Boas-vindas às novas 1.576 pessoas (sim, essa foi uma ÓTIMA semana) que se inscreveram na better work na última semana! Agora, somos 121.228 futuros&novos líderes construindo a maior comunidade de carreira do Brasil.

👋 ÓTIMA SEMANA!

No nosso 1:1 de hoje: existe um “filtro” entre o que você entrega e o que a empresa enxerga. Esse filtro tem nome: seu gestor.

Ele decide quem entra no projeto que vai aparecer. Ele decide quem recebe contexto antes das decisões. Decide quem é apresentado para o diretor como referência e até quem é poupado quando o time precisa enxugar.

“Trabalhar bem” te ajuda na matemática de ser promovido e crescer, mas tem outros fatores que pesam mais nessa conta do que só sua competência…

E esses fatores têm tudo a ver com como o seu chefe enxerga você e seu trabalho.

Na edição de hoje, a gente mergulha em como você pode se tornar a pessoa que o seu líder mais quer na equipe.

Tá todo mundo falando de IA, né?

Só que quem tá falando ou tá exagerando e criando um FOMO absurdo, alimentando o hype, ou tá falando focado pra empreendedores, CEOs e criadores de conteúdo.

Mas e a turma CLT, uai? E conteúdo sobre como aplicar isso no mundo corporativo pra quem não é de tecnologia?

Pois é… Nós identificamos isso e nós vamos resolver esse problema. 👀

Responda a essa rápida entrevista nesse botão abaixo (e saiba que você entrará pra uma lista que saberá antes de todo mundo da nossa novidade e, obviamente, vai ter um certo privilégio aí…) 🫡

PS: ao responder, você vai ajudar a construir nossa próxima novidade. Não queremos dar mais spoilers, mas estamos muito animados.

🔵 O PROMPT DA SEMANA

“Com base nas nossas conversas e no quanto você já conhece sobre mim e olhando para os padrões do que eu compartilhei, que conflito ou tensão você vê aparecendo repetidamente na minha vida e/ou trabalho? Sobre o que isso pode realmente ser? Não invente respostas se identificar que não tem dados suficientes pra responder.”

Copie e cole esse prompt na sua ferramenta preferida de IA, mas lembre-se: esse prompt só realmente funciona com a ferramenta de IA que mais tem seu contexto profissional. Esse é um prompt que leva em consideração o padrão por trás das suas interações com a IA (e se você ainda não tem boa parte do seu contexto pessoal e profissional em uma IA, você está ficando pra trás).

🔵 BIG IDEA

Estão te julgando o tempo todo (e isso é bom).

Existe um conceito famoso da Netflix chamado Keeper Test que influenciou muitos líderes e executivos, e ele pode ser explicado com uma pergunta simples:

Se essa pessoa do meu time dissesse que vai sair da empresa amanhã, eu lutaria para mantê-la no time?

Isso é o que o seu gestor pensa (ou, ao menos, deveria pensar) sobre você e, caso você seja líder de uma equipe, é isso que você deveria se perguntar sobre o seu time.

Em algum nível, essa pergunta do Keeper Test já está sendo feita sobre você. Ela aparece quando seu líder precisa escolher quem entra em um projeto mais relevante, quem ganha autonomia, quem recebe mais contexto e quem fica fora das decisões.

Carreira não é construída no vácuo. Sua “persona corporativa” é construída em sistemas de percepção, confiança, contexto e poder que se cruzam o tempo todo e, em literalmente todos esses sistemas, o seu líder ocupa uma posição central.

Você já deve ter visto esse jogo de poder acontecer de algumas maneiras diferentes:

  • Uma pessoa que entrega bem, mas não é chamada para a reunião onde as decisões são tomadas;

  • O projeto que uma pessoa tocou quase inteiro sozinha, mas que foi apresentado por outra pessoa;

  • O colega que não necessariamente trabalha mais que você, mas que está sempre nos projetos certos, com as pessoas certas.

Essas coisas não são aleatórias.

Elas são filtradas por percepção, confiança e contexto do gestor (e isso só mostra que, se não estava óbvio ainda, que seu gestor é a principal alavanca da sua carreira).

Seu objetivo na empresa, em outras palavras, deveria ser em grande parte ajudar o trabalho do seu chefe.

🔵 Isso significa ser alguém que reduz fricção no dia a dia, que organiza informação quando tudo está confuso, antecipa problemas antes que virem crise e aumenta a qualidade das decisões.

E esse tipo de “ajuda” que você precisa dar ao seu líder não aparece só em grandes projetos, mas em cada detalhe da sua postura: na forma como você estrutura um material, no jeito como você traz um problema já com caminhos possíveis, no cuidado de não deixar seu gestor ser pego de surpresa etc.

Isso parece simples, mas não é. A maioria dos profissionais nunca para pra pensar nisso e é exatamente por isso que essa maioria continua presa na execução enquanto outros avançam.

Antes de aprofundarmos na big idea de hoje, um recado rápido dos nossos patrocinadores:

🔵 APRESENTADO POR D4U IMMIGRATION

O seu futuro profissional está nas mãos da sorte?

Se o próximo passo da sua carreira ainda é um mistério, ele acaba agora. A D4U Immigration desenvolveu um quiz gratuito para revelar o que o seu currículo esconde: o potencial de uma carreira na maior economia do mundo.

Enquanto você busca um sinal, os EUA buscam capital intelectual. Profissionais de TI, Engenharia, Saúde, Finanças ou Pesquisa que possuem Mestrado ou Bacharelado e +5 anos de experiência já preenchem os requisitos para o visto EB-2 NIW: a porta de entrada para morar e trabalhar na terra do Tio Sam.

Responsável por cerca de 40% dos Green Cards desta categoria para brasileiros, a D4U te ajuda a entender se esse é o seu caminho. Revele a sua próxima jogada profissional aqui.

E agora, voltando à big idea:

Você começa a se tornar indispensável no trabalho quando deixa de apenas entregar trabalho e passa a entregar tranquilidade.

Em toda empresa, confiança vira espaço, espaço vira visibilidade e visibilidade vira crescimento.

Ou seja: você precisa fazer o seu líder (na verdade, pode ser qualquer um) confiar em você e a melhor maneira de fazer isso é, primeiro, não dando motivos pra ele desconfiar de você.

Eu sei que parece óbvio falando, mas não é tão óbvio assim.

Vamos colocar isso em um exemplo prático com esse checklist a seguir pra ilustrar melhor:

Um checklist de 6 perguntas pra ser o profissional que passa tranquilidade pro líder.

Se você quiser se tornar uma pessoa realmente valiosa pra quem lidera você, nossa sugestão é começar a olhar para o seu trabalho com outra lente.

A maioria das pessoas pensa “o que eu preciso entregar?”, mas as pessoas que crescem mais rápido costumam pensar “como eu faço esse projeto pesar menos na mesa do meu gestor?” (e isso muda muita coisa).

Antes de começar qualquer projeto, tarefa importante ou conversa sensível, passe por estas perguntas:

1⃣ O que realmente está em jogo pro meu gestor aqui?

Quase nunca é só a tarefa. Isso pode ser um prazo apertado, pode ser exposição da área, pode ser medo de erro, pode ser cobrança de cima, pode ser pressão política, pode ser a necessidade de parecer que tudo está sob controle… Pode ser muita coisa.

Quanto mais cedo você entende isso, mais seu trabalho deixa de ser só operacional.

No dia a dia, isso aparece assim:

  • Você acha que está fazendo um simples PPT, mas seu gestor está usando aquilo para defender uma decisão importante.

  • Você acha que está atualizando uma planilha, mas ele precisa daquilo para não ser pego de surpresa numa reunião.

  • Você acha que está tocando uma entrega, mas o que está em jogo de verdade é a credibilidade dele.

A pergunta certa não é só “o que precisa ser feito?”, mas “qual pressão essa entrega ajuda a aliviar?”

2⃣ O que eu posso antecipar antes que isso vire um problema?

Uma das formas mais rápidas de ganhar confiança é parar de ser alguém que apenas responde demandas e começar a ser alguém que enxerga o que está vindo. Isso vale para risco, atraso, ruído, desalinhamento, dependência e comunicação mal resolvida.

No trabalho, isso costuma ser muito concreto:

  • Perceber que uma área importante ainda não foi envolvida;

  • Notar que o prazo está otimista demais;

  • Entender que o material ainda está bom para execução, mas ruim para decisão;

  • Identificar que existe um ponto confuso que, se não for resolvido agora, vai estourar depois.

Lembre-se: é melhor ser a pessoa que evita que o incêndio comece do que ser a que sempre tá apagando incêncio.

3⃣ Como eu posso organizar isso para exigir menos energia mental do meu gestor?

Esse ponto é MUITO importante, porque muita gente acha que ajudar o chefe é “fazer bastante coisa”, mas é muito mais sobre ajudar a transformar bagunça em clareza.

É sair do “tem vários pontos pra falarmos aqui” e ir pro “existem 3 caminhos, minha recomendação é esta, o risco principal é esse e a próxima decisão é aquela”.

Como fica isso no dia a dia:

  • Não levar um problema cru quando você já poderia levar 2 ou 3 caminhos possíveis;

  • Não mandar uma mensagem solta quando você pode mandar contexto + status + próximo passo;

  • Não apresentar um material cheio de informação quando o que falta é estrutura.

Seu gestor já está lidando com excesso de coisa, excesso de contexto e excesso de decisão. Quanto mais você reduz esse peso, mais valioso você se torna.

4⃣ O que ele não pode descobrir tarde demais?

Esse talvez seja um dos critérios mais “silenciosos” de construção de confiança no trabalho: gestores tendem a confiar mais em quem não os deixa ser surpreendidos do que em quem simplesmente “trabalha muito”.

Isso acontece, porque surpresa corrói confiança. Anota isso, de verdade: surpresa corrói confiança (mesmo quando a intenção era boa).

Isso aparece no dia a dia em coisas como:

  • Um atraso que você já estava vendo, mas só avisou quando virou problema;

  • Um ruído entre áreas que já estava se formando, mas ninguém trouxe cedo;

  • Um cliente, líder ou parceiro insatisfeito que o gestor descobre por outra pessoa;

  • Uma reunião importante chegando com material ainda fraco, mas sem sinalização prévia…

Não é alarmismo, nem é dramatizar tudo… É saber diferenciar o que precisa ser escalado cedo pra evitar um dano maior depois.

5⃣ Como eu vou dar visibilidade sem gerar ansiedade?

Você tem que executar bem e seu gestor também precisa sentir que entende o que está acontecendo. Essa é a meta, e isso não quer dizer atualizar o tempo todo, mas sim atualizar do jeito certo.

Uma boa atualização costuma responder, de forma simples: o que já andou; o que ainda está em aberto; onde existe risco; o que está sendo feito sobre isso; e se alguma decisão dele é necessária. Já falamos sobre isso aqui nessa edição.

Na prática, existe uma diferença enorme entre “estamos vendo aqui e depois te falo” e “já alinhamos A e B, o ponto em aberto é C, existe um risco no prazo se X não responder até amanhã, e por enquanto não preciso de nada seu”.

Olha como a primeira frase aumenta a ansiedade e a segunda aumenta a confiança.

6⃣ Se isso der certo, o que meu gestor ganha?

Essa é uma pergunta que pouca gente faz e talvez seja uma das mais importantes, porque seu trabalho não é avaliado só pelo esforço que deu, mas ele também é avaliado pelo efeito que gerou.

Seu gestor pode ganhar várias coisas com uma boa entrega: mais previsibilidade, menos pressão, mais reputação, mais clareza para decidir, menos desgaste político, mais confiança pra te colocar em algo maior…

Quando você entende isso, seu trabalho muda de nível e aí você para de entregar apenas uma tarefa bem feita e começa a entregar utilidade real para o sistema.

No fim, é isso que faz alguém se tornar difícil de substituir.

Recapitulando:

  • Não é ser o mais disponível.

  • Não é dizer sim para tudo.

  • Não é trabalhar mais horas.

  • Não é virar o resolvedor silencioso de todos os problemas.

É ser a pessoa que torna o trabalho de quem lidera você mais claro, mais previsível e menos pesado.

Alguns dados que explicam isso na prática (e pra mostrar que vai muito além de uma opinião nossa):

  • Em 81% dos casos estudados pelo Center for Creative Leadership, as pessoas promovidas tinham uma relação facilitadora com alguém em posição superior na organização; alguém que ajudava sua visibilidade.

  • Em uma pesquisa da Harvard Business Review com 240 líderes sêniors de uma grande empresa de tecnologia do Vale do Silício, o fator mais importante para chegar àquele nível não foi habilidade, liderança ou resultado, mas a visibilidade que cada um tinha.

  • Tem gente apostando que crescer no trabalho é ser visto. Essa pesquisa recente dos Drs. Tim e Nora Hampton sugere outra coisa: presença física, sozinha, não se associou a melhores resultados. O que pesou mais foi proatividade, visibilidade da contribuição e networking ascendente.

🔵 OPS, DAQUI PRA FRENTE O CONTEÚDO É EXCLUSIVO PRA ASSINANTES DA BETTER WORK.

Nós temos 2 principais materiais que vão te ajudar a aplicar esse conteúdo na prática no seu dia a dia:

  • Um Playbook sobre “Como fazer com que líderes defendam você e seu trabalho";

  • Uma Masterclass sobre “Como conquistar a confiança de pessoas mais sêniores que você”;

  • E um Playbook sobre “Como dar visibilidade sobre o seu trabalho”.

Esse material é exclusivo para assinantes (já somos mais de 680 futuros&novos líderes lá dentro).

Assine clicando no botão abaixo e destrave o acesso a mais materiais práticos que te levam para os próximos degraus da sua carreira.

Só um spoiler, sem muita explicação ainda: quem entrar em abril, vai ter uma condição absurdamente diferenciada… Vocês vão descobrir isso melhor em maio.

Fechamos por hoje!

Nos encontramos na semana que vem e espero que você consiga traduzir essa edição para o seu dia a dia.

Se eu puder ajudar com algo, não hesite em me mandar uma DM e dizer que veio da better work.

🆘 Ou, se for algo mais técnico, envie um email pra [email protected] e a gente resolve rapidinho.

Um abraço,

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