princípios de liderança de US$ 2 trilhões

👋 Você está recebendo uma edição exclusiva para assinantes. Boas-vindas às novas 304 pessoas que se inscreveram no the jobs desde a última segunda-feira! Agora, somos 37.492 leitores na maior comunidade de futuros&novos líderes do Brasil.

Fala, Jobs.

Essa é, oficialmente, a primeira edição do the jobs semanal e, sim, a partir de hoje, você receberá uma parte do the jobs gratuitamente todas as semanas para acompanhar sobre o que estamos construindo.

A partir de agora, nosso 1:1 favorito tem data e frequência marcada: toda segunda-feira, às 18h18, para ler logo no início da semana, depois de um bom dia de trabalho, e aplicar os insights ao longo da semana.

Uma curiosidade: Nós temos os dados da taxa de abertura dos e-mails que enviamos pelo the jobs, e por conta das nossas edições trazerem assuntos com profundidade, com muitos exemplos e situações reais, conseguimos ver que vocês lêem as edições várias vezes e ao longo dos dias da semana — não somente na segunda. 

Não é simplesmente algo para abrir e ler.

É pra abrir, ler e reler, fazer anotações e aplicar no dia a dia. 

🏝️ O the jobs é pra ser uma ilha de clareza dentro de um oceano de ruído e informações jogadas que é a internet.

É por isso que vamos equilibrar o nosso conteúdo, dentro do possível, entre edições que trazem inspiração e referências com as edições que trazem profundidade e necessidade de aplicação prática. 

E, na edição de hoje, vamos trazer 3 insights úteis para você — guiados também pelos desafios que vocês estão nos encaminhando. Falaremos sobre:

  • Uma regra básica (mas que poucos aplicam) para resolver problemas e dificuldades no dia a dia de trabalho;

  • Uma história sobre Einstein que você provavelmente nunca ouviu;

  • Aprendizados com referências globais: os princípios (super simples) de liderança de Jensen Huang, CEO e fundador da Nvidia, uma das empresas mais valiosas do mundo, e como qualquer um de nós pode aplicá-los.

Essa é mais uma edição inspirada por desafios de assinantes. As próximas podem ser inspiradas pelo seu desafio 😉 

  • Recebemos centenas de desafios e, aos poucos, vamos abordando os mais relevantes para a comunidade (muitos temas são repetidos).

Se você está passando por um desafio atualmente e gostaria de vê-lo aqui em uma edição do the jobs, você precisa se tornar um assinante para poder enviar seus desafios.

Uma regra básica (mas ignorada) para resolver todo problema
The Goldbergs Erica Goldberg GIF by ABC Network

“REGRA DE OURO”

Eu sei que parece estranho dizer que existe uma regra básica que deveria ser usada para resolver problemas que você possa ter, seja no pessoal ou no profissional (principalmente os mais complexos e chatos).

Mas você e as milhares de outras pessoas que acompanham essa newsletter provavelmente estão numa baita correria

Eu também estou. Sei como é. Acontece com frequência com as pessoas ambiciosas que “querem chegar lá”.

E aí, quando estamos na correria, a gente costuma enfrentar os problemas sem nem pensar muito antes.

É instintivo.

Chegou problema, pega pra resolver.

Chegou mais um? Pega rápido também.

E esse é exatamente o ponto desse primeiro insight:

É muito mais complicado resolver um problema se você está “no mesmo degrau” em que o problema foi criado.

Para te convencer da importância desse insight, quero deixar um compilado de 4 frases rápidas. Elas vão introduzir esse tema melhor que qualquer texto que eu escrever:

#1: “Não dá pra resolver problemas com o mesmo nível de raciocínio que os criou”.

#2: “Um problema bem elaborado é um problema metade resolvido”.

#3: “Se você está com algum problema, vale lembrar que mudar é menos arriscado que continuar fazendo a mesma coisa”.

#4: “A maior parte dos problemas surge de agir sem pensar ou pensar sem agir”.

Think About It GIF by Identity

Quando me pego pensando sobre os possíveis temas das próximas edições, sempre considero o que está passando pela minha cabeça: meu aprendizados, minhas experiências, ou até minhas inquietações e minhas dificuldades.

Dessa vez, lembrei de um conselho que eu recebi de um super amigo com seus 70 e muitos anos de idade.

Me divirto lembrando como alguns desses bons conselhos que já recebi são extremamente simples, mas que eu ignorava por conta da minha correria.

Você também já se sentiu assim?

Quis começar a edição de hoje com um desses conselhos, que aborda “como resolver problemas de um jeito melhor”.

Quando falamos de resolver problemas, existe uma tendência quase que natural nossa de correr em direção ao problema e resolver ele.

Como falamos no início dessa edição: é instintivo.

Literalmente.

Por muitas vezes, o melhor é ver um problema e dar um passo pra trás — não um passo pra frente.

Primeiro enxergar bem para só depois resolver.

Lembro de uma história que aconteceu comigo, que virou emblemática:

Há alguns anos, eu estava falando com um colega de trabalho e reclamando sobre um certo ponto…

Cheguei a gravar várias vezes áudios diferentes.

Eu gravava e cancelava, querendo adicionar mais coisa ou mudar um jeito de falar.

Gravava e cancelava... Até que eu parei, soltei o celular e respirei fundo.

E aí caiu a ficha que eu poderia abordar esse problema de outra maneira.

Em vez de reclamar sobre algo, fiz uma pergunta em um áudio do WhatsApp de 20 segundos que foi incrivelmente melhor que os outros áudios que eu estava gravando.

O fato de parar pra respirar e pensar no problema — ou seja, o fato de “sair do mesmo degrau de onde eu criei o problema” — me salvou nesse momento.

É simples. Eu sei.

Mas, por favor, não se deixe influenciar pela simplicidade do desafio. A simplicidade do exemplo também evidencia a facilidade com a qual esse tipo de coisa se repete — é o dia a dia de todo mundo.

Dá pra gente usar esse mesmo aprendizado pra uma série de outras coisas, mas que se relacionam ao nosso costume de “ir em direção ao problema para resolvê-lo logo”.

Por exemplo: Quantas vezes você já ouviu um amigo compartilhar um problema e já logo deu conselhos pra ajudar a resolver?

É a mania instintiva que temos de “sair resolvendo as coisas”. Mas que deveria ser um hábito de “primeiro entender, pra depois resolver”.

Nesse caso, envolve a empatia.

E empatia não é sobre ouvir pra responder. É sobre ouvir pra entender.

Nem tudo é sobre sair resolvendo problemas.

Vale lembrar que é muito mais complicado resolver um problema se você está no mesmo degrau em que o problema foi criado.

way stairs GIF

Existem diferentes maneiras de “sair do mesmo degrau em que o problema foi criado” kkk essa é só uma delas. risos.

Se nós sabemos, então, que é complicado tentar resolver um problema estando no mesmo “degrau” em que o problema foi criado, a prática precisa ser voltada pra isso:

Independente do problema que você esteja enfrentando, listei aqui alguma opções que nós temos para “sair do mesmo degrau onde o problema foi criado”:

  1. Parar, pausar e mudar literalmente de ambiente (ou só levantar da cadeira e se alongar um pouco) e abordar novamente o problema — nunca menospreze o poder de uma pausa, por menor que seja;

  2. Perguntar para um amigo, colega ou líder sobre a opinião dessa pessoa sobre o problema — não precisa nem necessariamente ser um chefe ou alguém “hierarquicamente maior”;

  3. Mudar literalmente de atividade e ir fazer outras coisas para arejar a cabeça e, só depois, voltar a tentar resolver o problema;

  4. Pergunte mais, principalmente com a pessoa com quem tem o problema, antes de especular possíveis maneiras de resolver — entender precisa vir primeiro e perguntar é a melhor maneira para entender.

Só aqui, em uns 30 segundos, listamos 4 possíveis opções do que fazer aplicando o insight de hoje na prática.

Dá pra pensar em várias outras, mas você entendeu o recado: menos reações instintivas e mais intencionalidade.

Agora, o resto é com você.

Aprendendo com Einstein

Eu tenho um livro do Einstein aqui em casa. Chama “Como vejo o mundo”… E um dos insights da edição de hoje do the jobs é sobre um trecho brilhante que li nesse livro.

A gente ouve tanto falar do Einstein, mas pouca gente já parou pra realmente estudar sobre quem ele foi, como ele pensava e tudo mais.

Eu optei por fazer um pouquinho disso, por isso li esse livro “Como vejo o mundo”.

O título me chamou a atenção…

Foi fácil escolher esse livro pra ler. Minha mente foi direto pra “se esse cara é considerado uma das maiores mentes da história da humanidade, não é possível que não vou aprender algo aqui”.

Justo, certo?

Tem um parágrafo que me chamou muito a atenção.

Einstein começa esse parágrafo dizendo o seguinte:

“Ora, o acaso brinca comigo, porque os homens me testemunham uma incrível e excessiva admiração e veneração. Não quero e não mereço nada. Imagino qual seja a causa profunda, mas quimérica, de seu sentimento”.

Dá pra começar a entender onde ele quer chegar…

Ele tá dizendo que parece até brincadeira o tanto que as outras pessoas acham ele um gênio.

A continuação desse parágrafo é:

“Os homens querem compreender as poucas ideias que descobri, mas a elas consagrei minha vida, uma vida inteira de esforço ininterrupto”.

Pois é…

Em uma bela tradução abrasileirada, dá pra dizer que o Einstein falou algo como “eu não entendo por que essa galera puxa meu saco falando que sou um gênio, sendo que eu passei a vida inteira estudando tudo isso — é quase óbvio que eu chegaria onde cheguei”.

Isso me lembrou uma frase que atribuem a Michelangelo: “Se eles soubessem o quanto eu trabalhei pra alcançar a minha maestria, eles não a achariam nem um pouco maravilhosa.”

Sinceramente, até arrepio lendo isso.

Minha cabeça fica pensando “será que eu consigo me dedicar tanto a alguma coisa como ele se dedicou?” e nada mais.

Não sei se a sua fica assim também… Fica?

Einstein GIF

É até difícil pensar em como traduzir isso para a prática, mas um sentimento que tenho é que todo mundo busca por “aquele momento milagroso”, aquele momento em que “o sucesso acontece”.

Dá pra entender isso, porque todo mundo quer ter o segredo, “o ingrediente que faltava pra todos nós sermos ainda melhores”. É natural do nosso cérebro se atrair ao que pode ser o segredo.

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