👋 BOA SEMANA.

Se você já trabalhou por tempo suficiente, então provavelmente já teve um chefe difícil (ou, pelo menos, já trabalhou com pares e colegas difíceis).

E, se ainda não teve, a notícia ruim é que isso não é exatamente uma possibilidade remota da vida adulta no trabalho… É quase uma garantia. O bom é que existe método pra resolver.

No nosso 1:1 de hoje: escolher seu emprego é escolher seu chefe e a sua relação com a liderança é a relação que mais acelera ou atrasa a sua carreira (o problema é que isso nunca aparece no job description).

Essa edição fala sobre como lidar com um chefe difícil sem cair em duas armadilhas comuns: engolir tudo em silêncio ou reagir antes de entender o problema.

Quanta “politicagem” deveria existir na sua relação com seu líder?

Prepare-se, porque a conversa de hoje é das boas.

E, pra quem quiser, podemos continuar essa conversa nesse link aqui no YouTube (recomendamos assistir após ler a edição).

🔵 A FRASE DA SEMANA

“Você pode não ter culpa, mas você é a pessoa responsável por lidar com tudo que acontece com você.”

Isso parece óbvio quando está escrito, mas nem sempre aparece assim no dia a dia.

No trabalho, é comum esperar reconhecimento, oportunidades ou direcionamento virem de fora. Só que, na prática, grande parte do seu avanço depende das escolhas que você faz, das relações que constrói e de como você se posiciona dentro do sistema.


🔵 O PROMPT DA SEMANA

“Com base nas nossas conversas e no quanto você já conhece sobre mim, que papel eu desempenho nas relações de trabalho? O ajudante, o consertador, o quieto, o acelerador? Ou algum outro? É esse o papel que pode me levar para o próximo nível?”

Lembre-se: esse prompt só realmente funciona com a ferramenta de IA que mais tem seu contexto profissional. Esse é um prompt que leva em consideração o padrão por trás das suas interações com a IA (e se você ainda não tem boa parte do seu contexto pessoal e profissional em uma IA, você está ficando pra trás).


🔵 EXTRA

Você está pronto para ser promovido?

Já faz um tempo que a gente conversa por aqui… A pergunta é: você já deu o próximo passo que queria?

Nós queremos entender seu momento agora: o que tá funcionando, o que ainda falta e como podemos te ajudar a avançar.

👉 São menos de 3 minutos e isso impacta diretamente o conteúdo que você vai receber.

🔵 BIG IDEA

Como lidar com chefes difíceis.

Seu líder tem que ser seu amigo?

Essa big idea já vai começar com uma resposta talvez polêmica:

Você não precisa ser amigo do seu chefe, mas ser amigo do seu chefe pode te beneficiar. Não estamos falando de “puxar saco”, mas sim de construir uma relação com maior margem pra erros.

O mundo corporativo costuma tratar proximidade como falta de profissionalismo, mas a real é que a distância também tem seu preço. Sem contexto, erros pesam mais.

Não queremos dizer que você precisa levar seu chefe pro happy hour toda semana ou chamar ele pra jantar na sua casa. Estamos falando de reconhecer que seu gestor é uma pessoa antes de ser uma função e que tratá-lo assim vai muito além de “politicagem”.

POR QUE ISSO IMPORTA?

Porque seu gestor provavelmente é a pessoa que mais destrava (ou trava, risos) a sua carreira. É ele quem aprova ou barra ideias, quem te dá espaço ou te sufoca, quem te coloca em projetos melhores ou te deixa invisível, quem interpreta seus erros, quem percebe sua evolução e, esperamos que seja o seu caso, quem vira seu maior advogado quando você não está na sala.

Nós já escrevemos uma newsletter com um guia mais prático sobre perfis de líderes e formas de se comunicar com cada um deles (leia ela clicando aqui).

Hoje, nossa edição vai pra outro lado: em vez de mapear perfis, a ideia aqui é te ajudar a pensar o problema de forma mais estratégica.

Porque, no fim, quando o assunto é chefe difícil, a decisão sempre cai em três caminhos: adaptar, conversar ou sair.

Escolher um emprego é escolher um chefe.

Existe uma tendência de falar sobre carreira como se tudo dependesse apenas de performance individual, competência técnica e esforço; como se bastasse fazer um bom trabalho e o sistema reconhecesse isso naturalmente.

Não basta.

Carreira não é construída no vácuo. Sua persona corporativa é construída em sistemas de percepção, confiança, contexto e poder que se entrelaçam entre si e, em praticamente todos esses sistemas, seu líder ocupa uma posição central.

Por isso, lidar bem com o chefe não é puxar saco, jogar jogo pequeno ou viver para agradar alguém. Pense que você está lidando com uma das relações de maior impacto na sua carreira.

Verdades difíceis de engolir no mundo corporativo: não basta ser gerenciado, você também precisa aprender a gerenciar a relação com quem te lidera. Entender o estilo de comunicação da pessoa, as pressões que ela sofre e por aí vai.

👉 Nem todo chefe difícil é tóxico. Às vezes, ele é só confuso, sobrecarregado, controlador, inseguro, ausente, não foi preparado para a cadeira que está exercendo ou simplesmente muito diferente de você…

Entender isso muda tudo.

O poder de “ser amado”.

Maquiavel escreveu que é melhor ser temido do que ser amado. Você já ouviu isso, né? A nossa leitura pro mundo corporativo é um pouco diferente: ser amado é importante, e ser odiado é um erro grave.

A percepção que os outros têm de você molda a confiança, o que, por sua vez, te garante acesso a coisas mais relevantes e defesa mesmo quando você não está olhando.

Um bom gestor pode ser o seu maior advogado dentro da empresa e existem dados que provam isso:

  • DDI: 57% dos profissionais já deixaram um emprego por causa do chefe, não da empresa.

  • HBR: a relação com o gestor é um dos fatores mais fortes de satisfação no trabalho.

Sim, seu chefe é um fator estrutural da sua carreira.

Como isso se traduz pra sua carreira e seu trabalho?

No fim, essa discussão só importa se ela muda como você age amanhã, porque é muito fácil ler isso e pensar “faz sentido”, mas continuar operando do mesmo jeito.

Então vamos trazer isso pra prática. Pode ser que hoje você esteja:

  • Esperando seu gestor te dar mais espaço, em vez de criar esse espaço

  • Entregando bem, mas sem deixar claro o impacto do que fez

  • Resolvendo tarefas, mas não necessariamente as dores que mais pressionam ele

  • Evitando certas conversas porque “não quer incomodar”

E, sem perceber, isso te coloca em uma posição menos estratégica.

Agora compara com alguém que começa a operar diferente. Alguém que:

  • Entende o que está pressionando o gestor e atua nisso antes de virar demanda

  • Organiza informação de um jeito que facilita decisão

  • Antecipa riscos e já traz caminhos possíveis

  • Reduz ruído, em vez de gerar mais dúvidas

Essa pessoa não está só trabalhando bem, mas facilitando o trabalho do chefe.

Isso é game changer, porque você deixa de ser alguém que precisa ser gerenciado o tempo todo e passa a ser alguém que ajuda a gerenciar o próprio sistema. Isso é “ser um profissional de baixa manutenção”.

E aí o jogo vira. Se seu gestor for um bom gestor, é natural que ele comece a:

  • Confiar mais rápido

  • Te dar mais autonomia

  • Te colocar em projetos melhores

  • Te defender quando você não está na sala

Isso acelera carreiras mais que tudo.

Mas e se o seu líder não for um bom gestor?

Alguns líderes controlam tudo, outros somem e outros mudam de ideia a cada semana.

Tem também aqueles que transformam qualquer decisão em jogo político. Tem tantos erros…

E aí o jeito de lidar não tem como escapar de um desses 3 caminhos:

1️⃣ Adaptar.

Antes de partir para confronto ou ruptura, vale uma leitura honesta da situação.

Que tipo de dificuldade esse chefe gera? Ele quer controle porque é ansioso? Some porque está sobrecarregado? Muda demais porque é caótico? Ou está operando em um ambiente altamente político?

É provável que você já tenha conhecido uma pessoa que, num primeiro momento, pareceu desagradável; mas, ao conversar com ela, percebeu que apenas não tinham se conectado direito. Isso é comum no mundo corporativo.

Nem todo chefe difícil é um problema de caráter. Às vezes, vocês apenas não estão "falando o mesmo idioma" (na verdade, isso acontece na maioria das vezes).

E, nesse caso, vale você arregaçar as mangas e partir para a aplicação prática:

  • Descubra como essa pessoa gosta de receber informação. A forma em que você vai passar o que tiver que falar para seu chefe importa, por isso, é mais fácil fazer de forma que ele prefira. Pode ser curto, detalhado, verbal, escrito, como funcionar melhor.

    • Você pode primeiro observar e falar com pessoas ao seu redor pra entender como elas já fazem isso com seu líder;

    • E você pode simplesmente perguntar e alinhar com seu líder.

  • Antecipe atualizações para reduzir a ansiedade. Vale colocar um alarme para mandar um report todo fechamento de dia ou semana, dependendo da sua rotina.

  • Evite surpresas. Sempre que algo precisar ser remanejado, converse o quanto antes. Um conselho de amigo: nunca deixe seu chefe saber sobre problemas da sua área por outras pessoas. Isso é horrível pra sua imagem e credibilidade.

Se o seu chefe pode ser uma das suas maiores forças dentro da empresa, não faz mais sentido puxá-lo para perto?

Nada bate uma conversa genuína e transparente sobre como melhorar uma relação. Isso é ouro.

2️⃣ Conversar.

Não entenda isso como brigar, por favor… Mas tem sim uma hora em que só “adaptar” não resolve.

Quando há desrespeito recorrente, desalinhamento constante ou expectativa impossível, a resposta madura pode ser ter uma conversa difícil. Já falamos sobre a importância delas (nós também já falamos sobre isso em outra edição).

Mas nós realmente precisamos deixar claro aqui, pra evitar futuros problemas, que a adaptar precisa sempre ser considerado e tentado antes da opção de conversar, porque conversar pode parecer confrontar (sim, existem chefes ruins que podem enxergar assim e não dá pra evitar).

Aplicação prática:

  • Quando forem conversar, descreva o comportamento com exemplos concretos, e como isso te impactou.

  • Alinhe as expectativas de forma explícita.

  • E proponha um novo acordo de trabalho.

A pergunta aqui não é “como evitar conflito?”, mas sim “o que precisa mudar para essa relação funcionar?” e a maior orientação possível aqui é que você não faça essa conversa falando sobre como seu chefe precisa mudar (porque vai parecer um ataque).

O tom aqui é conversar sobre “como você quer se adaptar ao jeito do seu líder”. É como se você estivesse falando “o problema não é você, sou eu” pra evitar disputa de poder com alguém que obviamente tem mais poder que você. É o jeitinho… 😉

3️⃣ Sair.

Nem todo problema se resolve com inteligência emocional, infelizmente.

Robert Sutton, em The No Asshole Rule, mostra que ambientes abusivos derrubam performance, pioram saúde mental e aumentam turnover… E o efeito não termina quando você sai.

Pesquisas sobre segurança psicológica, como praticamente todas as de Amy Edmondson, mostram que ambientes tóxicos fazem profissionais carregarem comportamentos de autoproteção para o futuro: evitam exposição, participam menos e confiam menos.

Isso quer dizer que, no fim, você quem sai perdendo de se manter tanto tempo em um lugar tóxico, já que isso te acompanha mesmo depois da demissão.

Se acha que é um desses casos, vale refletir. Converse com amigos, mentores, mande mensagens no LinkedIn pra quem pode te ajudar.

Tome muito cuidado para observar os padrões, não episódios isolados e, com isso, identifique se existe espaço real para mudança.

Sempre recomendamos que você tenha um um plano antes de sair, e próximos passos já definidos.

E, se esse for o seu caso, te desejo a melhor das sortes.

🔵 PARA ACELERAR SUA CARREIRA:

Se você gostou dessa edição, você vai amar o Copiloto de Carreira, o app de conteúdos ultrapráticos da better work feito pra quem quer ser melhor no trabalho.

Lá temos aulas e conteúdos com executivos de Google, Ambev, Waze, iFood (e muito mais), além de playbooks, cases de carreira e bibliotecas de prompts pra facilitar seu dia a dia no trabalho.

No Copiloto de Carreira, você vai ter acesso a:

  • Playbooks práticos e completos para ler em poucos minutos e aplicar no seu dia a dia os conteúdos discutidos aqui na better work;

  • Assistentes de IA criados para tarefas e decisões do dia a dia corporativo;

  • Banco de prompts de IA validados e já testados por centenas de profissionais;

  • Cases de carreira (são como podcasts exclusivos) com executivos das maiores empresas do Brasil e mundo;

  • Masterclasses com especialistas em temas relevantes pra sua carreira.

Sabe qual o melhor? +640 profissionais (e contando) já estão usando o Copiloto de Carreira.

Quando você estiver pronto/a, venha fazer parte.

Nos encontramos na semana que vem e espero que você consiga traduzir essa edição para o seu dia a dia.

Se eu puder ajudar com algo, não hesite em me mandar uma DM e dizer que veio da better work.

🆘 Ou, se for algo mais técnico, envie um email pra [email protected] e a gente resolve rapidinho.

Um abraço,

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