
👋 Boas-vindas às novas 167 pessoas que se inscreveram no the jobs na última semana, a newsletter para os profissionais mais disputados dessa nova era. Agora, somos 116.426 leitores criando a maior comunidade de carreira do Brasil.
2 PRINCIPAIS PONTOS DE POR QUE A EDIÇÃO DE HOJE É TÃO RELEVANTE:
👉 Saber dizer não é gestão de tempo, mas também é gestão de carreira. Enquanto a maioria das pessoas acha que dizer sim é o melhor sinal de comprometimento, os profissionais que realmente crescem entendem que dizer não, no momento certo, é o que protege foco, energia e capacidade de pensar no que realmente importa.
👉 Saber dizer não impacta diretamente na percepção que os outros têm sobre você. Cada “sim” e cada “não” comunicam algo sobre você. Essa edição mostra como limites bem colocados aumentam sua credibilidade, sua autoridade e a forma como você é percebido por líderes mais sêniores.
PRA QUEM ESSA EDIÇÃO VAI SER MAIS ÚTIL:
👉 Pra quem trabalha e entrega bem, mas vive sobrecarregado e com a sensação de sempre estar apagando incêndios.
👉 Pra quem quer crescer na carreira e entende que “trabalhar bem” não é suficiente, é preciso ser percebido como alguém estratégico, confiável e com clareza de prioridades.
👉 Pra quem sente dificuldade de dizer não por medo de parecer desinteressado, chato ou “difícil”, mas sabe que continuar dizendo sim pra tudo não é sustentável.
Separe um tempo pra leitura de hoje e vamos, juntos, nessa!
👋 Fala, Jobs!
Muita gente do mundo CLT ainda age como se a carreira fosse um jogo de uma camada só: você trabalha, entrega, resolve problemas e bate metas quando possível... Esse é o jogo visível: aquilo que aparece no seu dia a dia, nas suas tarefas, no seu output concreto. É o jogo que todo mundo vê e que (quase) todo mundo aprende a jogar.
Mas existe uma segunda camada, muito mais silenciosa e decisiva, que pouca gente aprende a enxergar: o jogo invisível.
Já falamos sobre isso aqui no the jobs e chegou a hora de reforçar esse recado, porque é o início do ano, você vai entender o motivo.
É nesse jogo invisível que se constroem percepção, credibilidade, influência e autoridade. É onde as pessoas formam opiniões sobre você, não só pelo que você entrega, mas por como você se posiciona, se comunica e define seus limites — e aqui está o ponto central do texto de hoje que pode beneficiar muitas carreiras por aí:
Saber dizer não é um dos grandes pilares desse jogo invisível.
Não porque dizer não te faz trabalhar menos (risos, alguém conhece esse tal mundo de pouco trabalho?), mas porque sinaliza clareza, prioridade e domínio sobre a própria agenda. São coisas que simples palavras não traduzem bem…

No jogo invisível, quem diz sim pra tudo raramente é visto como estratégico. Na real, se você diz sim pra muita coisa, você é visto como disponível demais.
É até meio cruel, mas enquanto você acredita que está avançando no jogo visível ao aceitar tudo, você provavelmente está perdendo pontos no jogo invisível.
Este texto é sobre isso: sobre como aprender a dizer não não é só uma habilidade de gestão de tempo, mas também uma habilidade de gestão de percepção… E a nossa aposta é que, em muitos casos, isso ajuda a separar quem cresce de quem apenas se ocupa.
💎 Agora vem o ponto mais importante: você está lendo sobre “gestão de percepção” logo em janeiro… Já dá pra imaginar onde vamos chegar?

Sim, IA é muito importante e você já está atrasado se não estiver por dentro disso… Mas uma skill é mais importante do que a IA: comunicação.
Não estamos falando de oratória. Estamos falando de saber falar com clareza e estrutura, de ssaber se posicionar, saber discordar e falar de imprevistos e coisas ruins, saber vender seu trabalho e resultados sem parecer arrogante.
E sabe qual o mais importante disso tudo?
Janeiro+fevereiro é a única janela do ano onde comunicação gera retorno máximo: o ponteiro é zerado novamente, novas percepções se formam, atenção está alta e você tem 10 outros meses pra acumular credibilidade antes do final do ano. Se você espera, você perde essa janela e passa 2026 reforçando uma percepção cristalizada.
Se você sente que trabalha bem, faz suas entregas e, ainda assim, não é reconhecido devidamente por isso, as chances são altas que o problema esteja na sua comunicação — e é por isso que vamos fazer uma aula ao vivo e gratuita com executivos e C-levels: 90 minutos, frameworks e templates, e você com um plano pra fazer sua performance ser percebida.
Você não vai se arrepender de investir esse tempo na sua carreira.

Frameworks pra dizer "não" sem prejudicar relacionamentos.

Vamos começar a big idea de um jeito diferente hoje. Escolha uma opção nessa enquete a seguir:
Quanto você se considera uma pessoa ambiciosa?
- Eu me considero uma pessoa muito ambiciosa, quero crescer rápido e estou disposta a fazer escolhas difíceis pra isso.
- Quero crescer bastante, mas sem abrir mão demais da minha vida pessoal.
- Eu tenho minhas ambições, mas sei que elas não são tão grandes assim... Topo evoluir devagar, mesmo que tome mais tempo.
- Eu sou bem de boa, não me considero uma pessoa ambiciosa. Crescimento profissional não é minha prioridade no momento.
Acho que não preciso citar aqui todas as frases de pessoas como Warren Buffett, Steve Jobs e centenas de outras referências mundiais falando sobre a importância de dizer não, né?
Essa enquete está aí, porque é importante dizermos que esse é um texto pra pessoas ambiciosas. Não queremos dizer isso no sentido de “ser o próximo bilionário”, embora possa ser sua ambição, mas sim no sentido de “quero ser muito melhor no trabalho e sei que consigo”.
Nós vamos começar entendendo, rapidamente, por que “dizer não” parece uma tarefa tão complicada, porque o melhor jeito de resolver um problema é, primeiro, entendendo o que é o problema:
✍ Por que é tão difícil dizer não?
Não é só sobre ser "bonzinho" ou "não saber se impor". É mais profundo. É sobre uma combinação meio tóxica de quatro forças psicológicas que estão operando no seu cérebro toda vez que alguém te pede algo.
A primeira delas é o medo: medo de ser esquecido, de perder a oportunidade, de parecer preguiçoso, de parecer pouco comprometido, de parecer alguém que não está "vestindo a camisa". Você vê seu chefe elogiando alguém que estava disponível e pensa: "se eu começar a dizer não, vou perder relevância".
A segunda delas é a culpa. A sensação de que você está abandonando alguém, de que você está sendo egoísta, de que poderia ajudar, mas está escolhendo não ajudar… Quando você recusa um pedido, a imagem que vem na sua cabeça não é a do seu tempo protegido. É a da pessoa decepcionada do outro lado (e você não quer ser responsável por essa decepção). É foda, entendemos…
A terceira é a ansiedade. A incerteza sobre as consequências. "E se isso prejudicar minha imagem?" "E se isso afetar minha próxima promoção?" "E se eu estiver sendo visto como alguém difícil de trabalhar?" Você não tem dados, não tem certeza e então o cérebro faz o que sempre faz com incerteza: assume o pior cenário possível (e, no pior cenário possível, dizer não sempre parece arriscado demais).
E a quarta é a vontade de agradar. Nós fomos treinados, desde criança, a sermos pessoas agradáveis, não criar conflito, ser colaborativo… E recusar um pedido parece uma violação disso. Parece que você está sendo difícil, chato, complicado. Você quer ser visto como alguém fácil de trabalhar (e, muitas vezes, dizer sim parece ser o caminho mais curto pra isso).
O cenário fica caótico quando você entende que essas 4 forças se alimentam. O medo intensifica a culpa. A culpa dispara a ansiedade. A ansiedade reforça a vontade de agradar… CAOS! E aí você fica preso num ciclo onde dizer sim parece a única opção segura, mesmo quando você sabe, racionalmente, que não deveria.

✍ Os piores custos de não impor limites e dizer não.
O custo de não saber dizer não não aparece na sua agenda nem no seu email. Ele opera de forma silenciosa, acumulada e invisível até o momento em que você percebe que está na m*rda.
O primeiro (e maior) custo é que você perde credibilidade estratégica.
Toda vez que você diz sim sem filtrar, você está comunicando algo sobre você, mesmo que não perceba. Você está dizendo "não tenho critério". Você está dizendo "não sei o que é prioridade". Você está dizendo "minha agenda está disponível para quem chegar primeiro"…
E o seu líder percebe. No mundo corporativo, isso tem um nome: falta de pensamento estratégico. Você pode estar entregando tudo, mas se você aceita tudo, você não é visto como estratégico.
Além desse custo, tem o custo de virar vítima da sua própria competência (quanto mais você entrega, mais te pedem; quanto mais você ajuda, mais te procuram e você acha que constrói reputação, mas constrói dependência de você). Você também perde controle da sua própria trajetória (quando você não protege seu tempo, você não está apenas ficando ocupado e está abrindo mão do direito de decidir o que acontece com a sua carreira). Você prejudica sua capacidade de entregar o que realmente importa (quando você está constantemente mudando de contexto, constantemente apagando incêndio, constantemente dizendo sim para demandas de última hora, você vira bom em fazer muita coisa medíocre e isso não te leva a lugar nenhum).
Sem contar que, se for algo que dura muito, você ainda paga com sua saúde física e mental.
Acho que estamos convencidos da relevância do tema, né?
Sua frase do dia, inclusive, está aqui nesse post que te mostra como “não saber dizer não é como ensinar as pessoas a te desrespeitarem”:
✍ Alguns insights pra te ajudar a falar “não” de um jeito mais fácil.

1⃣ O aspecto negativo de dizer não está mais fora do seu controle do que dentro dele.
Existe chance de não ter aspecto negativo quando você recusa fazer uma tarefa? Quando você declina um projeto importante? Quando você diz não para seu chefe? Não existe. É negativo. Sempre foi, sempre será… E reconhecer isso é um bom primeiro passo, porque você para de tentar encontrar a fórmula mágica que vai fazer todo mundo ficar feliz com sua recusa.
Essa fórmula não existe. O desconforto faz parte do processo. Não podemos lutar contra, porque só atrapalha.
A melhor pergunta a fazer é: o que custa mais caro? O desconforto de dizer não agora ou o ultra desconforto daqui algumas semanas? Escolha seu desconforto, porque, até agora, não conhecemos uma pessoa no mundo que não paga um dos dois…
2⃣ Dizer sim ao que você quer (em vez de não às outras coisas).
Você não lidera com o que não pode fazer. Você lidera com o que está priorizando.
Em vez de dizer "não consigo pegar esse projeto."
Você diz, por exemplo, algo como "até o resto do mês estou 100% dedicado a X e Y, preciso focar nisso pra gerar tal resultado pra equipe”.
No primeiro, você está se defendendo. No segundo, você está compartilhando sua estratégia. Com seu gestor, fica assim:
"Eu consigo pegar isso, mas preciso alinhar: a gente tinha definido A, B e C como prioridades. Se eu adicionar D agora, algo vai ser impactado. Minha sugestão é renegociar o prazo de B. O que você acha?"
Você não disse não, você pediu alinhamento e ainda forçou uma conversa sobre prioridades.
Cuidado aqui: as suas prioridades precisam fazer sentido para o negócio. Se você sempre está "focando em objetivos estratégicos" que ninguém mais considera estratégicos, isso vai ficar óbvio rápido.
3⃣ O maior erro da comunicação é a ilusão de que ela aconteceu.
Se você dá uma enrolada e diz um "não" que ficou claro para você, mas não para a outra pessoa, você perde muitos pontos. Ela vai achar que você é uma pessoa que só enrola. É muito melhor ser explícito e correr o risco de desagradar do que não ser explícito e correr o risco de ser rotulado como enrolão (releia essa frase, por favor).
Não fale coisas como "ai, não sei se dou conta" ou "acho que tá meio corrido" ou “talvez eu veja depois".
Fale coisas como "não consigo pegar isso agora" ou "pra esse prazo, não tenho disponibilidade" ou "não posso fazer isso essa semana, minha agenda está travada até sexta".
Regra clara pra seguir: o "não" deve estar na primeira ou segunda frase. Não é algo que tenha que ser lido nas entrelinhas.
E quando apropriado, combine clareza com contexto: "Eu gostaria de ajudar, de verdade. Mas preciso priorizar X que estou fazendo agora porque [razão]. Não quero fazer isso pela metade." Com detalhes, cria-se empatia. Sem detalhes suficientes, parece evasão.
4⃣ Negocie o prazo, não a tarefa.
Verdade libertadora: o prazo que está na cabeça das pessoas quase nunca é tão urgente quanto você acha. Muitas vezes, a pessoa está perguntando "você pode fazer isso?" quando quer dizer "você pode fazer isso algum dia?"… E você está ouvindo "você pode fazer isso agora?", risos. Não assuma urgência e pergunte pra negociar o prazo de início, não a tarefa.
Scripts que funcionam:
"Deixa comigo, consigo ajudar. Para quando você precisa? Estou terminando duas prioridades e consigo começar quinta. Funciona?"
"Entendo que você precisa até sexta. Deixa eu ser transparente: do jeito que minha agenda está, não consigo entregar com a qualidade que você merece até sexta. Mas consigo até terça com tempo para fazer direito. Terça funciona?"
"Pra amanhã, infelizmente não consigo. Já tenho X e Y bloqueados, ambos críticos. Se for realmente urgente para amanhã, vai precisar ser outra pessoa. Se puder ser quinta, eu encaixo. Qual funciona melhor?"
Você não está dizendo "não faço",, você está dizendo "não faço agora" e ainda forçando a pessoa a revelar se é genuinamente urgente, porque (se eu fosse chutar) 80% das coisas que chegam como "urgentes" não são. São só mal gerenciadas pelos outros.
Mas vale falar com atenção pra 4 situações quando pedem com urgência:
1. É seu chefe: Renegocie prioridades na hora. "Entendi que é urgente. Deixa eu te mostrar o que está na lista: X, Y, Z. Qual você prefere que eu pause?"
2. Não é seu chefe, mas é importante pra empresa: Peça antecedência para próxima vez. "Consigo ajudar, mas da próxima preciso de aviso. Para essa, vou checar com meu gestor se posso pausar X."
3. Não é importante, mas você consegue ajudar: Faça, mas cobre o favor. "Vou te ajudar dessa vez. Mas isso tá me custando X. Da próxima, preciso de antecedência. E quando eu precisar, conto com você."
4. Não é importante e você não consegue: Seja firme. "Não consigo ajudar nessa por causa de XYZ."
Cuidado óbvio (que precisa ser dito): Nem sempre você tem luxo de negociar prazo e nem toda urgência de última hora é má gestão. Às vezes, coisas genuinamente imprevisíveis acontecem.
5⃣ Transparência com detalhes cria empatia.
O jeito mais fácil para tudo é ser transparente, sempre defenderei isso. Quando você não tem opção a não ser dizer não, seja honesto (com contexto suficiente).
"Eu gostaria de ajudar, de verdade. Mas preciso priorizar X que estou fazendo agora porque [razão específica]. Não quero fazer isso pela metade, e sei que se eu pegar, vou acabar entregando mal. Espero que você entenda."
Viu a pegada? "A culpa não é sua, é minha." Você dá contexto suficiente para a pessoa entender e, com detalhes, você cria empatia. Não é manipulação, é transparência.
Mas, pelo amor, lembre-se que seus detalhes precisam ser verdadeiros. Se você inventa razões elaboradas para dizer não, e a pessoa descobre depois que era mentira, você destrói confiança completamente. Cagada.
E vale também dizer que nem toda situação merece transparência profunda. Com um colega próximo ou seu gestor, faz sentido dar contexto real. Com um pedido frio por email, "não encaixa no momento" é suficiente.
Outro cuidado aqui: Detalhes demais podem parecer justificativa excessiva. Existe um ponto de equilíbrio. Você quer dar contexto suficiente pra empatia, mas não tanto que parece que você está se defendendo de uma acusação.

Esperamos que você tenha aproveitado a versão gratuita do the jobs (que é mais completa que muuuuita coisa por aí, risos).
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Para conhecer, é só clicar aqui e nos encontramos na próxima semana!
O que você achou dessa edição?
Nos encontramos na semana que vem e espero que você consiga traduzir essa edição para o seu dia a dia.
Se eu puder ajudar com algo, não hesite em me mandar uma DM e dizer que veio do the jobs.
🆘 Ou, se for algo mais técnico, envie um email pra [email protected] e a gente resolve rapidinho.
Um abraço e let’s f*cking go,
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