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👋 UMA ÓTIMA SEMANA PRA NÓS!

Nós apostaríamos alto que, nos últimos meses, você “trombou” com algumas dessas afirmações nas redes sociais como um todo:

  • “Você não vai ser substituído por IA, mas sim por alguém que sabe usar IA.”

  • “O Claude acabou de lançar uma atualização que matou XYZ (e XYZ cada hora é uma coisa nova).”

  • “A habilidade mais valiosa da próxima década é a engenharia de prompts.”

  • “A engenharia de prompts morreu. A nova habilidade mais valiosa da próxima década é a engenharia de contexto.”

A gente poderia continuar a lista por muito tempo, mas acho que o recado ficou claro, né?

Em resumo: o sensacionalismo sobre IA nas redes sociais é absoluto e constante. Parece que não dá pra escapar dele, porque é tudo isso ao mesmo tempo e sempre com um recado implícito de que “se você não fez isso ainda, você tá muito atrasado”.

Mas a gente acredita que a gente consegue te ajudar (bastante) com isso e foi por isso que escrevemos essa edição. 😉

No nosso 1:1 de hoje: existe uma habilidade que você pode começar a desenvolver agora (ou acelerar, se já fizer bem) e que, independente pra qual lado a IA avançar daqui pra frente, vai ser um diferencial enorme pra sua carreira.

Pra te contar dessa habilidade, nós cunhamos o termo “profissional costureiro”. Pode parecer brega, mas você vai lembrar disso muito mais do que se falássemos “pensamento interdisciplinar”.

Na edição de hoje, você vai entender na prática o que é essa habilidade, com exemplos, e ter um guia de como desenvolvê-la daqui pra frente.

Se você já sabe que a IA pode melhorar seu trabalho e facilitar sua vida, mas não sabe ainda por onde começar, nós vamos fazer uma aula pra você no dia 19/maio.

Faça sua inscrição gratuita clicando aqui ou no botão abaixo.

Você não precisa ser programador, nem ter conhecimento técnico pra saber usar a IA muito bem. Você só precisa de um passo a passo claro com quem já faz acontecer.

Vocês pediram, nós vamos fazer acontecer.

🔵 O PROMPT DA SEMANA

“Com base nas nossas conversas e no quanto você já conhece sobre mim e sobre meu trabalho, onde eu estou subutilizando o potencial da IA pra atingir meus objetivos? Não quero ouvir conselhos generalistas e sim exemplos específicos. Seja provocador, direto ao ponto e não floreie sua resposta. Não invente respostas se identificar que não tem dados suficientes pra responder.”

Copie e cole esse prompt na sua ferramenta preferida de IA, mas lembre-se: esse prompt só realmente funciona com a ferramenta de IA que mais tem seu contexto profissional. Esse é um prompt que leva em consideração o padrão por trás das suas interações com a IA (e se você ainda não tem boa parte do seu contexto pessoal e profissional em uma IA, você está ficando pra trás).

🔵 BIG IDEA

O profissional que a IA ainda vai ter que ralar muito pra conseguir substituir.

A gente sabe que é brega dizer que “estamos entrando numa nova era do trabalho”… Mas é a verdade. As coisas já estão mudando muito e vão mudar mais ainda.

E sabe qual é o pior de tudo isso?

É que ninguém realmente sabe pra onde as coisas vão. Tem uma boa quantidade de gurus por aí vendendo pra você que sabem o que vai acontecer, mas a diferença entre eles e nós é que nós não temos problema em te dizer que não sabemos o que vai acontecer.

Mas uma coisa que nós sabemos é que existe um caminho que muitos profissionais já estão seguindo para se tornarem insubstituíveis (ou o mais próximo disso) e essa é a melhor aposta que podemos aconselhar você a fazer nesse mundo cheio de incertezas que está esperando por nós.

Aos curiosos, aqui estão algumas fontes de profissionais incríveis de IA e grandes executivos dizendo que não sabem pra onde a IA pode caminhar (mas o guruzão do Instagram sabe, risos).

Se você tem pelo menos 5 anos de carreira, você já sabe que o mundo corporativo premiava quem dominava uma área com profundidade. Se tornar especialista em algo, seja em uma skill como vendas ou em um assunto técnico como Power BI, por exemplo, era o caminho pra crescer.

Isso ainda tem valor, mas vai se tornar cada vez menos suficiente pra garantir seu crescimento.

Por que? Porque a IA já executa bem (e vai executar ainda melhor nos próximos meses — não anos) dentro de domínios bem definidos. Dentro de uma “estrada conhecida”, ela vai sempre vencer você.

O que está acontecendo é que o diferencial humano está migrando. Ele não vai estar mais em “executar melhor dentro de uma estrada conhecida”. Ele vai ficar no cruzamento entre várias estradas.

O diferencial humano vai estar, por exemplo, em enxergar o que uma decisão da área de produto gera na área de atendimento, o que uma promessa de vendas gera na área de operações e o que uma mudança de tecnologia gera na área de RH e cultura.

A melhor aposta que você pode fazer, hoje, pra sua carreira é ser o profissional que sabe costurar as coisas entre áreas.

E pra deixar claro: não estamos dizendo que se especializar em uma coisa tenha se tornado irrelevante, mas sim que isso te torna mais vulnerável a quando a IA executar muito bem o que sua especialidade faz.

Essa é uma edição pra você se tornar um profissional costureiro.

Esse é um nome fácil pra você se lembrar (e muito menos clichê do que dizer que você precisa desenvolver pensamento interdisciplinar).

Vamos te mostrar como fazer isso agora — mas, antes, um recado rápido dos nossos patrocinadores:

🔵 APRESENTADO POR D4U IMMIGRATION

A lição que as big techs estão dando ao mercado.

Os layoffs nas grandes empresas de tecnologia assustam, mas ensinam: depender somente de patrocínio corporativo para viver nos EUA é arriscado.

A realidade é que a demanda por talentos qualificados continua, mas ficar refém de um crachá é o perigo para quem planeja trabalhar fora e ganhar em dólar. A solução é o Green Card por mérito próprio, por meio dos vistos EB-1 e EB-2 NIW. Na prática, ele te dá total liberdade para trocar de emprego e garante a segurança para a sua família construir um futuro sólido, sem depender de terceiros.

Na D4U Immigration, melhor empresa de planejamento internacional, você traça seu plano com 10% OFF e a garantia de aprovação ou seu dinheiro de volta.

Os profissionais costureiros.

Costureiro pressupõe que existem pedaços separados e que alguém precisa juntar eles.

Um costureiro une tecidos diferentes em algo que tem forma, função e coerência. Ele não precisa fabricar cada tecido, mas precisa entender como cada um se comporta, onde cada um cede, onde cada um resiste e como combinar os tecidos sem rasgar nenhum.

O profissional costureiro faz o mesmo dentro de uma organização.

Ele não vai perguntar só "qual é a melhor solução dentro da minha área?", ele vai além e pergunta qual é o problema real, quais áreas estão envolvidas, quais trade-offs existem e que efeitos essa decisão vai produzir no sistema inteiro, por exemplo.

Qual é a diferença desse tal profissional costureiro?

O profissional comum recebe dados e produz uma planilha. Recebe um briefing e produz uma campanha. Recebe um dado e produz uma análise.

O profissional costureiro pensa “em sistema”. Pra colocar em um exemplo ilustrativo:

A empresa lança uma ferramenta interna nova, mas ninguém usa e aí a conclusão imediata é de que as pessoas resistem a mudança e precisam de treinamento… Só que pode ser que a ferramenta tenha sido construída com base no que os gestores achavam que o time precisava e não no que quem faz o trabalho de fato enfrenta. Nesse caso, o problema estaria no diagnóstico e não na adoção.

Esse é o tipo de coisa que um profissional costureiro identificaria, porque ele entenderia contexto, trade-offs e efeitos do problema antes de chegar a uma conclusão e tomar uma decisão.

As perguntas que os costureiros devem sempre fazer:

  • Qual é o problema real aqui, antes de qualquer solução? O que gerou esse problema inicial identificado?

  • Esse problema impacta só a nossa área ou afeta alguma outra, mesmo que indiretamente?

  • Que área pode estar vendo uma parte do problema que a gente ainda não está vendo?

  • Quais são os outros dados importantes que ajudam na resolução desse problema?

  • Com quais pessoas de outras áreas eu falei pra entender o impacto dessa possível solução que pensamos?

Isso não é um framework pronto. Não existe isso… O que existe é pensamento crítico sobre o tema.

Quer mais ideias de perguntas? Pegue essas + descreva seu problema pra sua ferramenta de IA preferida e pergunte quais outras perguntas você deveria se fazer considerando esse desafio trazido pra resolvê-lo da melhor maneira.

Por que isso importa muito agora?

Sam Altman, CEO da Open AI, é uma das pessoas que já falou do quanto acredita que a IA pode causar de impacto no mercado corporativo.

Nossa provocação aqui não é se a IA vai impactar, e sim como a IA vai impactar; e falar do profissional costureiro tá diretamente relacionado a isso.

Esse assunto importa, porque a IA não vai eliminar funções de uma vez. A IA vai eliminando camadas de funções de pouco em pouco.

A primeira camada que some é a execução dentro das estradas bem definidas que já falamos: análises, relatórios, resumos, automações, tarefas repetíveis com input e output claro. Isso já está acontecendo.

O que fica são as decisões que vivem entre as áreas: onde marketing promete o que produto não consegue entregar; onde tecnologia automatiza o que RH ainda não sabe como absorver; onde operações otimiza uma parte e cria gargalo em outra.

Esses problemas não têm dono claro, não cabem num job description e a IA não resolve, porque ela não enxerga o sistema inteiro (ela executa dentro do domínio/estrada que você definiu pra ela).

É exatamente aí que o costureiro entra.

Podemos também responder por que isso importa em 3 dados rápidos:

  • O relatório Future of Jobs citando que 39% das habilidades centrais exigidas hoje vão mudar e que o pensamento crítico e criativo junto com o aprendizado contínuo e resiliência são as que mais crescem em importância.

  • O artigo da McKinsey “Human skill will matter more than ever in the age of AI” citando que à medida que a IA vai avançando, os profissionais precisarão se apoiar mais nas capacidades que as máquinas ainda não oferecem: julgamento, construção de relacionamentos, pensamento crítico e empatia.

  • O estudo da Deloitte Human Capital Trends falando que à medida que o trabalho se torna mais multidisciplinar e a IA exige colaboração fluida, as organizações podem precisar descontruir funções e remontá-las em torno de resultados, não de estruturas rígidas.

🔵 A FRASE DA SEMANA

“Ter mais rápido as respostas vai ser cada vez menos importantes do que saber fazer as perguntas certas.”

O que fazer, então? Como aplicar isso pro meu dia a dia?

Não compre uma máquina de costura (pelo menos não ainda, risos).

Ser costureiro é enxergar conexões e 3 habilidades fazem isso acontecer:

  • Pensamento sistêmico: ver a rede, não a peça. Entender que uma decisão de produto pode criar problema no atendimento antes que o atendimento te avise.

  • Primeiros princípios: tirar o "sempre foi assim" do caminho e chegar no problema real antes de qualquer solução.

  • Flexibilidade mental: falar a língua de tecnologia numa reunião e a língua de marketing na próxima sem perder clareza nas duas.

E por trás das 3 tem uma coisa só: humildade intelectual.

Aviso de brother: humildade intelectual é chato. Irrita, porque pra costurar entre áreas, você precisa aceitar ser iniciante repetidas vezes, precisa fazer pergunta básica sem vergonha e precisa aprender com quem pensa diferente.

Não é todo mundo que tem facilidade pra isso e isso fica ainda mais difícil, porque muita gente construiu a carreira em torno de ser "a pessoa que sabe XYZ" (e entrar numa sala onde você não domina o assunto ameaça essa identidade).

Só que quem precisa parecer especialista em tudo aprende menos. O ego trava.

4 práticas pra “costurar” melhor:

1. Rastreie efeitos secundários

Toda decisão tem consequências além do resultado imediato. Quando marketing aumenta leads, vendas pode ficar sobrecarregado com contatos de baixa qualidade. Quando produto lança rápido, suporte recebe mais fricção. Quando tecnologia automatiza um processo pra economizar tempo, RH pode lidar com ansiedade dos funcionários sobre segurança no emprego. Deu pra entender?

Perguntas pra te ajudar:

  • Quem vai receber o impacto dessa decisão que não está nessa sala agora?

  • Se isso der certo pra minha área, o que piora pra outra?

  • Qual área vai precisar absorver o custo dessa mudança?

  • Três meses depois de implementar isso, quem vai estar sobrecarregado?

  • Estamos medindo só o resultado imediato ou também o que essa decisão cria depois?

2. Faça conversas de curiosidade pura

Em vez de chamar alguém de outra área só quando você precisa de algo, reserve 15 minutos pra entender como essa pessoa pensa, sem agenda complexa. Algumas perguntas que funcionam:

  • O que costuma dificultar seu trabalho?

  • O que pessoas de fora da sua área geralmente não entendem?

  • Que tipo de pedido de outras áreas cria mais atrito?

  • O que vocês consideram sucesso?

Não opine, apenas entenda. Simples assim. Custa pouco tempo e nada de dinheiro fazer isso.

3. Desenhe o sistema no papel

Muitos problemas não pertencem a um único departamento e aparecem entre as áreas. Problemas costumam acontecer em boa parte nas conexões entre áreas e não em uma única área específica.

Esse exercício de desenhar muda a pergunta de "quem errou?" pra "onde o sistema está criando esse resultado?".

4. Observe onde os domínios entram em conflito

Vendas define sucesso como "negócio fechado". Produto define como "estabilidade da funcionalidade". Esse é um exemplo que ilustra como sucesso pode ser diferente de área pra área diferente.

Perguntas que podem te ajudar com isso:

  • O que essa área considera sucesso que outra área considera problema?

  • Onde os incentivos de uma área estão ativamente trabalhando contra os incentivos de outra?

  • Qual promessa está sendo feita pro cliente que alguém nessa cadeia não tem como cumprir?

  • Onde uma área está otimizando uma métrica que piora a métrica de outra?

  • Que decisão tomada nos últimos seis meses pareceu boa pra quem decidiu e criou atrito pra quem não foi consultado?

O que você achou dessa edição?

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Fechamos por hoje!

Nos encontramos na semana que vem e espero que você consiga traduzir essa edição para o seu dia a dia.

Se eu puder ajudar com algo, não hesite em me mandar uma DM e dizer que veio da better work.

🆘 Ou, se for algo mais técnico, envie um email pra [email protected] e a gente resolve rapidinho.

Um abraço,

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