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FALA, JOBS!
Essa é uma edição especial: estamos inaugurando os Career Cases, uma série onde entrevistamos alguns dos melhores profissionais do Brasil (ou, por que não, do mundo?) pra você aprender como grandes líderes foram formados: como tomaram decisões, como lidaram com perrengues e como se desenvolveram na prática.
No nosso 1:1 de hoje, os aprendizados de uma das maiores executivas de growth e marketing do mundo: entrevistamos a Gina Gotthilf, a VP de Growth responsável por levar o app Duolingo de 3 para mais de 200 milhões de usuários no mundo todo, também cofundadora da Latitud Ventures, uma das maiores empresas de Venture Capital da América Latina, e agora empreendedora com a Outsmart College.
🔵 A FRASE DA SEMANA
"Eu ainda não sabia o que faria, mas sabia que ia descobrir."
Repare na convicção que essa frase transmite. Coincidentemente (ou não), Mark Zuckerberg tem uma frase muito legal que diz que você não precisa conhecer todo o caminho, mas precisa só dar um próximo passo.
Essas palavras grudam. A gente ainda acha que precisa gabaritar a vaga pra merecer o crachá… Mas você vai ler durante o nosso 1:1 de hoje como a incerteza pode ser transformada em combustível.
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🔵 O PROMPT DA SEMANA
“Com base nas nossas conversas e no quanto você já conhece sobre mim, que habilidade você acha que eu subestimo em mim mesmo? Algo que eu faço bem e desconto — talvez porque veio fácil, ou porque não parece suficientemente impressionante?”
Use com a ferramenta de IA com a qual você mais compartilha seu contexto e boas reflexões! E se você ainda não tem boa parte do seu contexto pessoal e profissional em uma IA, está ficando pra trás…
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🔵 A BIG IDEA DO NOSSO 1:1
Um case de carreira de uma das maiores profissionais de marketing do mundo: Gina Gotthilf, a mulher que levou o Duolingo pra 200 milhões de usuários no mundo.

Nós quase enviamos essa edição no domingo pra celebrar o Dia Internacional da Mulher, mas preferimos manter a data oficial da segunda-feira… E é claro que vamos escrever essa edição em homenagem a uma mulher. Hoje, escolhemos a Gina Gotthilf.
PS: Feliz Dia das Mulheres! 🌹
Ela é uma brasileira que foi a VP de Growth e sócia do Duolingo, responsável por levar o app pra mais de 200 milhões de usuários no mundo. Antes disso, ela também foi a responsável pelo Tumblr aqui no Brasil também (e já construiu muita coisa incrível).
Nós entrevistamos a Gina e gravamos um podcast exclusivo com ela, disponibilizado na íntegra no Copiloto de Carreira, mas também trouxemos insights incríveis pra newsletter de hoje.
Não se esqueça de adicionar ela no LinkedIn e mandar uma mensagem dizendo que conheceu ela por essa edição da the news better work! Você não vai se arrepender de acompanhar o trabalho dela. 😉
A Gina se descreve como uma career failure no início (ela mesma comenta o termo “loser” na nossa entrevista).
Ela cursou filosofia na mesma universidade do Steve Jobs. Parecia o início de uma baita história, até ela trancar o curso por depressão e voltar pra casa sem saber o que fazer.
Mas, depois disso, retornou pros Estados Unidos e, depois de se formar, conseguiu dois empregos, e acabou sendo demitida de ambos, o que a fez perder os vistos e voltar para a casa dos pais duas vezes.
E então, Tumblr entrou em contato com ela, oferecendo uma posição. A Gina disse não.
O motivo? Ela não acreditava em si mesma... Mas eles conseguiram convencê-la, e foi quando tudo mudou.
Dois reais ou um cargo misterioso?
A verdade é que o Tumblr foi comprado pelo Yahoo pouco tempo depois e, com isso, um grande layoff rolou. Mas, na época, a Gina não sabia e, pra ela, foi mais um desligamento.
Pra tentar contornar, ela criou um site e se posicionou como consultora. Esse site fez com que o Duolingo entrasse em contato para que ela ajudasse eles a entrarem na América Latina sem verba alguma, e ela topou. Começou no Brasil, e então Argentina e Chile, e fez o que dava: entrou em comunidades, criou parcerias, e foi usando a criatividade para fazer o app ganhar tração e novos usuários.
Deu bastante certo.
Foi quando ela foi convidada para ser a chefe de marketing, e, nas palavras dela:
“O que eu percebi na minha carreira é que você tem que dar um passo, pra perceber qual é o próximo passo, pra perceber qual é o próximo passo e por aí vai.”
Logo em seguida, ela foi promovida a VP de Growth e aceitou! Só que ela comentou que, quando saiu da reunião pra assumir Growth, ela sentou na sua mesa e procurou no Google:

Sim, ela aceitou o cargo sem nem saber o que significava.
E aí, pouco tempo depois, o Duolingo se tornava um dos aplicativos mais baixados do planeta por conta do trabalho dela.
🔵 Se você quiser assistir o case de carreira completo da Gina e muitos outros conteúdos exclusivos como playbooks, masterclasses e bibliotecas de prompts, conheça o Copiloto de Carreira, o app da better work.
Mas o mais curioso é que essa sensação de não saber o que está fazendo nunca desapareceu pra Gina. Inclusive, esse é um belo aprendizado de carreira pra quem tem grandes ambições:
“Tudo na minha carreira eu começo do zero. Eu sempre falo sobre síndrome de impostor, mas eu acho que não é uma síndrome, porque eu sou uma impostora (risos). Toda vez que eu começo um trabalho novo, eu juro: eu não sei o que estou fazendo. Dá muita insegurança, é difícil.
Quando cofundei a Latitud, eu não sabia nada de venture capital, e fazia perguntas ridículas. Agora, na Outsmart, estou liderando growth pra Gen Z – uma geração que eu nem entendo – e não temos nem produto lançado ainda. Então, tô aprendendo a usar TikTok, me sentindo uma velha, errando todos os dias. Mas é isso: tem que continuar.”
E talvez seja essa a melhor definição de coragem que exista: continuar, mesmo desconfortável. E é assim que entramos no próximo tópico:
Quando foi a última vez que você se cercou de gênios?
É muito provável que você já tenha visto essa imagem ou alguma outra derivada dela:

Ela ronda o mundo corporativo há tempo demais pra já parecer algo cringe, mas, ao mesmo tempo, isso não a torna menos verdade.
Requer certo desconforto você ser colocado em uma cadeira que não sabe muito bem como fazer, mas, ainda que o quanto a Gina aprendeu com isso não possa ser quantificado, com certeza foi muito mais do que ela conseguiria aprender se apenas continuasse o que sempre fez.
Um exemplo disso foi quando uma investidora do Duolingo comentou com o chefe dela que “a Gina é muito legal, mas ela não é metrics-based”. Foi um feedback forte.
Ela ouviu e, é claro, doeu… Mas, depois de tirar um tempo pra processar, ela entendeu que realmente não era, e que precisava se tornar metrics-based. Foi quando começou a aprender mais sobre estatística, pra não tomar mais decisões sem base em dados.
O desconforto é estranho, mas é o que faz a gente andar.
Pense em fazer uma trilha. Os momentos onde o chão é instável é onde você mais toma cuidado para se mover, onde você mais calcula seu próximo passo, e é justamente aí quando o aprendizado acontece.
Talvez você já tenha topado abrir um projeto sem ter especialização no tema, ou assumiu um cargo que sabia muito pouco, ou planejou pivotar sua carreira… Se foi o caso, então você vai saber exatamente do que estamos falando: da curva de aprendizado. Você sempre vai descobrir mais coisas no início da exploração de um tema.

Uma coisa muito legal que a Gina comentou é que ela busca ser a pessoa menos inteligente de onde quer que ela esteja. Isso porque se cercar de pessoas com muito conhecimento em diferentes assuntos te ensina muito, e te ensina coisas que você nem imaginava que pudesse aprender e recebe, por exemplo, recomendações de artigos, vídeos, podcasts, etc. que ampliam demais seu repertório.
🔎 Curiosidades que talvez te tranquilizem.
Alguns dados para mostrar que isso não é só para a Gina:
70% das pessoas já sentiram síndrome do impostor. Não é exagero, mas parte de um estudo publicado no International Journal of Behavioral Science e, se profissionais não sentiram, muito provavelmente vão sentir em algum momento da carreira.
Apenas 12% dos novos líderes sentem ter as skills mais importantes para assumir um novo cargo. Segundo pesquisa da DDI, a maior parte dos líderes dos novos líderes admitem que não se sentem totalmente preparados quando assumem posições de liderança.
70% do aprendizado acontece fazendo. O modelo 70-20-10, adotado por empresas globais, mostra que a maior parte do desenvolvimento profissional acontece no próprio trabalho, não antes dele.
Quanto mais competente, mais você tende a duvidar. O efeito Dunning-Kruger mostra que pessoas com baixa habilidade superestimam suas capacidades, enquanto as mais competentes tendem a subestimá-las.
É proibido estar confortável.
Quando a Gina estava crescendo, ela fez aulas de teatro. Essa informação é importante, porque existe uma regra na improvisação onde você não pode dizer não. Loucura, né? Mas é uma das coisas que ela vê como algo necessário para a carreira dela ter tido o sucesso que teve.
“O que eu acho que eu sou muito boa é tolerância para risco. Eu tenho estômago para conseguir fazer coisas que têm muita chance de eu cair de cara e vai doer e eu vou me sentir humilhada e estar disposta a passar por isso para chegar em coisas maiores.”
E essa proposta me fez pensar em quantas vezes a gente diz não por medo.
Nessa conversa, nós perguntamos também para a Gina sobre worklife balance, especialmente durante os anos em que ela passava semanas viajando para diferentes países. A resposta completa (e surpreendentemente honesta) está no episódio completo disponível no Copiloto de Carreira, nossa plataforma para assinantes premium.
Mas a gente já te adianta: é difícil existir worklife balance em uma carreira de alto crescimento e isso faz parte do jogo.
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O que você precisa aprender com uma profissional incrível como a Gina?
Talvez a maior mentira que a gente conta sobre carreiras brilhantes seja imaginar que elas são construídas por pessoas que sempre souberam exatamente o que estavam fazendo. Steve Jobs também já falava disso (“o mundo e todas as coisas incríveis à sua volta foi construído por pessoas comuns, não tão diferentes de você“).
Muitas vezes, elas são construídas por gente que sentiu medo, vergonha, insegurança e dúvida, mas gente que continuou mesmo assim. E perceber isso muda tudo, porque os nossos problemas deixam de parecer sinais de incapacidade e passam a ser apenas parte do preço de crescer.
É por isso que ouvir profissionais incríveis como a Gina importa tanto. As histórias reais desses profissionais não confirmam uma fantasia de sucesso e nos lembram que, por trás de uma carreira admirável, sempre existem conflitos muito humanos.
Essa é, definitivamente, uma das perspectivas mais úteis que alguém pode ganhar: a de que os nossos medos não são pequenos porque somem, mas porque, vistos de perto, nem os profissionais mais incríveis escaparam deles.
Uma outra provocação mais prática é imaginar uma matriz do “Desconforto Produtivo”.
Falamos muito sobre como é importante que você tenha certo desconforto, mas, mais importante ainda, é entender qual é o nível saudável de desconforto. Não é pra ficar em uma situação de sofrimento psicológico a todo momento. Por isso, nossa sugestão é dividir o que você está sentindo em 3 categorias:
Desconforto técnico
“Não sei como fazer.” → resolve estudando, perguntando, testando. É o melhor tipo de desconforto.Desconforto emocional
“Tenho medo de parecer incompetente.” → resolve expondo-se gradualmente, com uma pessoa que está aprendendo uma nova língua e consegue se desenvolver muito mais a partir de momentos de conversação.Desconforto estrutural
“Isso está me adoecendo.” → é hora de redesenhar o contexto e rever suas prioridades. Lembre-se que você sempre pode pedir ajuda de alguém que já passou por algo semelhante ao que está te desafiando.
Enquanto o seu desconforto for técnico ou emocional, provavelmente é crescimento. Se for estrutural e constante, é um alerta.
Qual é o seu “Sim Estratégico”?
A Gina atribui muito do sucesso dela a dizer sim para coisas novas. Por isso, a proposta é: diga mais sim. Ao mesmo tempo, queremos que você tenha padrões ao aceitar algo.
Quando surgir uma nova responsabilidade, projeto ou oportunidade, antes de responder automaticamente (seja sim ou não), passe por esse filtro:
Isso me ensina algo além do que já sei fazer?
Isso aumenta meu impacto ou minha visibilidade?
Isso me aproxima de pessoas mais experientes que eu?
Se pelo menos duas respostas forem “sim”, provavelmente é um crescimento saudável, mesmo que dê medo.
O erro comum de novos líderes é esperar se sentir totalmente preparados para aceitar algo maior, mas, na prática, você raramente se sentirá pronto antes.
A experiência vem depois da exposição.
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🔵 PARA APROFUNDAR:
Se você quiser assistir à aula com os executivos de Google, Ambev, Waze e iFood que inspirou essa edição (e muitos outros conteúdos exclusivos como playbooks, cases de carreira e bibliotecas de prompts), conheça o Copiloto de Carreira, o app da better work, clicando aqui.

No Copiloto de Carreira, você vai ter acesso a:
Playbooks práticos e completos para ler em poucos minutos e aplicar no seu dia a dia os conteúdos discutidos aqui na better work;
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Banco de prompts de IA validados e já testados por centenas de profissionais;
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Masterclasses com especialistas em temas relevantes pra sua carreira.
Sabe qual o melhor? +620 profissionais já testaram o Copiloto de Carreira e estão lá dentro do nosso aplicativo. Quando você estiver pronto/a, venha fazer parte.
O que você achou dessa edição?
Nos encontramos na semana que vem e espero que você consiga traduzir essa edição para o seu dia a dia.
Se eu puder ajudar com algo, não hesite em me mandar uma DM e dizer que veio da better work.
🆘 Ou, se for algo mais técnico, envie um email pra [email protected] e a gente resolve rapidinho.
Um abraço,
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