄ. TĂĄ faltando vocĂȘ! 😉

3: NĂŁo entregue o final. Entregue o gancho.

Essa estratĂ©gia Ă© chamada de “breadcrumbs” (migalhas) pelo Matthew.

O erro mais comum ao contar uma histĂłria Ă© entregar o final antes do tempo. Frases como "quero contar o que aprendi com um cliente ontem" jĂĄ revelam tudo — e o ouvinte perde a curiosidade.

A solução? Comece com uma imagem, uma cena, uma frase que gera dĂșvida ou tensĂŁo.

VocĂȘ deixa uma pista do que vem a seguir (“migalhas”) e cria um caminho que a audiĂȘncia vai querer seguir.

Alguns exemplos:

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🟱 “No meio da reuniĂŁo, meu celular vibra — aĂ­ eu leio a prĂ©via da mensagem na tela inicial do meu celular: ‘precisamos conversar’.”

🟱 “Uma conversa de corredor de 4 minutos mudou completamente como eu vejo o nosso produto.”

🟱 “O cliente pediu uma reuniĂŁo de Ășltima hora, urgente. Me ligou 3 vezes ontem Ă  noite pra falarmos sem falta hoje pela manhĂŁ. Quando ele apareceu na reuniĂŁo, nĂŁo era pra reclamar.”

Essas aberturas plantam uma pergunta na cabeça do ouvinte — e vocĂȘ segura a resposta atĂ© o momento certo.

4: Pinte a cena antes do clĂ­max.

Na hora em que algo importante está prestes a acontecer, não corra — diminua o ritmo.

Matthew Dicks chama isso de “efeito hourglass” (ampulheta): o momento em que vocĂȘ vira a ampulheta e deixa a areia cair devagar.

Ou seja, quando vocĂȘ desacelera e enche a cena de detalhes sensoriais, pensamentos e emoçÔes. Isso aumenta o impacto e a conexĂŁo.

Alguns exemplos:

❝

🟱 “Depois que falei isso, o diretor respirou fundo — daquelas respiradas bem profundas — ficou em silĂȘncio por uns 5 segundos
 e sĂł depois disso começou a falar.”

🟱 “Apertei os nĂșmeros com a mĂŁo tremendo. Estava prestes a ligar pro cliente. Torcendo pra ele nĂŁo atender.”

🟱 “O Zoom estava abrindo, aquele temporal do lado de fora, com medo da internet travar. Eu sabia que era a Ășltima chance de apresentar aquela ideia — e o meu PPT tinha travado logo antes da reuniĂŁo.”

Esse efeito funciona porque cria tensĂŁo e faz com que a audiĂȘncia se projete na cena.

Essas sĂŁo 4 das inĂșmeras tĂ©cnicas que o Matthew Dicks (e muitos outros storytellers) compartilham sobre como podemos incorporar histĂłrias no mundo corporativo e como isso pode nos ajudar.

Selecionamos essas 4, porque são técnicas que podemos implementar juntas, mas também pontualmente uma ou outra em diferentes situaçÔes.

Elas sĂŁo super simples de aplicar.

Mas aí vou te contar um negócio: pra mim, a parte mais difícil disso tudo não é contar a história, mas lembrar de alguma história que pode ter relação com o contexto que quero apresentar.

E Ă© exatamente por isso que vamos deixar aqui uma tĂ©cnica extra, a 5ÂȘ estratĂ©gia dessa edição:

O seu banco de histĂłrias.

Essa também é do Matthew Dicks.

Pra ele, a melhor forma de treinar o storytelling Ă© construindo um banco de histĂłrias.

Pouco importa o formato (ele usa uma planilha), mas se vocĂȘ e o Excel nĂŁo sĂŁo melhores amigos, pode começar pelo bloco de notas do celular.

Tanto faz mesmo. O mais importante Ă© construir o hĂĄbito de fazer um registro diĂĄrio de histĂłrias que aconteceram no seu dia.

E os dias mais cotidianos possuem histĂłrias incrĂ­veis, porque as melhores nĂŁo sĂŁo aquelas que sĂŁo consequĂȘncia de um evento raro como o dia que vocĂȘ estava voando e uma turbulĂȘncia tĂŁo intensa fez cair as mĂĄscaras de emergĂȘncia e vocĂȘ pensou que o aviĂŁo ia cair.

As melhores histĂłrias, na verdade, sĂŁo aquelas que nasceram do nada:

  • Do cliente que reagiu de um jeito inesperado;

  • Da conversa no cafĂ© depois da reuniĂŁo;

  • Do erro besta que virou aprendizado;

  • Do elogio que te pegou desprevenido;

  • Do "ufa, ainda bem que deu certo" que saiu baixinho no fim do dia.

❝

Esses momentos, que passam despercebidos se a gente não prestar atenção, são os que mais geram conexão.

E conexão é a base da boa comunicação.

A proposta do Banco de HistĂłrias nĂŁo Ă© sĂł guardar momentos.

É treinar seu olhar pra notar o que vale a pena ser contado.

É sair do modo automático e entrar no modo curioso:

“O que disso aqui pode virar uma histĂłria que ajude alguĂ©m a entender melhor o que estou tentando dizer?”

Se quiser um jeito simples de começar, tenta esse formato:

Hoje aconteceu uma coisa que me fez pensar em X.

SĂł isso. Uma linha. Um gatilho.

Com o tempo, vocĂȘ vai perceber que nĂŁo falta histĂłria.

O que falta Ă© treino pra enxergar o que jĂĄ estĂĄ aĂ­.

Quanto mais cedo vocĂȘ começa, mais rĂĄpido vocĂȘ pega o jeito.

E aí, Jobs — o que achou dessa edição? (adoro ler os comentários, então fique à vontade pra escrever tudo que quiser; sua opinião realmente ajuda a construir um the jobs melhor — nós lemos todos os comentários).

O que vocĂȘ achou dessa edição?

(escreva sua opinião depois de escolher uma opção)

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Nos encontramos na semana que vem — e espero que vocĂȘ consiga traduzir essa edição para o seu dia a dia.

Se eu puder ajudar com algo, nĂŁo hesite em me mandar uma DM e dizer que veio do the jobs.

Um abraço e let’s f*cking go,

Digo Lemos.

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