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👋 UMA ÓTIMA SEMANA PRA NÓS!
Você provavelmente já viu alguma cena daqueles filmes apocalípticos que mostram uma cena da cidade aparentemente tranquila e, do nada, vários pássaros saem voando, como se algo estivesse pra acontecer ou se algo tivesse desorientado eles.

A sensação quase que unânime no mundo corporativo hoje é exatamente essa: é como se o chão estivesse começando a se mover, bem de leve, anunciando um terremoto.
Não queremos parecer sensacionalistas aqui, mas pelas milhares de respostas que já tivemos nas nossas pesquisas e conversas feitas com líderes e executivos do mundo corporativo, isso descreve bem o que tá rolando.
Essa sensação é de que você pode continuar trabalhando, entregando, estudando, se esforçando e, mesmo assim, descobrir que, daqui alguns meses ou anos, parte do seu trabalho (ou talvez ele todo) deixe de ser tão importante, obviamente impulsionado pelo avanço da IA.
Isso ganhou nome: FOBO, sigla para Fear Of Becoming Obsolete. Em bom português: medo de ficar pra trás.
No nosso 1:1 de hoje: vamos aprofundar na parte prática do FOBO, a nova síndrome do mundo corporativo, entendendo quais são os seus 3 principais estágios, como você pode se identificar neles e o que você pode fazer.
Também trouxemos hoje uma releitura da Pirâmide de Maslow, voltada à fluência de IA dentro do mundo corporativo. Um material prático pra gerar clareza de onde você está, onde você deve evitar ficar e pra onde você deveria estar caminhando (se quiser continuar construindo uma carreira de sucesso).
🔵 A NOTÍCIA DA SEMANA
Nem Claude, nem Chat GPT: a Accenture, uma das maiores consultorias do mundo, acabou de fechar 740 mil licenças do Microsoft Copilot…
E isso pode te ensinar um dos pontos mais relevantes sobre “como usar IA no seu trabalho”.

No meio de tanto sensacionalismo sobre IA e novas ferramentas, novas funcionalidades, novo tudo, nós seríamos capazes de apostar alto que você não ouviu falar nenhuma novidade do Microsoft Copilot. Ele é o renegado do hype. Risos.
A Accenture, uma empresa avaliada em mais de 100 bilhões de dólares e com alguns dos executivos mais renomados do mundo, escolheu o Copilot e deixou GPT e Claude pra trás.
Mas essa notícia pode ser uma aula pra você e nós vamos explicar isso em poucas palavras:
A Accenture fez um piloto em 2023 com centenas de líderes que foi muito bem avaliado.
Depois, eles expandiram pra 20.000 pessoas. Continuou sendo bem avaliado.
Em 2025, expandiram pra 200.000 pessoas. 89% usavam constantemente e 84% “sentiriam muita falta se perdessem acesso”.
93% do time de marketing usam o Copilot e 87% estão muito satisfeitos.
Ok, belos números. Mas qual é a aula aqui?
A aula é que saber usar IA no seu trabalho/no mundo CLT/na rotina corporativa é muito mais sobre "saber onde usar e dar contexto e dados suficientes" do que ter as funcionalidades mais hypadas (isso é, inclusive, um aprendizado incrível contra o FOBO que comentamos no início dessa newsletter).
GPT, Gemini, Copilot, Claude, Grok, NotebookLM… Elas têm funcionalidades diferentes, mas conseguem executar muitas tarefas relevantes e conseguem se encaixar em diferentes processos do mundo corporativo.
Em outras palavras: independente de qual for a ferramenta que você tem acesso, seja pela empresa ou pela conta pessoal, é possível aplicar IA na sua rotina e gerar bons resultados.
Se você quiser participar de uma aula prática ao vivo para aprender com executivos que lideraram projetos de IA na Meta (Facebook), Microsoft e startups de alto crescimento, faça sua inscrição gratuita clicando aqui ou no botão abaixo.
Você não precisa ser programador, nem ter conhecimento técnico pra saber usar a IA muito bem. Você só precisa de um passo a passo claro com quem já faz acontecer.
PS: no início de 2026, o Copilot lançou uma arquitetura multimodal que permite acessar o Claude e o GPT (ou seja, a aposta da Accenture parece ter ficado ainda melhor), mas, mesmo antes disso, o Copilot já estava sendo usado amplamente por mais de 200.000 colaboradores em 2025. Clique aqui para ler a matéria completa.
🔵 O PROMPT DA SEMANA
“Com base nas nossas conversas e no quanto você já conhece sobre mim, para o que você acredita que eu estou dizendo sim que eu deveria estar dizendo não? Onde a minha incapacidade de recusar está moldando a minha carreira mais do que as minhas escolhas de fato? Não invente respostas se identificar que não tem dados suficientes pra responder.”
Copie e cole esse prompt na sua ferramenta preferida de IA, mas lembre-se: esse prompt só realmente funciona com a ferramenta de IA que mais tem seu contexto profissional. Esse é um prompt que leva em consideração o padrão por trás das suas interações com a IA (e se você ainda não tem boa parte do seu contexto pessoal e profissional em uma IA, você está ficando pra trás).
🔵 BIG IDEA
A nova síndrome do mundo corporativo.

Sam Altman, CEO da OpenAI, e Dario Amodei, CEO da Anthropic (a fofoca é que nessa foto eles se recusaram a dar as mãos, risos).
FOMO é o Fear Of Missing Out (ou “medo de ficar de fora” das novidades). É o que todo mundo já estava sentindo com esse hype absurdo de IA.
Veja bem: nós não queremos falar do hype como algo que não deveria existir. Ele existe por um motivo: a tecnologia realmente é transformadora e será ainda mais. O que precisamos questionar é o sensacionalismo que mais gera ansiedade do que resultado…
E agora o FOMO trouxe o FOBO (Fear Of Becoming Obsolete) pra festa.
O FOBO não fala muito sobre “medo de ser demitido pela IA”. Isso é superficial e o FOBO é mais profundo:
Ele fala sobre o “medo de não ser mais relevante, de não ter um diferencial, de poder ser substituído e não ter muito o que fazer pra evitar isso”.
Antes de entrar em como “resolver” o FOBO, vamos reforçar uma coisa aqui: esse medo não aparece igual para todo mundo. Tem gente que reage de maneira diferente, tem gente que não reage, tem gente que compra o primeiro curso que aparecer na frente etc.
Existem 3 estágios diferentes do FOBO.
Por que isso importa?
Porque, se você diagnostica errado a sua reação, provavelmente escolhe a saída errada. Antes de pensar em “como acabar com esse medo?”, talvez a pergunta mais útil seja “em qual estágio desse medo eu estou?”.
Alguns exemplos rápidos:
Quem tá paralisado não precisa de mais dez ferramentas. Precisa recuperar movimento.
Quem está correndo sem direção não precisa de mais novidade. Precisa de critério.
Quem já está evoluindo com consciência não precisa eliminar o medo. Precisa usar o medo como informação para os próximos passos.
Em outras palavras, o que queremos dizer é que o FOBO não é “um bloco único de ansiedade”. Ele tem estágios.
Você talvez se reconheça em mais de um deles, mas existe um em que você passa a maior parte do tempo, e identificar esse estágio é o primeiro passo pra transformar medo em direção.

Os 3 estágios do FOBO e o que fazer dentro de cada um deles.

Estágio 1: Paralisia.
Esse é o estágio em que o medo deixa de funcionar como alerta e vira bloqueio. A pessoa olha pra velocidade da IA, pras notícias de demissão, pros colegas usando ferramentas novas, pro volume de coisas que "precisa aprender" e conclui, em silêncio, que já perdeu a corrida.
O mecanismo é traiçoeiro, porque você acaba confundindo "não sei por onde começar" com "não tenho mais chance".
O grande risco aqui é deixar isso virar identidade e pensar "sou de uma geração que ficou pra trás" ou "não sou uma pessoa de tecnologia" e afins.
👉 Você está nesse estágio se:
Você se pegou pensando, mais de uma vez, que essa onda de IA passou de você;
Quando alguém menciona uma ferramenta nova no trabalho, sua reação é fechar a aba e não abrir;
Você compara seu uso de IA com colegas e conclui que “tá muito longe pra buscar”;
Você adiou, nos últimos meses, qualquer tentativa séria de usar IA no seu dia a dia profissional;
Toda vez que você pensa em começar, vem uma versão de "depois eu vejo isso com calma".
A saída desse estágio não é fazer um curso completo, baixar 10 ferramentas ou virar entusiasta. É escolher uma única tarefa do seu dia a dia, das que mais te consomem tempo sem te diferenciar, e usar IA pra resolver ela essa semana. Uma. Bem feita. Repetida.
Pra te ajudar com isso, converse com esse assistente que nós criamos.
E, se você ainda não se inscreveu, reserve sua vaga na aula prática ao vivo que vamos fazer no dia 19/maio clicando aqui. Esse assistente é só um pequeno spoiler do que vamos mostrar lá. 😉
Estágio 2: Corrida burra.
Reação oposta da paralisia (e igualmente arriscada). A pessoa se sente ameaçada e começa a correr, baixa ferramenta, compra curso, salva thread, testa aplicativo, anda em vários grupos, ouve vários podcasts, entra em waitlist de tudo, mas não tem tese clara sobre qual problema está tentando resolver.
É a turma que confunde atualização com domínio. É a turma que acha que tem muito valor “acessar uma ferramenta que te dá acesso a 30 ferramentas pelo preço de 1” (spoiler: não tem).
Você troca profundidade por volume. Aprende "como pedir" mas não aprende "como avaliar". Usa IA pra acelerar uma ou outra entrega, só que o seu critério, o seu julgamento, o que você decide é bom ou ruim, segue do mesmo tamanho que era antes.
Você usa porque tem que usar, não porque acredita que usa bem e aí vem junto a sensação de impostor: você já não sabe exatamente quanto da entrega foi sua e quanto foi da máquina.
👉 Você está nesse estágio se:
Você abriu várias ferramentas de IA nos últimos meses e usa, no dia a dia, poucas;
Você não consegue explicar, com clareza, qual problema concreto você resolveu na última semana usando IA e com qual qualidade;
Você acha que economiza tempo com IA, só que não saberia dizer se a qualidade do que você entrega ficou melhor;
Quando alguém te pergunta "como você usa IA?", você lista ferramentas, não decisões;
Você sente que está sempre atrás da próxima novidade e quase nunca dentro da que está usando agora.
A saída do estágio 2 não é parar de testar ferramentas, é parar de testar sem critério. A pergunta a se fazer toda sexta-feira é direta: “que parte do meu julgamento ficou melhor essa semana porque eu usei IA?” e, se você não conseguir responder, teve uma semana de mais ruídos.
Estágio 3: Evolução consciente.
Essa é a reação mais madura. A pessoa não nega o medo, mas também não obedece cegamente a ele e usa o FOBO pra fazer uma auditoria do próprio valor profissional.
O mecanismo é diferente dos dois primeiros, porque aqui você separa as tarefas que perderam valor (ficaram mais rápidas, baratas, reproduzíveis com IA) das que ganharam valor (dependem de contexto, gosto, julgamento, coragem, empatia, negociação, liderança, síntese, decisão). Lembra que falamos disso na última edição da nossa newsletter? Clique aqui para ler.
As perguntas que recomendamos que você se faça nesse estágio são “o que a IA faz bem o suficiente pra eu parar de vender isso como meu diferencial?” e depois “onde meu diferencial humano ficou mais escasso porque agora qualquer pessoa consegue produzir uma versão mediana de quase tudo?”. São ótimas (e difíceis) perguntas.
👉 Você está nesse estágio se:
Você consegue listar 2 ou 3 tarefas do seu trabalho que você assumiu, com tranquilidade, que viraram commodity;
Você consegue listar outras 2 ou 3 em que sua entrega ficou mais valiosa nos últimos 6 meses;
Quando você usa IA, você edita o output e não aceita o que vem de primeira;
Você consegue dizer, em uma frase, qual mudança concreta no seu trabalho aconteceu nos últimos 6 meses por causa de IA;
Você usa IA com mais sossego do que ansiedade, mesmo que ainda tenha muita coisa pra aprender.
🔵 Sua empresa precisa treinar os colaboradores em IA?
Se você é líder, RH ou fundador e tem interesse em levar um treinamento de IA para a sua empresa, clique e preencha aqui algumas poucas informações e nós entraremos em contato com você.
🔵 A FRASE DA SEMANA
“A IA muito provavelmente não vai substituir todo o seu trabalho. Ela deve mudar boa parte dele, mas vai tornar outra parte ainda mais escassa e importante.”
O que fazer, então? Como aplicar isso pro meu dia a dia?
Apresentamos a vocês: a Pirâmide de Maslow adaptada pra fluência em IA nas empresas.

Se você nunca ouviu falar da Pirâmide de Maslow, dá pra resumir assim: é uma teoria psicológica que organiza as necessidades humanas em cinco níveis, dos mais básicos aos mais elevados: fisiológicos (comida, sono), segurança, sociais (afeto, pertencimento), estima (reconhecimento) e autorrealização. A ideia é que nós só buscamos os níveis mais avançados depois de alcançar os mais básicos.
E a Fast Company publicou um artigo adaptando essa pirâmide pra fluência de IA nas empresas.
A ideia é que uma empresa não deveria começar tentando “inovar com IA” sem antes construir capacidades mais básicas. Assim como na pirâmide de Maslow uma pessoa não chega à autorrealização sem antes resolver necessidades fundamentais, uma organização não chega à “co-inteligência” com IA sem antes passar por etapas anteriores de alfabetização, aplicação prática e desenvolvimento de habilidades.
Ela tem 5 níveis principais:
🔔 Conselho de amigo: vai ser legal compartilhar isso com seu líder, ele/a vai te agradecer.
Os 5 níveis da pirâmide adaptada são:
1: Letramento fundamental em IA
É a base da pirâmide. Antes de “usar IA de forma estratégica”, as pessoas precisam entender minimamente o que é IA, como ela funciona, quais são seus limites, riscos, questões éticas e como se comunicar bem com sistemas de IA. O texto compara isso à proficiência em email ou Excel no início dos anos 2000: algo básico para trabalhar bem.
2: Aplicação específica à empresa
Depois da base, a organização precisa criar seu próprio ponto de vista sobre IA, ou seja: “o que a IA deve fazer aqui?”, “o que ela nunca deve fazer?”, “como ela se conecta aos nossos valores, processos e posicionamento?”. O texto chama isso de um “company POV” e também fala de um “AI sandbox”, um ambiente seguro para experimentar com limites claros.
3: Personalização por função, time e fluxo de trabalho
A pirâmide não defende treinamento genérico. O texto argumenta que um engenheiro de software, uma pessoa de atendimento e alguém de marketing terão relações muito diferentes com IA. Por isso, a capacitação precisa ser adaptada ao contexto real de cada função.
4: Habilidades duráveis
Aqui entra a tese mais interessante do texto: pra ir de competência operacional pra inovação real, não basta aprender mais ferramentas de IA. É preciso desenvolver habilidades humanas que a IA amplifica, como pensamento crítico, curiosidade e agência empreendedora. Esse nível diferencia empresas que usam IA só para fazer o mesmo mais rápido daquelas que repensam o que é possível.
5: Co-inteligência
É o topo da pirâmide. Nesse estágio, IA deixa de ser apenas uma ferramenta usada pontualmente e passa a estar integrada ao modo como as pessoas pensam, decidem, criam, atendem clientes e inovam. O texto descreve esse nível como uma relação em que as pessoas “pensam com IA”, quase como uma extensão natural do seu repertório cognitivo.
Em resumo: a pirâmide é um roteiro de maturidade em IA. Ela começa com alfabetização básica, passa por aplicação contextualizada dentro da empresa, desenvolve habilidades humanas amplificadas por IA e chega ao estágio em que a organização se torna “AI-native” na prática.
Fechamos a edição por hoje (aliás, só pra lembrar: você acabou de acessar uma edição da Newsletter Pro da better work, exclusiva pra assinantes — nós costumamos abrir algumas edições completas para os leitores free).
O conteúdo é importante. Continuaremos falando disso, porque vai ditar boa parte do futuro do trabalho. Não tem como escapar.
O que você achou dessa edição?
Nos encontramos na semana que vem e espero que você consiga traduzir essa edição para o seu dia a dia.
Se eu puder ajudar com algo, não hesite em me mandar uma DM e dizer que veio da better work.
🆘 Ou, se for algo mais técnico, envie um email pra [email protected] e a gente resolve rapidinho.
Um abraço,
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