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Um dos maiores clichês corporativos é que você “precisa ter senso de dono pra crescer”, mas ninguém fala do significado (nem do preço psicológico) de tentar ser dono de algo que você não é realmente dono.

💁: “Você precisa ter mais senso de dono.

🤷: “Dono de que? A empresa não é minha. O bônus não é de sócio. A decisão final não é minha. O risco não está igualmente distribuído, uai.

Esse é o diálogo interno que passa na cabeça de quase todo mundo, mas que ninguém fala sobre (com exceção dessa newsletter). Esse é o nosso tema de hoje.

No nosso 1:1 de hoje:

1⃣ O que +95% das pessoas entende muito errado sobre senso de dono;

2⃣ Os 3 níveis de senso de dono por maturidade profissional;

3⃣ Os 3 limites que definem o que é um verdadeiro senso de dono;

4⃣ E 4 maneiras práticas, com 8 prompts diferentes, de como desenvolver esse senso de dono sem precisar vender sua alma no trabalho.

Se você nunca ouviu falar de BW Classes, nós explicamos: o the news better work tá construindo uma empresa de educação, que é a BW.

E nós decidimos fazer aulas gratuitas no Zoom pra interagir com vocês. Não tem pegadinha, é uma aula gratuita, com conteúdo de muita qualidade, simples assim.

Sabe aquele conceito de “você é a média das pessoas com quem mais convive”?

Então, a gente decidiu fazer essas aulas pra ajudar você a subir a média dessas pessoas com quem você mais convive, trazendo uma aula por semana (pelo menos no próximo mês, faremos uma por semana, então aproveite 😉).

Na semana passada, ensinamos na prática como configurar sua IA 10x melhor com Custom Instructions personalizadas + seu contexto profissional + memória configurada + segurança de dados.

Na aula dessa semana, vamos falar sobre: “Os 5 maiores erros que você pode cometer aplicando IA no seu trabalho”.

A aula não vai passar de 1h de duração. Vamos direto ao ponto com o que é útil pra você ser melhor no trabalho, que é a nossa missão.

Clique no botão acima pra reservar sua vaga. É gratuito.

Nos encontramos amanhã, 07/07, terça-feira, às 19h30. 🫡

Com base nas nossas interações e no quanto você já conhece sobre mim, o que está drenando silenciosamente a minha energia e eu ainda não nomeei? O vazamento lento, não o buraco óbvio. Não me dê uma resposta genérica ou motivacional. Quero uma análise honesta, específica e útil. Me ajude a pensar sobre isso e não invente respostas se identificar que não tem dados suficientes pra responder.

Copie e cole esse prompt na sua ferramenta preferida de IA, mas lembre-se: esse prompt só realmente funciona com a ferramenta de IA que mais tem seu contexto profissional. Esse é um prompt que leva em consideração o padrão por trás das suas interações com a IA (e se você ainda não tem boa parte do seu contexto pessoal e profissional em uma IA, você está ficando pra trás).

Preciso vender minha alma pra ser um exemplo de quem tem “senso de dono”?

Uma rápida intro: se você ainda não me conhece, eu sou o Digo e escrevo a better work há alguns anos, desde que essa newsletter se chamava the jobs e tinha pouquíssimos leitores.

Eu sou sócio e digo com orgulho que ajudei a construir uma das faculdades mais inovadoras do mundo (gravei um vídeo falando dessa história aqui). Também já liderei equipes de vendas em multinacionais como BRF e 3M e hoje estou construindo minha startup de educação (você também pode acompanhar meu trabalho no LinkedIn por aqui).

Estou te falando isso na introdução da Big Idea, porque sempre costumo trazer as referências dos insights e aprendizados que escrevemos aqui e, na edição de hoje, parte dos aprendizados são da minha vivência e experiência nos últimos 11 anos trabalhando no mundo corporativo e empreendendo.

Eu também trouxe nessa newsletter uma referência muito legal de um empreendedor brasileiro que você provavelmente não conhece (mas deveria) falando sobre senso de dono de maneira bem sensata, mas quero começar introduzindo com algo que acredito e que vai gerar uma boa provocação pra você:

No mundo corporativo, “ownership” (senso de dono) virou uma palavra elástica demais.

Às vezes, significa autonomia, maturidade e confiabilidade, só que às vezes significa responder Slack à meia-noite, ser o resolvedor universal de incêndios da empresa ou tratar a ansiedade do gestor como se fosse sua responsabilidade (risos, não mande isso pro seu chefe, mas eu te entendo 😉).

“Senso de dono” foi uma expressão maltratada no mundo corporativo, assim como “mindset”. Viraram palavras que podem significar qualquer coisa dependendo de quem está usando.

Ninguém fala sobre isso, então nós vamos falar: você não precisa amar a empresa como se ela fosse sua pra ser capaz de trabalhar como alguém confiável.

Esse provavelmente é o maior mal entendido sobre esse tema: ter ownership não é sentir o que o fundador sente, sofrer como o sócio sofre ou colocar a empresa acima da sua vida.

🔵 Eu resumiria senso de dono como “a habilidade de fazer com que, quando uma iniciativa cai na sua mão, as pessoas ao redor respirem um pouco melhor”.

Esse é o tchan.

Trabalhar de um jeito que as pessoas não precisem ficar te gerenciando o tempo todo” pode ser um outro bom jeito de explicar o que realmente é ter senso de dono.

Isso é MUITO diferente de “trabalhar mais” ou de “estar conectado toda hora”.

🔵 Pessoas com senso de dono não se destacam por trabalharem mais, elas se destacam porque pensam antes de transferir trabalho mental para os outros.

Existem 3 versões de “senso de dono”, uma pra cada nível de maturidade.

Essas 3 versões são auto-explicativas:

  • A versão infantil do senso de dono é “eu faço tudo; eu aceito tudo; respondo tudo; e eu seguro tudo”.

  • A versão cínica é “eu não sou dono de verdade, então só faço o que tá no meu job description e eventualmente uma ou outra coisa além que meu chefe pede”.

  • A versão madura é: “eu tomo a iniciativa, porque isso impacta minha área; eu tento reduzir a ambiguidade; eu dou visibilidade pras pessoas envolvidas; e eu protejo meus limites”.

Repare na última frase da versão madura: “eu projeto meus limites”.

Eu apostaria que essa é a principal diferença entre quem realmente entende o que significa senso de dono versus as outras pessoas que ficam na interpretação superficial desse conceito:

Os 3 limites que o seu “senso de dono” deveria conhecer.

1⃣ O primeiro limite é o que chamo de limite de escopo e eu defino ele assim: “essa iniciativa é minha, mas nem todo problema da empresa é meu. Eu vou me envolver e contribuir em tudo que estiver relacionado com a minha área ou que impactar direta e indiretamente o meu trabalho, entendendo que ‘me envolver’ também significa saber influenciar os outros a assumirem essa mesma postura responsável e proativa.

2⃣ O segundo é o limite de energia: “eu posso ser confiável sem estar disponível o tempo inteiro, porque eu entendo que não priorizar os meus problemas no trabalho significa que eu necessariamente vou despriorizar minha saúde física e mental. Eu também preciso entender que não sou o super homem e que saber influenciar e envolver outras pessoas em projetos comigo é essencial.”

PS: isso está também diretamente relacionado ao que citei no limite de escopo falando sobre saber influenciar os outros a terem a mesma postura responsável e proativa que a minha.

3⃣ E o terceiro é o limite de identidade: “meu trabalho importa, mas ele não é a totalidade de quem eu sou. Isso significa que eu sei que existirão momentos em que o trabalho vai representar parte relevante da minha vida, mas, mesmo nesses momentos, eu ainda preciso me lembrar de quem sou fora do trabalho e manter alguma atividade não profissional ativa.

E você, colocaria a mão no fogo por quem do seu time?

Já olhou pro lado e se sentiu sozinho(a) porque não podia contar com seus colegas? O sentimento que tudo está nas suas costas, em outras palavras.

Ninguém gosta de trabalhar com pessoas em quem não dá pra confiar.

Foi assim que Raphael Dyxklay, fundador da Barte (uma das startups brasileiras mais promissoras da atualidade e que já caminha para um valuation acima de 1 bilhão de reais) começou um post no seu LinkedIn no qual compartilhou uma carta interna sobre como ser uma pessoa que tem o senso de dono.

Ele chamou de “Ownership na prática” e você pode ler o texto completo, inclusive com a carta que ele encaminhou para os funcionários, nesse link aqui (um abraço ao João Victor Moura, nosso leitor e aluno da BW Educação, por ter compartilhado o material com a gente).

Recomendação de amigo: siga o Raphael no LinkedIn, independente de em qual setor você trabalha (e, se quiser, comenta com ele que conheceu ele pelo the news better work). 😉

Por que eu gostei tanto dessa carta do Raphael?

Foram dois motivos.

O primeiro motivo é porque essa carta traduz “senso de dono” em comportamentos concretos que aconteceram nas últimas semanas dentro da empresa dele: saber fazer perguntas preparadas, dar visibilidade, saber cobrar quando precisa de resposta, dar visibilidade, destravar decisões, mobilizar pessoas…

O profissional com senso de dono não é necessariamente o profissional que trabalha mais, e sim o profissional que gera menos dúvidas:

  • Menos dúvida sobre o que está acontecendo;

  • Menos dúvida sobre o próximo passo;

  • Menos dúvida sobre riscos;

  • Menos dúvida sobre se alguém vai precisar lembrar, cobrar, revisar, reorganizar, explicar de novo ou salvar em cima da hora.

O segundo motivo pelo qual gostei dessa carta é ainda mais importante: ela mostra como a barra alta no “senso de dono” pode virar critério de permanência e reconhecimento dentro de uma empresa.

Esse é o jogo corporativo. Goste você ou não, é assim que um CEO de uma das startups mais badaladas do Brasil pensa. É importante conhecer isso.

Vamos agora à parte prática?

Agora vamos aprofundar em 4 práticas e 8 prompts que você pode implementar imediatamente no seu trabalho pra ser cada vez mais reconhecido pelo seu senso de dono (sem precisar vender sua alma):

1⃣ Autonomia inteligente.

Sim, uma pessoa com senso de dono obviamente é uma pessoa que age com independência e autonomia, só que a autonomia é uma moeda que, obviamente, tem seus dois lados.

Líderes esperam que seus liderados peçam ajuda quanto precisarem, e muita gente deixa de fazer isso, ou por sentir insegurança ao fazer algo “sem permissão” ou por achar que pedir ajuda é sinal de fraqueza. Muita gente também acha que precisa pedir aprovação pra tudo.

Mas a nossa provocação aqui vai além disso: o “senso de dono” não é só sobre “pedir ajuda quando precisar” e sim sobre saber pedir ajuda.

Ao tirar dúvidas com seu líder, não faça perguntas para as quais você poderia tranquilamente encontrar as respostas.

Para ilustrar melhor:

  • Ok: “Preciso de ajuda para tal projeto. Com quem você acha que eu preciso falar?

  • Ótimo: “Já falei com pessoa X e Y e consegui algumas informações, mas elas não souberam me indicar com quem mais eu deveria falar. Quem mais você acha que poderia contribuir com esse projeto?

🔵 2 prompts para te ajudar a construir cada vez mais essa autonomia inteligente:

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