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FALA, JOBS!
Hoje é dia de novidade: o the jobs daqui pra frente será the news better work.
“Por que better work?” Porque nós acreditamos que ser melhor no trabalho é a melhor maneira de fazer o trabalho melhor (e também porque acreditamos que é uma escolha inteligente querer que o trabalho seja melhor, já que passamos 1/3 das nossas vidas nele).
Mas não se preocupe… Nós vamos continuar sendo o seu 1:1 preferido, trazendo as melhores referências pra você ser melhor no trabalho. 😉
No nosso 1:1 de hoje: muito se fala sobre saúde mental, mas pouco realmente se mostra sobre o preço que a ambição e o trabalho duro cobram ao longo do tempo; e o texto de hoje mostra como 2 sócios e empreendedores brasileiros (que recentemente se concretizaram bilionários) enxergam a saúde mental de forma diametralmente oposta.
Ah, e voltamos com a seção de indicações ao final depois de vocês tanto pedirem. Elas estão logo após a big idea, pra você poder primeiro focar no nosso 1:1 e depois ver as referências.
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🔵 A FRASE DA SEMANA
"Pedir ajuda não é fraqueza. Se orgulhar de não precisar dela é que é."
Porque esse orgulho não protege você, ele só adia o colapso… E quando ele vier (e pode apostar que ele vem), não vai ter ninguém por perto pra dizer que admirou sua resistência. Só você, sozinho, pagando a conta de uma identidade que não valia o preço.
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🔵 ENQUETE DA SEMANA
o que você acha que NÃO PODE mudar do the jobs pro the news better work?
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🔵 A BIG IDEA DO NOSSO 1:1
Dois bilionários, sócios, e com visões diametralmente opostas sobre saúde mental.

Esses dois caras da foto acima são, respectivamente, Pedro Franceschi e Henrique Dubugras, fundadores da Brex. No início desse ano, eles venderam sua empresa por US$ 5,15 bilhões (aproximadamente 28 bilhões de reais). Bilhões com B mesmo.
O texto que vamos compartilhar agora é, por si só, já um grande aprendizado. É um depoimento do Pedro Franceschi
Mas o insight de hoje não é somente sobre esse texto. É sobre uma pergunta que eu fiz ao sócio dele, o Henrique Dubugras, em uma aula ao vivo que participamos com ele no Zoom, e que adicionamos após o texto abaixo.
Esse é o depoimento corajoso que o Henrique escreveu pros seus milhares de funcionários sobre sua jornada de saúde mental. Aproveite a leitura:
Este é um tema profundamente pessoal e importante para mim — e algo que, no início, eu hesitei em compartilhar com o nosso time, e ainda mais além dos muros da Brex. Obrigado a todos que me incentivaram a tornar isso público. Espero que a minha história inspire outras pessoas a investirem na própria saúde mental este ano.
Time,
Maio é o mês de Conscientização sobre Saúde Mental e, hoje, estamos lançando um benefício incrível com a Spring Health para oferecer terapia, psiquiatria e serviços de coaching aos nossos colaboradores e às suas famílias.
Como muitos de vocês sabem, saúde mental é um assunto muito pessoal para mim, então tenho muito orgulho deste anúncio. A saúde mental teve um papel fundamental na minha jornada construindo a Brex até aqui, e acho que pode ter um papel enorme na vida de todo mundo também. Decidi compartilhar a minha própria história com saúde mental — e como cuidar dela me mudou para melhor. Esta é uma história muito pessoal, então peço que vocês não compartilhem estas palavras fora da empresa. Espero que vocês possam me conhecer melhor e entender por que todos deveriam investir mais em uma parte tão importante das nossas vidas.
Tudo começou em meados de agosto de 2019. Faltavam seis semanas para lançarmos o Brex Cash no TechCrunch Disrupt. Nosso produto era bom, mas ainda não era ótimo. As seis semanas antes do lançamento seriam cruciais para colocar o produto em forma e entregar algo do qual todos nós nos orgulharíamos. O time trabalhou incansavelmente para nos preparar para o lançamento, e passamos muitas noites e fins de semana trabalhando juntos para construir a primeira versão do Cash.
Seis semanas depois, conseguimos. Era 2 de outubro, o dia do lançamento, e o produto estava pronto. Passamos a manhã aperfeiçoando o texto do site e resolvendo alguns problemas de deploy de última hora, mas, no começo da tarde, já estávamos prontos para valer. Reunimos a empresa inteira para um All Hands especial celebrando a jornada e o time que construiu o Cash e, em seguida, assistimos ao vivo ao Henrique subindo ao palco no TechCrunch Disrupt para anunciar nosso produto mais recente para o mundo.
É difícil descrever a energia que havia na sala naquela tarde. Quem estava na Brex vai se lembrar do lançamento do Cash como um dos momentos mais incríveis da história da empresa. Foi pura euforia. Tínhamos construído um core bancário do zero em menos de nove meses e agora já havia clientes reais usando aquilo para substituir bancos tradicionais. Todo o trabalho duro tinha valido a pena — nós tínhamos conseguido! Eu me lembro de olhar para o rosto das pessoas e perceber como todo mundo estava incrivelmente feliz com o que tínhamos conquistado. Todo mundo, exceto eu.
Eu me perguntei: por que eu não estava feliz como todo mundo? Achei que fosse só cansaço do lançamento e que, se eu dormisse, me sentiria melhor no dia seguinte. Fui para casa depois da comemoração, dormi e acordei na manhã seguinte. Mas eu não me sentia melhor. Em vez disso, uma sensação profunda de ansiedade tomou conta de mim. “Ok, o Cash está no ar, mas ainda temos zero clientes usando. Precisamos conseguir mais clientes!” Fui ao escritório naquele dia me sentindo exausto e frustrado — apesar de as métricas do lançamento terem superado nossas expectativas por uma margem enorme! Eu deveria estar feliz agora, mas por que não estou feliz?
Ao longo de outubro, as coisas não melhoraram muito. Eu continuava ansioso e infeliz, mas decidi ignorar esses sentimentos e seguir em frente. Só que não demorou para que minha saúde mental cobrasse um preço. Alguns fins de semana depois, fui para Nova York com alguns amigos no Halloween e não consegui aproveitar um único minuto da festa nem das pessoas comigo. Depois da festa, fui para o hotel com uma sensação profunda de ansiedade e desespero e mal dormi. Na manhã seguinte, acordei tendo um ataque de pânico. Eu não fazia ideia do que estava acontecendo comigo. Tudo parecia horrível e a vida parecia uma droga.
Liguei para o Henrique, para a minha mãe e para alguns outros amigos para contar o que aconteceu e, além de todo o amor e apoio emocional que me deram, recomendaram que eu procurasse um profissional de saúde mental. Falei com meu médico, que me encaminhou para uma psicóloga acostumada a trabalhar com fundadores. Desde então, venho me consultando com ela toda semana.
É difícil exagerar o quanto eu fiquei mais feliz depois de começar a fazer terapia com regularidade. A cada conversa, eu aprendia mais sobre mim mesmo e sobre por que eu estava sentindo o que estava sentindo. Em poucas semanas, comecei a me sentir aliviado. Entendi o que estava acontecendo comigo e me senti no controle de novo.
Desde então, ter uma hora dedicada toda semana para explorar meus pensamentos mais profundos e aprender mais sobre mim virou uma parte importante da minha vida. Aprendi, por exemplo, que minha ânsia de ser produtivo a cada segundo não era sustentável. Era igualmente importante ter momentos recorrentes de descompressão — algo que hoje eu valorizo muito mais. Aprendi como as experiências da minha infância afetam quem eu sou hoje; a importância de pertencer a um grupo; quais são as minhas necessidades em um relacionamento amoroso; a ser menos exigente comigo mesmo; e a cuidar da minha própria saúde mental primeiro para conseguir apoiar meu time e as pessoas ao meu redor.
Mais importante ainda, aprendi a importância de estar presente em cada momento. Vivemos dentro da nossa mente o tempo todo, e nossos pensamentos frequentemente assumem o controle sobre nós. Estamos sempre ansiosos com o futuro ou ressentidos com o passado. Mas e o agora? Na maior parte do tempo, ele se perde no turbilhão do dia a dia. Sempre há pressa, sempre há preocupação, sempre há alguma outra coisa para prestar atenção. Mas, a cada segundo, a vida está passando bem na nossa frente. A gente esquece o quão especial e único cada momento é. A terapia, então, me deu uma escolha: eu quero viver preso na minha mente ou presente no agora, abraçando plenamente cada segundo da vida? À medida que fui percebendo o quanto eu era mais feliz no presente, eu não consegui mais voltar atrás.
Minha jornada com saúde mental não terminou aí. Eu percebi o retorno claro que isso tinha em mim e quis fazer mais. Em 2019, comecei a dedicar mais atenção ao meu sono (aqui vai um ótimo livro e aqui vai um ótimo gadget de sono), e este ano comecei a meditar todos os dias. Todos esses hábitos se tornaram inestimáveis para manter a minha mente em forma.
Agora que saúde mental é uma parte fundamental da minha vida, é chocante para mim como poucas pessoas prestam qualquer atenção a isso. A gente fala sobre se exercitar, comer bem, evitar álcool, não fumar, fazer check-ups regulares com um médico — mas saúde mental não faz parte do vocabulário da maioria das pessoas até virar uma doença. Não precisa ser assim. Vivemos dentro da nossa mente o tempo todo. Ser proativo com isso e manter a mente em excelente forma é tão importante quanto (ou até mais importante do que) cuidar do corpo.
Por fim, aqui vai a pergunta que eu faço a todos que me perguntam sobre saúde mental: o que você tem a perder tentando? Por que não ter um profissional confiável e treinado, comprometido com o seu bem-estar, te ajudando a navegar seus pensamentos mais profundos e a sua própria jornada de autodescoberta? Na vida, não existe ponto extra por fazer as coisas do jeito mais difícil. Use toda a ajuda disponível — seja terapia, coaching, sono, meditação ou qualquer outro hábito que mantenha sua mente em forma.
Meu maior aprendizado, porém, é que saúde mental é muito mais do que só ser saudável ou mais feliz. É a sua jornada individual de entender o que a vida significa para você. Só você pode percorrer o caminho de descobrir onde e como quer conduzir a sua vida. O que eu tenho certeza, no entanto, é que a jornada é muito mais importante do que o destino. Essa jornada me ensinou a ficar confortável com quem eu sou, a apreciar a singularidade de cada momento e a aproveitar cada segundo da vida. Na verdade, não existe exatamente um “lugar” para chegar — a jornada, por si só, é a recompensa.
E aí, o que achou desse texto?
Particularmente, nós gostamos muito da transparência, da vulnerabilidade e, principalmente, do recado final: “O que você tem a perder tentando?”
O mais curioso é que tivemos a oportunidade de participar de uma aula ao vivo com o Henrique Dubugras, sócio do Pedro, no dia 18/setembro/2025.

Nós fizemos uma pergunta pra ele falando que li esse texto que o Pedro encaminhou pra todos os colaboradores da Brex: “Como você lida com esse desafio da saúde mental, ansiedade e autocobrança?”
A resposta dele não foi nada que imaginávamos (principalmente por conta do depoimento do sócio dele): “Cara, essa é uma coisa mais do Pedro do que minha. Eu respeito muito, sempre estive ao lado dele pra isso, mas eu não senti o mesmo impacto. Isso não significa que eu sou melhor, mas sim que todo mundo responde de um jeito diferente.”
Uma resposta rápida e simples, mas que leva à conclusão de que o que o Henrique disse é “desconfortável”, porque ele lembra uma verdade simples: duas pessoas podem estar no mesmo palco e viverem realidades internas completamente diferentes.
É exatamente por isso que comparar bastidores é uma armadilha. Você olha alguém funcionando, entregando, sorrindo e conclui: “deveria ser assim comigo também”. Só que o sistema nervoso do outro não é o seu. A história do outro não é a sua. Os gatilhos do outro não são os seus.
A lição prática aqui não é “todo mundo precisa de terapia”. A lição é: todo mundo precisa se observar com seriedade e parar de se orgulhar de fazer as coisas do jeito mais difícil.
Se você percebeu que está pesado, não precisa esperar virar crise. Não precisa “merecer” ajuda. Não precisa provar nada pra ninguém.
E outra conclusão importante: talvez esse texto diga menos sobre saúde mental e mais sobre como liderança funciona na prática: você não pode assumir que seus colegas, pares ou liderados sentem o que você sente, nem que você sente o que eles sentem.
O Henrique respeitou a jornada do Pedro sem tentar replicá-la. O Pedro compartilhou a sua sem impô-la como modelo. Esse equilíbrio entre vulnerabilidade e autonomia pode ser o maior aprendizado de gestão escondido nessa história toda.
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🔵 O PROMPT DA SEMANA
“Baseado em tudo que já compartilhei com você sobre meu trabalho, qual você acha que é a minha função de verdade? Não o meu cargo, mas o papel real que eu desempenho? O que desmoronaria se eu saísse?”
Use com a ferramenta de IA com a qual você mais compartilha seu contexto e boas reflexões!
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🔵 QUICK TAKES
PARA SEGUIR: Essa daqui é a nossa aposta pra ser a frase mais legal que você vai ouvir no seu ano de 2026. Concorrente forte!
VOCÊ LIDERA UM TIME OU ATUA EM RH? Se sim, essa newsletter aqui é para você. Serão 12 edições com insights práticos sobre mercado de trabalho, liderança e tendências que impactam contratação, retenção e performance. Começa dia 11/03. Cadastre-se aqui para receber.
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E ainda tem outras novidades que vamos compartilhar em breve…
Sabe qual o melhor? +620 pessoas já testaram o Copiloto de Carreira e estão lá dentro do aplicativo — agora é a sua vez.
O que você achou dessa edição?
Nos encontramos na semana que vem e espero que você consiga traduzir essa edição para o seu dia a dia.
Se eu puder ajudar com algo, não hesite em me mandar uma DM e dizer que veio do the jobs.
🆘 Ou, se for algo mais técnico, envie um email pra [email protected] e a gente resolve rapidinho.
Um abraço e let’s f*cking go,
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