
Boas-vindas às 144 novas pessoas que se inscreveram na better work nos últimos 7 dias! Agora, nós somos 126.277 profissionais que se tornam cada semana mais preparados pra essa nova era do trabalho com IA.
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Essa é uma daquelas edições que têm o potencial alto de mudar muita coisa na sua carreira, porque ela vai te guiar por um exercício que todo profissional ambicioso deveria fazer consistentemente.
O fato é o seguinte: quando essa semana passar, faltarão ~90 dias pro ano acabar.
A essa altura, é fácil olhar pra tudo que ainda não aconteceu e chegar à conclusão mais óbvia: “preciso correr mais”. Mais foco. Mais horas. Mais projetos. Mais velocidade.
Só que existe uma armadilha aí.
Às vezes, você não está avançando pouco por estar “só devagar”. Você pode estar avançando pouco por estar colocando energia na direção errada e isso pode custar muita coisa pra você.
O problema é que, por fora, os dois cenários se parecem muito: pressão, sensação de atraso e vontade de fazer mais.
Mas eles exigem respostas completamente diferentes.
No nosso 1:1 de hoje:
1⃣ Como descobrir se o que está faltando é mais velocidade ou uma mudança de direção antes de gastar os próximos 90 dias correndo pro lugar errado;
2⃣ Por que pequenos desvios quase invisíveis podem afastar tanto a sua carreira do que você realmente quer construir;
3⃣ Um jeito simples de usar o seu calendário como evidência das suas prioridades reais e descobrir onde seu tempo está sabotando aquilo que você diz querer;
4⃣ Uma revisão semanal de 10 minutos e 4 perguntas pra decidir onde acelerar, onde parar e qual correção fazer já na próxima semana.
INDICAÇÕES RÁPIDAS:
🤳 Esse vídeo aqui que vai te mostrar um dos grandes problemas (ou, na verdade, uma “pandemia silenciosa”) que a IA está trazendo pra dentro do mundo CLT.
📖 Esse texto aqui que vai te lembrar que você não precisa amar seu trabalho e encontrar um super propósito nele, como se fosse a sua maior paixão.
🎶 Esse vídeo aqui que explica o conceito “slow is smooth, smooth is fast”, lema dos Navy SEALs que citamos na edição de hoje.
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Toda semana, um prompt novo pra te tirar do piloto automático e repensar áreas da sua carreira e vida profissional que você não costuma parar pra pensar.
O prompt dessa edição é:
Com base nas nossas interações e no quanto você já conhece sobre mim, quero que você me faça as 10 principais e mais provocadoras perguntas sobre minhas ambições e planos ainda para esse ano de 2026. Com base nas minhas respostas, me guie a montar um plano prático para os últimos 90 dias do ano.
Não me dê uma resposta genérica ou motivacional. Quero uma análise honesta, específica e útil. Me ajude a pensar sobre isso e não invente respostas se identificar que não tem dados suficientes pra responder.
Copie e cole esse prompt na sua ferramenta preferida de IA, mas lembre-se: esse prompt só realmente funciona com a ferramenta de IA que mais tem seu contexto profissional e que possuem a memória configurada (em outras palavras: com a IA que você mais usa), porque esse é um prompt que leva em consideração o padrão por trás das suas interações com a IA.
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Você precisa acelerar ou corrigir sua rota?

Você precisa ler essa edição de hoje como se fosse um piloto e seu carro é a sua carreira. Esse é o clima.
Nós estamos oficialmente entrando nos últimos 90 dias do ano e é muito provável que você se encaixe em algum desses cenários:
👍 O ano está caminhando bem e você quer aproveitar os próximos meses pra acelerar.
✋ Algumas coisas deram certo, outras ficaram bem abaixo do que você esperava.
👎 Você trabalhou muito, esteve ocupado o ano inteiro, mas não sabe exatamente se avançou nas coisas que realmente importavam.
🤔 Ou talvez tenha mudado tanto desde janeiro/26 que algumas metas do começo do ano já nem fazem mais sentido.
Independente de qual for o seu caso, essa edição serve pra te ajudar a refletir antes de simplesmente sair no modo trator e tentar fazer uma porrada de coisas antes do ano acabar, e essa pergunta é:
🔵 Você precisa acelerar ou você precisa corrigir sua rota?
Porque essas são situações super diferentes… Se você está indo na direção certa, talvez realmente esteja faltando velocidade, mas, se a direção estiver errada, acelerar só vai fazer você chegar mais rápido no lugar errado.
🔵 Os pequenos desvios que não são tão inofensivos assim.

Vamos usar uma analogia simples, mas das boas aqui pra ilustrar esse ponto: imagine viajar de avião saindo de SP e indo pra Londres (isso dá uns 9.500 km).
Pra fins do exemplo, você vai viajar em linha reta, ok?
Se você sair de SP só 1 grau fora da direção planejada e continuar seguindo reto pelos mesmos ~9.500km, você vai pousar quase 200km distante de Londres.
Só um grauzinho de diferença, praticamente imperceptível no começo da viagem… Depois de alguns km, ainda continuaria parecendo irrelevante, só que o erro vai se acumulando.
Os pequenos desvios são praticamente invisíveis no começo (e é isso que faz eles não serem tão pequenos assim).
E acontece algo parecido na nossa carreira/trabalho, porque o que tira alguém completamente da rota raramente é uma decisão obviamente absurda. Muitas vezes são pequenas decisões perfeitamente razoáveis, repetidas por tempo suficiente.
São “pequenos desvios” como:
aceitar mais uma reunião que você não precisava aceitar;
passar mais um mês sem desenvolver aquela habilidade que sabe que precisa desenvolver;
continuar investindo energia num projeto que já perdeu o sentido;
deixar o urgente ocupar mais uma semana inteira do espaço do importante;
continuar executando uma estratégia simplesmente só porque você “já começou”;
adiar de novo aquela conversa ou decisão que poderia mudar os próximos meses.
Nenhuma dessas parece capaz de mudar o seu ano, mas quando dezembro chegar, vários pequenos desvios já vão ter tido tempo suficiente pra virar uma distância enorme.
🔵 Mas por que isso é tão importante pra ser falado hoje?
É porque quanto mais fácil fica de acelerar, mais importante ainda fica escolher a direção.

Nos últimos 2 a 3 anos, as ferramentas de IA estão ajudando muita gente a pesquisar, resumir documentos, analisar informações, escrever, estruturar ideias e produzir uma série de entregas que antes exigiam muito mais etapas. Em outras palavras, ficou muito mais fácil aumentar a nossa velocidade de execução pra muitas coisas do trabalho.
Só que isso também tá criando um problema novo, que é: tá ficando muito mais fácil também de produzir mais das coisas erradas (falamos sobre isso nesse vídeo aqui também).
Dá pra escrever 10x mais rápido uma apresentação que não precisava existir. Dá pra analisar em minutos dados que não deveriam ser a sua prioridade. Dá pra responder mais mensagens, participar de mais projetos, gerar mais ideias, começar mais iniciativas.
A capacidade de execução aumentou, mas a decisão sobre o que merece ser executado continua sendo nossa, e é exatamente por isso que faço uma aposta aqui que uma das habilidades mais importantes dos próximos anos vai ser saber diferenciar “onde vale acelerar?” de “onde vale parar por alguns minutos e corrigir a rota?”.
Em outras palavras, essa habilidade também pode se chamar intencionalidade. Adoro essa palavra.
Eu gosto de pensar nisso como um loop, algo como “escolher uma direção → executar → parar → observar → corrigir → continuar”.
.…

“Devagar é suave, e suave é rápido.”
Pra falar na prática sobre intencionalidade, a habilidade da edição de hoje, vamos trazer aqui um conceito que é unanimidade e regra dentro de uma das organizações de maior disciplina e eficiência do mundo: os Navy SEALs, a unidade militar americana de elite.
Ao falar de Navy SEALs, as chances são altas que você provavelmente já tenha ouvido falar de um desses 3 caras aqui:
Jocko Willink, uma das maiores referências em liderança atualmente;
David Goggins, um dos maiores ultra atletas de todos os tempos;
Chris Kyle, o soldado que inspirou o filme “Sniper Americano” (baita filme, inclusive).
Todos eles foram Navy SEALs. São caras que têm desempenhos entre os melhores do mundo em suas áreas.
E esses Navy SEALs seguem uma regra que diz slow is smooth, smooth is fast. Em resumo: “devagar é suave, e suave é rápido”.
É uma frase que mostra como a postura das forças especiais deve ser, seja quando se movem, como se desenvolvem e até como aprendem.
Por exemplo, em vez de sair correndo ou na pressa (provavelmente precipitadamente) pra cobrir o terreno, as tropas se movem como se fosse uma dança: relativamente “mais devagar”, pisando leve, cada soldado cuidando de uma porção da área e, de pouco em pouco, cobrem o terreno. Ao fazerem isso, elas simplesmente conseguiram cobrir o terreno rápido e ainda maximizando sua segurança.
Essa imagem a seguir (que mostramos em uma edição de fevereiro/2024 da nossa antiga newsletter the jobs) ilustra bem o racional por trás dessa frase:

Devagar é suave. Suave evita obstáculos. Evitar obstáculos faz ser rápido.
Para reforçar ainda mais o conceito da intencionalidade antes de partirmos para a prática, vale trazer aqui uma outra referência de uma frase parecida com “slow is smooth, smooth is fast”, mas que vem de uma origem bem diferente da área militar…
“Vista-me devagar, pois estou com pressa” é uma frase que se popularizou por ser repetida por Napoleão, mas que tem possíveis origens de um ou dois séculos antes de Napoleão.
Ela também foi repetida no clássico Dom Quixote, que a disse para seu fiel escudeiro, Sancho Panza.

“Me veste devagar” se refere a fazer as coisas com presença, com atenção, com cuidado.
“Porque eu tenho pressa” se refere à possibilidade de, caso não me vestirem devagar, acontecerem erros, e retrabalho é desperdício de tempo (ou, no caso de uma armadura do Dom Quixote ou Napoleão, erros podem ser fatais).
Para dentro das nossas vidas, a não ser que você realmente use uma armadura (o que não achamos que seja o caso), as perguntas que ficam são:
1. Quais tarefas importantes estão sendo feitas com muita pressa por aí?
2. Quão intencional seu ano de 2026 foi até agora no final de setembro?
3. Como ele poderia ter sido melhor?
Particularmente, adoro uma frase que quero trazer como última referência aqui antes de mergulhar na prática:
“Tudo que é bom leva tempo, cuidado com a pressa. Entre nos detalhes, porque vale a pena de todos os modos.
Tempo significa poder pro seu trabalho. Mediocridade é fazer tudo na pressa, mas qualquer coisa que valha a pena fazer, vale a pena fazer com consideração e intensidade.
Porque o genial não é nada mais do que fazer bem o que qualquer um faz mal.”
Todas essas referências servem pra te dizer que, com 3 meses ainda pra finalizar 2026 e com toda essa provável vontade de fazer muita coisa que está dentro de você, praticar a intencionalidade “começando suave” provavelmente será uma estratégia inteligente.
Vamos à prática?
1⃣ A auditoria de calendário de Elad Gil.

Pra contextualizar, Elad Gil é um empreendedor que vendeu algumas empresas que fundou (uma delas para o Twitter, onde se tornou VP e escalou um time de 90 pessoas para 1.500 pessoas).
Elad também foi uma das pessoas que criou a área de mobile no Google e, hoje, é investidor em empresas como Airbnb, Coinbase, Notion, Figma, Pinterest, Stripe, Brex e muito mais. Inclusive, ele é um dos maiores investidores solos do mundo.
A intencionalidade é praticada com uma ferramenta que Elad chama de Auditoria do Calendário que já citamos em outras edições aqui e que vale ser repetida. Ele apresenta essa técnica no livro High Growth Handbook.
🔵 Uma vez por semana, ele recomenda que nós façamos uma revisão simples, olhando no nosso calendário quais foram as reuniões e atividades que mais tomaram tempo e cruzando isso com as suas prioridades.
Se o seu envolvimento não for essencial para as tarefas que mais tomam tempo do seu calendário, aí você vai precisar dar um jeito de aprender a dizer não (esse é outro assunto, mas pode ser um bom tema para próximas edições).
👉 Como fazer? Simples: coloque um alarme toda sexta-feira ao final do dia (ou quando preferir) e faça essa auditoria. Claro, ao longo da semana, vá registrando as suas atividades e quanto elas tomam do seu tempo.
Depois de algum tempo, você vai pegar a prática, otimizar seu calendário e também vai conseguir fazer isso mensalmente.
2⃣ A reflexão de Sara Blakely.

Se você ainda não conhece a Sara, está perdendo conteúdo de uma das maiores empreendedoras vivas no momento (sem exagero).
Ela conta que seu pai tinha um ritual à mesa: ele sempre perguntava a ela e ao irmão em que haviam falhado naquela semana. Se não houvesse nenhum fracasso, ele ficava decepcionado, porque significava que provavelmente não haviam tentado algo novo.
Ela diz que isso mudou sua definição de fracasso: fracassar passou a significar “não tentar”, em vez de tentar alguma coisa e não conseguir.
Vou tomar a liberdade de sugerir algo em cima desse exercício da Sara:
Uma vez por semana, pegue um caderno (ou um arquivo no computador) e escreva a sua resposta para duas perguntas:
O que deu certo nessa semana e como posso continuar fazendo isso na próxima semana? (é importante começar com essa pra falarmos das coisas que deram certo primeiro e só depois dos erros)
O que deu errado nessa semana e como posso evitar isso na próxima semana?
São duas perguntas propositalmente amplas. O exercício é simplesmente começar a escrever, e pode confiar que não vai passar de 10 minutos escrevendo.
Sugerimos de início fazer isso semanalmente, porque conseguimos lembrar com clareza o que aconteceu dentro de uma semana.
Eu faço isso desde 2021 e não me arrependo um segundo. O autoconhecimento que isso vai te trazer é incomparável.
3⃣ A revisão do Davig Goggins.

Goggins foi um Navy SEAL e, hoje, é um dos principais ultra atletas do mundo. Algumas façanhas dele são fazer 4.030 pull-ups (barras) em um único dia, correr ultramaratonas de mais de 150km com perna e pés quebrados, ser a única pessoa a passar por todos as “semanas infernais” e treinamentos da elite do exército, força aérea e marinha americana repetidas vezes, e por aí vai.
(Sim, eu sei, ele é um completo maluco e não queremos te falar pra fazer isso.)
Só que independente dessa loucura que ele tem por levar seu corpo ao extremo, Goggins tem uma rotina de intencionalidade que aprendeu com os Navy SEALs e que podemos traduzir para o nosso dia a dia: são as AARs (After Action Reviews, ou Revisões Pós Ação).
🔵 Goggins diz em seu livro Can’t Hurt Me (recomendo demais) que literalmente escreve à mão do jeito mais detalhista que conseguir (até escrevendo o que sentia e pensava, não só o que fez) tudo relacionado a alguma conquista e, principalmente, também sobre algum erro ou falha.
É uma rotina do exército que ele trouxe pra vida real e que o ajuda a se manter no caminho certo e corrigir rapidamente erros.
Como fazer? Simples também: você pode escrever à mão, escrever em um Word, Google Docs ou até no bloco de notas do seu celular. Importa pouco onde vai ser, importa mais como você vai escrever: os detalhes que vai usar, a especificidade nos acontecimentos e, principalmente, quão bem você consegue identificar a causa raíz dos erros.
Em resumo, o principal ponto que queremos trazer nessa edição é que antes de velocidade, precisamos de direção. Não é necessariamente sobre “ser devagar”, mas sim sobre fazer as coisas intencionalmente.
E revisar seu ano de 2026 agora, com 3 meses faltando pra dar aquele último pique, é provavelmente a melhor maneira de garantir que você chegue em 2027 alcançando o que realmente almeja.
Acelerar o nosso aprendizado e crescimento está muito mais nas nossas mãos do que imaginamos.
Terminamos por hoje! 😉
Queremos ouvir sua opinião sobre essa edição (sim, nós lemos todos os feedbacks e respondemos todos que conseguimos):
O que você achou dessa edição?
Nos encontramos na semana que vem e espero que você consiga traduzir essa edição para o seu dia a dia.
Se eu puder ajudar com algo, não hesite em me mandar uma DM e dizer que veio da better work.
🆘 Ou, se for algo mais técnico, envie um email pra [email protected] e a gente resolve rapidinho.
Um abraço,
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