

Boas-vindas às 349 novas pessoas que se inscreveram na better work na última semana! Agora, nós somos 124.044 profissionais que se tornam cada semana mais preparados pra essa nova era do trabalho com IA.
👋 BOA NOITE.
Ninguém vai marcar uma reunião com você pra te avisar que você parou de crescer na carreira.
O teto da carreira não desmorona, ele só deixa de acontecer, em silêncio, enquanto sua agenda segue cheia e você jura que estabilidade é a mesma coisa que segurança.
Nessa edição, vamos falar de como perceber que você pode ter “travado” antes que a ficha caia tarde demais… E também sobre o que fazer quando isso acontecer.
No nosso 1:1 de hoje:
1⃣ Por que tetos de carreira não são só pra quem se sente estagnado e como você pode muito bem ter atingido algum desses tetos;
2⃣ Os 3 possíveis tetos que você pode bater (ou já bateu) na sua carreira;
3⃣ E as 6 principais táticas do que fazer quando você bater em um ou mais deles.
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Com base nas nossas interações e no quanto você já conhece sobre mim, qual é a habilidade que, se eu levasse a sério por 8 semanas, mudaria meu jogo profissional mais rápido? Não me dê uma resposta genérica ou motivacional. Quero uma análise honesta, específica e útil. Me ajude a pensar sobre isso e não invente respostas se identificar que não tem dados suficientes pra responder.
Copie e cole esse prompt na sua ferramenta preferida de IA, mas lembre-se: esse prompt só realmente funciona com a ferramenta de IA que mais tem seu contexto profissional. Esse é um prompt que leva em consideração o padrão por trás das suas interações com a IA (e se você ainda não tem boa parte do seu contexto pessoal e profissional em uma IA, você está ficando pra trás).
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Como saber se você bateu num teto na sua carreira.

Você entrega, você é confiável e sua agenda vive cheia e as pessoas contam com você pra resolver o que ninguém mais quer pegar.
O problema é que agenda cheia não é a mesma coisa que carreira andando e a real é que dá pra passar meses, às vezes anos, produzindo muito e aprendendo quase nada, sem que isso apareça em lugar nenhum.
Como falamos no início da news de hoje: ninguém vai marcar uma reunião pra te avisar que você parou de crescer. O crescimento não é algo que desmorona de uma vez, ele só deixa de acontecer enquanto o dia a dia segue parecendo normal.
E, de acordo com as nossas pesquisas, isso parece acontecer com uma frequência maior do que gostaríamos
É o que chamamos de “atingir um teto”.
O teto nunca é definitivo e existem vários tetos. Na edição de hoje, você poderá descobrir se está batendo em algum.
🔵 Por que isso importa tanto?
O risco real que alguém que trabalha no mundo corporativo e tem ambições deveria considerar é “será que vou ser demitido?” e sim não ficar parado enquanto o chão tá se mexendo debaixo dos seus pés, porque o mercado muda, as ferramentas mudam e o que era diferencial vira commodity. É assim que as pessoas continuam no mesmo lugar achando que estabilidade é a mesma coisa que segurança.
O pior é que não é fácil reconhecer o teto no momento em que a gente bate nele. A ficha cai depois, mais tarde. Por isso, vale ter um mapa dos sinais antes, não pra entrar em pânico com um deles isolado, mas pra ler o conjunto e decidir o que fazer com clareza.
E o recado mais importante dessa newsletter: “bater num teto” aqui não significa o caos. Significa oportunidade de melhoria pra sua própria carreira.
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Os dois eixos que te avisam sobre seu teto.
Toda carreira se move em duas perguntas ao mesmo tempo.
A primeira é: o seu cargo ainda te forma? Ele te ensina algo? O que exatamente você está aprendendo?
A segunda pergunta é: você tem acesso real a oportunidades? Mudanças entre áreas ou crescimento na sua própria área? Como outras pessoas estão se movimentando na empresa?
Quando as duas respostas são sim, você está crescendo de verdade. Só que quando alguma delas trava, você pode ter batido num teto, mesmo que o salário ainda pingue bem e o crachá continue funcionando.
E existem 3 formas mais clássicas - vamos dizer assim - disso acontecer:
1⃣ Teto 1: o cargo te formou, mas você ainda tem pouco acesso a oportunidades.
Aqui é o cenário clássico onde seu gestor segue prometendo crescimento que não chega (nem sempre assim, obviamente, mas vale a ilustração). Você faz trabalho de sênior num cargo de júnior, fica por lealdade e não por lógica, entra no piloto automático todo dia e não tem mais nada novo pra aprender.
O erro clássico aqui é confundir ser valorizado com ser desenvolvido. São coisas diferentes: te valorizar é gostar de ter você onde você está; te desenvolver é abrir mão de você onde você está.
Um jeito simples de enxergar se você está nessa é parar de perguntar ao seu líder "quando eu vou crescer?" e perguntar "o que precisaria ser verdade pra eu crescer aqui nos próximos seis meses?". Se a resposta for concreta, você tem um plano. Se for vaga de novo, você tem a sua resposta, sem contar o cenário óbvio que seu líder não está te trazendo bons feedbacks… E isso pode ser culpa sua - continue na newsletter pra entender o que fazer na prática pra facilitar isso.
2⃣ Teto 2: o cargo ainda te forma, mas você virou peça importante demais pra ser movida.
Sempre dependeram de você, e é justamente isso que te prende. Suas ideias são usadas, mas o crédito não vem. Você já cresceu além do que aquele lugar comporta e continua ali mesmo assim, tempo demais.
Quem é insubstituível na cadeira atual raramente é promovido pra cadeira de cima, porque promover você significa desmontar a estrutura que funciona por causa de você. Observação importante: isso não acontece sempre. Isso acontece, infelizmente, em empresas onde a liderança não é bem treinada e as pessoas enxergam “você ser subir e sair de onde está” como uma ameaça.
O movimento e a possível saída aqui, além de obviamente ter boas conversas com seu líder, parecem contraintuitivos e poucas pessoas têm coragem de fazer, porque assusta: a ideia é “se tornar substituível” de propósito. Documente, treine, delegue, forme quem faz o que você faz (e, por favor, lembre-se de dar visibilidade a tudo isso que está fazendo). Você só vira promovível quando deixa de ser imprescindível ali embaixo.
3⃣ Teto 3: o acesso a oportunidades até aumentou, mas você parou de crescer.
Essa daqui é tipo a estagnação em altitude um pouco mais elevada. Ninguém mais te mentora, sua ambição sumiu da conversa e você até treina seus próprios substitutos, o mesmo cargo se repete de um ano pro outro, o último aumento foi quase uma ofensa e o seu currículo começou a parecer desatualizado. Suas habilidades envelhecem a cada trimestre e você sente isso.
Um desses 3 sinais sozinho pode ser só uma fase ruim, mas um conjunto deles quase nunca é.
O maior risco de todos é o “combo entrega alta com pouco aprendizado novo e pouca alavancagem”, porque ele engana: parece que você está indo bem justamente enquanto está travando.
Quando reconhecimento, crescimento e mobilidade estancam ao mesmo tempo, chegou a hora de redesenhar o cargo por dentro ou seguir em frente.
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APRESENTADO POR D4U IMMIGRATION
O que a trajetória desses fundadores tem a ver com a sua?
Taiwan, Rússia, África do Sul e Brasil. Antes de fazerem parte da criação dos impérios da tecnologia, eles deixaram seus países de origem para levar seus talentos aos EUA.
Hoje, 46% das empresas da Fortune 500 possuem raízes na imigração. Isso explica por que o mercado norte-americano continua buscando profissionais com carreiras consolidadas para gerar impacto na economia.
Através deste formulário, você recebe uma análise de perfil 100% gratuita feita pela D4U Immigration, mapeando os caminhos reais para o seu Green Card.
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Agora sim, voltando ao que podemos fazer a partir do momento em que identificamos esses 3 tetos:
O que precisa ser feito a partir desses 3 tetos?
Quando você percebe que bateu num desses tetos, o instinto é trabalhar mais.
Pegar mais tarefa, ficar até mais tarde, provar valor pelo volume. Só que teto de carreira quase nunca se resolve com mais esforço, eles se resolvem, na real, com conversas melhores.
O que te tira de um teto, ou o que te impede de bater nele, é a qualidade da informação que você recebe sobre onde você está, o que precisa mudar e o que o seu líder realmente enxerga no seu trabalho. Essa informação tem um nome: feedback.
E, por experiência própria e também por tantas conversas com líderes e executivos que temos aqui na better work, a maior parte das pessoas parece esperar passivamente que ele caia do céu, quando, na prática, dá pra provocar, moldar e extrair um feedback muito melhor do que o que você recebe hoje.
Quero te lembrar de um dado que pode mudar sua perspectiva: uma pesquisa da Interact com a Harris Poll, publicada pela Harvard Business Review em 2016, mostrando que 69% dos gestores se sentem frequentemente desconfortáveis ao se comunicar com seus liderados, e mais de um terço (!!!) admite evitar feedback direto quando teme uma reação negativa.
Ou seja, o silêncio do seu líder muitas vezes não é sobre você não merecer atenção e pode sim ser sobre ele ter “medo” (ou preguiça, sendo bem honesto) dessa conversa.
E isso é algo que você pode ajudar a destravar. Vamos mergulhar, então, na parte prática dessa newsletter?
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Como você pode extrair feedbacks muito melhores do seu líder?
Antes, quero te falar um dos melhores conselhos que eu já recebi na carreira: a maioria dos liderados trata feedback como algo que acontece com elas. É tipo chuva: você espera, e aí ele vem ou não vem.
Você precisa inverter isso: feedback é algo que você projeta. É output de um design seu. O seu líder não está te sonegando retorno por maldade nem por falta de tempo (na verdade, ele pode estar sim, mas acontece com menos frequência do que parece). A real é que ele provavelmente está respondendo, com precisão, à facilidade ou à dificuldade que você criou pra ele te ajudar.
Troque a pergunta "por que meu chefe não me dá feedback" por "o que no meu jeito de pedir está tornando o feedback caro demais pra ele". Esse é um dos melhores conselhos de carreira que podemos te dar. É duro, mas é necessário.
6 pontos pra você melhorar em como você “lidera” seu líder para te dar feedbacks:
🔵 00: Não terceirize o seu aprendizado pro seu líder.
Eu comecei do 00 em vez de começar pelo 01, porque esse é o mais relevante de todos.
A responsabilidade do seu líder não é te ensinar, é criar as condições pra você aprender. São coisas muito diferentes e confundir as duas é o que faz gente competente virar gente ressentida (e haja gente ressentida no mundo corporativo).
O protagonismo é sempre seu: você puxa, você estuda, você mantém ele informado do que precisa. Isso não isenta a liderança do trabalho, mas só reforça nossa regra principal de profissionais que crescem muito: “olhar primeiro pro espelho em vez de olhar pra janela”.
🔵 01: Reduza o custo de te ajudar a quase zero.
Dizer que "adoraria seu feedback" vai ser um pedido caro, porque ele empurra pro seu líder todo o trabalho de descobrir sobre o quê, onde, até quando e o quanto importa. Todo esse custo você deixou na mesa dele.
Faça o oposto: entregue o material, aponte o trecho, defina o prazo, sinalize a prioridade. Cada segundo de atrito que você remove é um dia a menos de espera. Ajudar você tem que ser mais barato do que te ignorar ou inventar uma desculpa.
Traga algo concreto pra reagir, não traga uma pergunta no ar. Vou dar um exemplo simples: é muito mais fácil pra qualquer um reagir a algo pronto do que gerar do zero. Reconhecer cansa menos do que inventar.
Em vez de "como você faria essa apresentação?", chegue com "montei o PPT, deixei os três argumentos principais nos slides 2, 4 e 7. Qual deles você acha que não se sustenta?"
Você acabou de transformar um tema gigante e intimidante numa conversa de dez minutos sobre uma apresentação. A regra é que pergunta abstrata paralisa enquanto um bom rascunho destrava muita coisa.
Outro ponto importante dentro disso: nenhum líder tem tempo nem vontade de ser detetive do seu problema. Assuma que ele não tem contexto nenhum e faça a lição antes: qual é a minha hipótese, do que exatamente eu não tenho certeza, entre quais opções estou dividido, que decisão preciso tomar.
Quem chega assim recebe resposta em minutos. Quem chega com aquele famoso email encaminhado + "o que acha?" espera dias (e aí reclama do silêncio, risos).
🔵 02: Se "feedback" trava a conversa, mude a porta de entrada.
A palavra “feedback” carrega peso de julgamento e esse peso ativa defesa dos dois lados. As pessoas vão pro feedback de guarda alta.
Um bom profissional contorna isso perguntando o que puxa raciocínio sem soar avaliação: "o que você faria diferente", "o que está faltando aqui", "que nota isso leva e o que faria disso um dez", "quais 20% valem a pena e quais são gordura", "que risco eu não estou enxergando", pense como preferir.
Chame de input, de reação, de leitura inicial, tanto faz, não precisa brigar com a semântica. O prêmio não é o nome, é a clareza que você leva da conversa.
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