Boas-vindas às novas 277 pessoas que se inscreveram na better work na última semana! Agora, somos 119.146 futuros&novos líderes construindo a maior comunidade de carreira do Brasil.

👋 ÓTIMA SEMANA!

No nosso 1:1 de hoje: você provavelmente já trabalhou com uma pessoa e percebeu que ela tinha “algo a mais” na carreira. Às vezes, parece que ela é favorecida pelos líderes, mas ela não era puxa-saco. Às vezes, ela era convidada pras reuniões mais importantes, mas ela não era a mais técnica do time.

Essas pessoas entenderam que “fazer um bom trabalho não é suficiente” e aprenderam a construir aliados dentro da empresa. Gente influente que aumenta sua visiblidade, que abre porta e que fala seu nome nas reuniões mais importantes.

A newsletter dessa semana te ajuda a criar sponsors (patrocinadores) no seu trabalho pra você ter mais que “amigos de crachá” e, sim, pessoas que usam seu capital político a seu favor.

🔵 A FRASE DA SEMANA

“Não é sobre o que você sabe… É sobre quem você conhece e, principalmente, sobre quem te conhece.”

Não adianta ser bom se ninguém sabe exatamente no que você é bom, não adianta entregar bem se isso não está claro para quem decide, e não adianta esperar que “uma hora vão perceber”, porque, na prática, ninguém está olhando tão de perto quanto você imagina.

O importante é fazer com que as pessoas certas consigam ver, entender e confiar no que você faz.


🔵 O PROMPT DA SEMANA

“Com base nas nossas conversas e no quanto você já conhece sobre mim, como você acha que é a minha imagem mental de “sucesso”? E o que essa visão revela sobre o que eu estou realmente perseguindo?”

Lembre-se: esse prompt só realmente funciona com a ferramenta de IA que mais tem seu contexto profissional. Esse é um prompt que leva em consideração o padrão por trás das suas interações com a IA (e se você ainda não tem boa parte do seu contexto pessoal e profissional em uma IA, você está ficando pra trás).

🔵 BIG IDEA

Ninguém cresce sozinho na carreira. Quem está te ajudando na sua?

Tem muita gente defendendo carreira como um jogo individual, tipo “você faz um bom trabalho, entrega mais que os outros e vai crescer mais que eles”.

Mas eu apostaria que você já deve ter visto essa situação aqui acontecer na prática:

Uma pessoa super competente, que resolve tudo, que trabalha mais horas do que deveria, mas que não avança tão rápido e aí outra pessoa menos técnica, só que mais conectada, começa a aparecer em projetos melhores, ser chamada pra conversas mais estratégicas e, eventualmente, cresce mais rápido.

Pode parecer sorte, você pode achar que é coisa de puxa-saco, mas nossa aposta aqui é que isso é outra coisa.

Na vida real, essa ideia de que “quem entrega mais, cresce mais” é só metade da história.

A outra metade é que o trabalho acontece em rede, com projetos que passam por várias áreas, decisões influenciadas por múltiplas pessoas e reputações que são construídas muito mais pela percepção coletiva do que por uma métrica isolada de performance.

E é aqui que entra esse cara:

Eu sei que você provavelmente não faz ideia de quem ele seja. Esse é o Ronald Burt, um sociólogo que já foi professor em alguns dos maiores MBAs do mundo, como Berkeley e INSEAD.

Ele criou o conceito de “structural holes” (buracos estruturais).

Ele fala que pessoas que conectam grupos diferentes dentro da empresa têm mais poder e defende isso com base nesses motivos:

  • Porque essas pessoas controlam o fluxo de informação.

  • Elas sabem o que está acontecendo em lugares diferentes ao mesmo tempo.

  • E elas conseguem fazer coisas acontecerem com menos fricção.

No fim, elas deixam de ser apenas executoras e passam a ser pontos de conexão dentro do sistema.

Qual a boa notícia aqui?

É que você pode também se tornar essa pessoa.

E uma das formas mais fáceis de fazer isso é observar quais áreas raramente conversam entre si, entender o que cada uma precisa e como você pode traduzir isso e virar uma ponte para fazer essa interação acontecer.

Esse tipo de movimento não aparece na descrição do cargo.

Mas aparece, de forma muito clara, na sua velocidade de crescimento.

Antes de aprofundarmos na big idea de hoje, um recado rápido dos nossos patrocinadores:


🔵 APRESENTADO POR D4U IMMIGRATION

Sua profissão ganha mais nos EUA?

Dados comparativos: D4U Immigration (Conversão aproximada considerando US$ 1 = R$ 5,00)

O mercado americano vive um momento de busca por talentos qualificados. Áreas como Engenharia, Saúde e Tecnologia enfrentam um déficit que pode ser suprido por profissionais estrangeiros.

Compare no gráfico quanto o mercado paga anualmente (em média) para quem tem a mesma qualificação no Brasil.

A pergunta, então, não é se você é capaz de trabalhar lá, mas se você tem as ferramentas certas. Para saber, dá uma olhada nesse e-book gratuito sobre carreiras nos EUA da D4U Immigration, líder em planejamento internacional. Baixe e descubra:

  • As profissões que garantem residência permanente (Green Card).

  • Quais estados americanos estão com as melhores ofertas para o seu perfil.

  • O passo a passo para validar a sua carreira no maior polo de inovação do mundo.

Agora sim, voltando à big idea:

Aposto que você não gosta de sentir que “te usaram”.

Essa aposta era fácil. Ninguém gosta de ser usado.

Mas pode ser que você já tenha passado por isso, tipo com aquela mensagem que só aparece quando alguém precisa de alguma coisa. Um “vamos tomar um café?” que, na prática, vira um pedido ou aquela pessoa que some por meses e reaparece justamente quando precisa de ajuda, aprovação ou um contato.

“Coincidência”, risos. Nesses momentos, a relação parece mais uma transação do que uma conexão de verdade.

Tem uma ideia do Keith Ferrazzi no livro Never Eat Alone, que é simples e meio desconfortável: relacionamento profissional não é para quando você precisa. É algo que se constrói antes, aos poucos.

O problema é que muita gente só lembra de alguém quando precisa de ajuda, aprovação ou oportunidade, e aí a relação já começa enviesada, porque parece interesse (e normalmente é mesmo).

Aliados/Sponsors não surgem nesse momento de urgência. Eles já estavam ali antes, sendo construídos em pequenas interações, trocas genuínas e sinais de confiança ao longo do tempo.

Por isso que muita gente acha que “não sabe fazer ou não tem networking”, quando, na prática, só tentou construir relação tarde demais.

Como posso construir aliados no trabalho?

Construir aliados não começa com “uma conversa estratégica”. Começa antes, em momentos que parecem irrelevantes (mas não são).

  • Quando você compartilha algo útil sem esperar nada em troca, você sinaliza que não está operando na lógica da transação.

  • Quando conecta duas pessoas que poderiam se beneficiar mutuamente, você demonstra que pensa além do seu próprio jogo.

  • Quando mantém contato fora de contexto de cobrança ou pedido, você diferencia relação de conveniência de relação de verdade.

  • E quando reconhece publicamente a contribuição de alguém, você mostra que não tem medo de dividir o palco.

Nenhum desses gestos, isolado, constrói um sponsor, mas uma sequência deles, ao longo do tempo, constrói algo que nenhum pedido direto consegue: a percepção de que você é alguém em quem vale a pena apostar.

Gente que ajuda cresce mais (mas não de qualquer jeito).

Adam Grant (uma das nossas referências preferidas) descreve três perfis comuns no trabalho: takers, matchers e givers.

  • Takers são os que tentam extrair mais do que entregam. Aparecem quando precisam, somem depois e priorizam o próprio ganho.

  • Matchers operam na lógica da troca. Ajudam quando há reciprocidade clara. Funcionam bem, mas raramente constroem algo além do imediato.

  • Givers são os que ajudam de forma consistente.

Você já deve ter visto os três. Pense naquele que sempre pede uma "ajudinha pequena" num projeto, mas sempre está ocupado na hora de retribuir; ou no que é extremamente pautado na reciprocidade e pode até ajudar, mas só se também for benefício próprio; e quem ajuda o time inteiro e, às vezes, paga o preço por isso.

O ponto importante é que, no longo prazo, os givers estratégicos são os que mais crescem.

E a palavra chave aqui é: estratégico, porque eles escolhem onde investir energia, evitam virar o “resolve tudo” e constroem reputação de confiança, não de disponibilidade infinita.

Como isso se traduz pra sua carreira e seu trabalho?

E, para virar um giver estratégico, vamos deixar algumas perguntas que um bom mentor de carreira te faria:

  • Quando foi a última vez que você ajudou alguém sem que isso te trouxesse nada (nem visibilidade, nem aprendizado, nem conexão relevante)?

  • Existe alguém na sua empresa que te chama para resolver qualquer coisa, a qualquer hora e você nunca disse não?

  • Se você mapeasse onde investe seu tempo relacional hoje, ele está concentrado em quem te desafia ou em quem te consome?

  • Você sabe dizer não no trabalho? Ou só sabe “adiar o sim”?

  • Sua reputação atual foi construída por quem você ajuda ou por quem te vê ajudando?

Alguns dados que explicam isso na prática (e pra mostrar que não é “opinião”):

  • Em um estudo do MIT sobre redes organizacionais, profissionais com conexões mais amplas dentro da empresa tinham até 3x mais chances de serem considerados para promoções do que aqueles com performance isolada.

  • Pesquisas baseadas no trabalho do Ronald Burt mostram que profissionais que ocupam “pontes” entre áreas (structural holes) recebem, em média, salários mais altos e são avaliados como mais influentes dentro das organizações.

  • Um estudo da Harvard Business Review mostrou que cerca de 70% das oportunidades de carreira relevantes surgem por meio de redes e relações, não por processos formais.

  • Segundo a Gallup, colaboradores que têm conexões fortes no trabalho têm até 7x mais engajamento, o que impacta diretamente performance e visibilidade.

🔵 PRA CONCLUIR

Sponsors > amigos.

Nos nossos cursos, a gente fala bastante sobre como ter mais sponsors (vamos anunciar em breve nossa próxima turma, estamos começando a montar uma lista de espera para as pessoas que vão ter uma condição especial — se você tem interesse, mande um oi no WhatsApp pra gente clicando aqui que te colocamos na lista de espera preferencial).

Givers estratégicos não constroem só reputação. Eles constroem sponsors.

E, como falamos, um sponsor não é amigo de crachá. Não é aquela pessoa que gosta de você ou acha seu trabalho legal. É quem usa o próprio capital político a seu favor, quem fala seu nome quando você não está na sala, te puxa para oportunidades que nem chegaram a ser abertas e associa sua imagem a confiança perante quem decide.

A diferença entre quem tem sponsors e quem não tem raramente é técnica. A diferença está no tipo de relação que cada um construiu ao longo do tempo.

Muita gente passa anos sendo querida, sendo fácil de trabalhar, sendo confiável e mesmo assim não cresce no mesmo ritmo, porque essas pessoas constroem pessoas que gostam delas.

🔵 Uma pessoa que gosta de você é diferente de uma pessoa que aposta em você.

Isso é diferente.

Esse tipo de relação não aparece de um momento específico. Ela é construída aos poucos, na forma como você entrega, na forma como você se comunica e, principalmente, nos sinais que as pessoas vão acumulando sobre você ao longo do tempo.

Esses sinais estão sendo lidos agora, mesmo quando você não percebe.

Como você está construindo seus sponsors?

🔵 PARA ACELERAR SUA CARREIRA:

Nós criamos um Playbook sobre “Como fazer com que líderes defendam você e seu trabalho" que será postado somente no Copiloto de Carreira, nosso app de conteúdos ultrapráticos da better work feito pra quem quer ser melhor no trabalho.

Esse material é exclusivo para assinantes (já somos mais de 650 futuros&novos líderes lá dentro).

Assine por apenas R$ 49,90/mês clicando no botão abaixo e destrave o acesso a mais materiais práticos que te levam para os próximos degraus da sua carreira.

Lá no Copiloto, temos aulas e conteúdos com executivos de Google, Ambev, Waze, iFood (e muito mais), além de playbooks, cases de carreira e bibliotecas de prompts pra facilitar seu dia a dia no trabalho.

No Copiloto de Carreira, você vai ter acesso a:

  • Playbooks práticos e completos para ler em poucos minutos e aplicar no seu dia a dia os conteúdos discutidos aqui na better work;

  • Assistentes de IA criados para tarefas e decisões do dia a dia corporativo;

  • Banco de prompts de IA validados e já testados por centenas de profissionais;

  • Cases de carreira (são como podcasts exclusivos) com executivos das maiores empresas do Brasil e mundo;

  • Masterclasses com especialistas em temas relevantes pra sua carreira.

Sabe qual o melhor? +650 profissionais (e contando) já estão usando o Copiloto de Carreira.

Quando você estiver pronto/a, venha fazer parte.

Nos encontramos na semana que vem e espero que você consiga traduzir essa edição para o seu dia a dia.

Se eu puder ajudar com algo, não hesite em me mandar uma DM e dizer que veio da better work.

🆘 Ou, se for algo mais técnico, envie um email pra [email protected] e a gente resolve rapidinho.

Um abraço,

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