Boas-vindas às novas 344 pessoas que se inscreveram na better work na última semana! Agora, somos 122.706 futuros&novos líderes construindo a maior comunidade de carreira do Brasil.

👋 BOA NOITE.

A capa da newsletter mudou, mas é só hoje e a notícia é boa: 1x por mês, você vai receber uma edição completa da nossa versão Pro! Aproveite a leitura 😉

Nos últimos 19 meses, nós tivemos quase 800 alunos em nossa comunidade e dezenas de mentores que são líderes e executivos em empresas como iFood, Duolingo, Heineken, Google, BTG Pactual, Rock in Rio, Reserva e muito mais.

Foram centenas de encontros, aulas e mentorias com esses executivos e muito papo reto pra falar sem filtros sobre o mundo corporativo. Nessa edição, nós decidimos juntar alguns desses principais aprendizados e disponibilizar pra você.

No nosso 1:1 de hoje: uma leitura honesta de 6 regras não escritas do mundo corporativo que todo onboarding deveria te contar, mas não conta.

Toda empresa tem dois manuais: o primeiro você recebe ao entrar na empresa (às vezes estruturado, às vezes nem tanto, risos); mas o segundo ninguém te entrega… O segundo você descobre ao longo do tempo, observando como o jogo corporativo é jogado.

A edição de hoje vai te ajudar com isso.

Um novo “happy hour” pra turma do mundo corporativo?

Se tem uma coisa que nós sabemos fazer e fazemos muito bem aqui na Better Work (modéstia à parte, mas os feedbacks que comprovam isso) é uma boa aula.

Não aulas daquelas que você só ouve e parece que tem alguém arremessando conteúdo na sua cara. Aulas que te direcionam pra aplicar algo imediatamente no seu dia a dia.

Na penúltima aula ao vivo que fizemos, mais de 1.200 pessoas compareceram. Na última foi ainda melhor: mais de 1.700, e aí, por conta disso, a gente decidiu criar um novo ritual: as BW Classes.

Nós decidimos que 2x por mês vamos fazer essas aulas ao vivo pra compartilhar gratuitamente, junto com executivos do mundo corporativo, as principais habilidades que podem te ajudar a dar o próximo passo no mundo corporativo.

Nossa próxima aula vai acontecer no dia 30/junho, às 19h30. Essas aulas não ficarão gravadas, porque queremos valorizar quem se compromete a participar ao vivo com a gente.

Pra se inscrever, é só clicar nesse botão aqui:

Clique no botão acima pra reservar sua vaga. É gratuito.

Nos encontramos no dia 30/06 🫡

🔵 O PROMPT DA SEMANA

Com base nas nossas conversas e no quanto você já conhece sobre mim, como é a borda da minha zona de conforto agora? Não teoricamente, mas especificamente. Qual é a próxima coisa que realmente me esticaria? Não me dê uma resposta genérica ou motivacional. Quero uma análise honesta, específica e útil. Me ajude a pensar sobre isso e não invente respostas se identificar que não tem dados suficientes pra responder.

Copie e cole esse prompt na sua ferramenta preferida de IA, mas lembre-se: esse prompt só realmente funciona com a ferramenta de IA que mais tem seu contexto profissional. Esse é um prompt que leva em consideração o padrão por trás das suas interações com a IA (e se você ainda não tem boa parte do seu contexto pessoal e profissional em uma IA, você está ficando pra trás).

🔵 BIG IDEA

Como seria um onboarding sincerão.

O primeiro manual que você recebe ao entrar numa empresa fala do organograma, dos valores da empresa, dos sistemas que você vai acessar, das reuniões que você vai ter…

É um manual que ninguém precisa de ajuda pra entender.

Só que o segundo manual ninguém te entrega e ele não está escrito em lugar nenhum, mas influencia nas decisões que mais importam para a sua carreira. É o manual que influencia quem é ouvido numa reunião, quem recebe o projeto que dá visibilidade, quem é lembrado quando abre uma vaga acima.

Não é teoria da conspiração. É um jogo relativamente simples de relacionamento, comunicação e execução (só que muita gente não gosta de enxergar como um jogo e, por isso, passam anos tropeçando nesse manual sem nunca perceber que ele existe).

Não tem problema algum dizer que o mundo corporativo é um jogo.

Até porque ele é mesmo um jogo.

E nessa edição nós vamos trazer insights que foram discutidos por quem está jogando muito bem esse jogo: os mentores e professores que já passaram pela comunidade da Better Work.

Hoje, nós colocamos 6 dessas regras aqui na mesa (ou melhor dizendo: neste email) pra você decidir como vai jogar seu jogo, agora sabendo ainda mais sobre o jogo que está rolando.

Você pode ser um analista, ainda estar em uma posição plena ou já liderar dezenas de pessoas. De qualquer maneira, não deixe de ler essa edição, porque se aprendemos uma coisa com os mentores na nossa comunidade é que até os melhores deixam passar despercebidas algumas oportunidades.

Boa leitura 😉

1⃣ Não saber ler pra onde os incentivos estão apontando.

As pessoas tendem a achar que ajustar o próprio trabalho ao que a liderança valoriza é uma forma de bajulação, de puxar-saco, e aí preferem se manter fiéis ao que acham que é o trabalho certo.

Erro clássico.

Toda organização emite sinais o tempo todo sobre o que ela está disposta a recompensar e esses sinais são tão reais quanto o seu salário. Ignorar eles não traz coerência nenhuma, porque equivale a “jogar um jogo de cartas de olhos fechados” em um ambiente que está te dizendo, em alto e bom som, onde mora a oportunidade.

O exemplo atual e real: CEOs e líderes querendo implementar IA no dia a dia e colaboradores criticando e se recusando a aprender IA.

É verdade que a gigantesca maioria das empresas ainda está descobrindo como usar IA no dia a dia? Sim. Mas isso não significa que o melhor caminho seja ignorar ou boicotar. A oportunidade está aí pra quem quiser se destacar.

🔵 A analogia útil aqui é a do rio:

Os incentivos de uma empresa são a correnteza: você não a criou, não controla a direção dela e não adianta nadar contra por teimosia.

  • O profissional iniciante nada contra a corrente em nome do que ele acha que deveria ser valorizado, se cansa e culpa o rio.

  • O experiente lê pra onde a água está indo e posiciona o próprio barco ali (sem deixar de remar com competência).

Hoje a correnteza mais forte do mercado tem nome: a liderança está priorizando IA acima de quase tudo, e a pressão é existencial para quem decide, como mostram os dados acima. O profissional que enxerga isso e se torna, dentro da própria área, a referência em aplicar IA com critério no trabalho real, ganha visibilidade e relevância em uma velocidade que nenhuma entrega operacional silenciosa entregaria, porque ele está resolvendo exatamente a dor que tira o sono de quem está acima dele.

👉 Nossas provocações (de amigo) pra você refletir:

  • Onde está a correnteza mais forte da sua empresa hoje, e o seu barco está posicionado nela ou remando contra por teimosia?

  • Quem na sua área já é visto como a referência em IA aplicada ao trabalho real, e o que impede que seja você dentro dos próximos seis meses?

  • Quando foi a última vez que você perguntou diretamente ao seu gestor o que ele mais precisa entregar para cima neste trimestre?

2⃣ Confundir movimento com progresso.

Essa é a regra que mais provoca, porque ataca exatamente a coisa em que a gente mais costuma confiar: o nosso próprio esforço.

Pensa no profissional que chega cedo, responde rápido, nunca deixa a bola cair. O dia inteiro foi produtivo no sentido visível do termo, e ainda assim, na sexta-feira, quando o gestor pergunta "e aí, o que andou?", a resposta verdadeira é uma lista de coisas resolvidas que não somam em lugar (relevante) nenhum.

Pra um profissional que construiu identidade em ser confiável, descobrir que “confiabilidade operacional” e “progresso de carreira” são coisas diferentes é no mínimo desconcertante, porque tudo que esse profissional aprendeu até aqui dizia o contrário.

Em palavras mais simples: é f*da descobrir que você vinha trabalhando muito, mas que isso não necessariamente vai te levar mais à frente na carreira.

🔵 O urgente sempre vence o importante porque o urgente dá a recompensa imediata de uma tarefa fechada, e o importante é ambíguo, demorado e desconfortável de começar.

A realidade é que tem muito profissional que não tá parado por falta de trabalho. Eles acumulam “volume de atividade” enquanto a trajetória fica no mesmo lugar, e aí como o esforço deles é real e visível, ninguém ao redor (nem eles mesmos) percebe o problema até a avaliação de desempenho chegar com um "entrega muito, mas ainda não vejo pegada estratégica".

👉 Nossas provocações (de amigo) pra você refletir:

  • Quanto do seu dia de ontem foi gasto no urgente que se apaga, e quanto no importante que muda como você é visto?

  • Qual é o projeto que mudaria a percepção sobre você pro seu chefe que ainda não foi executada?

  • Você está sendo recompensado pelo volume que produz ou pela trajetória que constrói, e há quanto tempo essas duas coisas pararam de andar juntas?

  • Se você sumisse por uma semana, o que pararia de verdade, e o que apenas ficaria acumulado sem consequência estratégica nenhuma?

3⃣ Buscar mais informação pra adiar a decisão.

Você valoriza fazer bem feito, e isso normalmente é uma força… Mas só até quando o “cuidado de decidir bem” vira, sem você notar, medo de decidir errado na frente dos outros. Aí é onde dá ruim.

Como o ambiente corporativo pune erro visível com mais força do que recompensa decisão rápida, buscar mais um dado, mais uma opinião, mais uma reunião de alinhamento vira um lugar seguro onde dá pra trabalhar muito sem assumir o risco de cravar uma posição.

Quer ver um cenário real onde já ouvimos que isso já aconteceu? O gestor pede uma recomendação até quinta. O profissional, querendo entregar com qualidade, decide checar com mais duas áreas, puxar o histórico de mais um trimestre, fazer mais um benchmark. Chega quinta, ele ainda não está "100% confortável", pede mais um dia. Na segunda, a decisão já foi tomada numa conversa em que ele não estava, por alguém que assumiu a posição com menos informação do que ele tinha na sexta.

O dado extra que você foi buscar não mudaria a conclusão, ele servia pra adiar o desconforto de se expor.

O problema é que é fácil confundir essa hesitação com responsabilidade, e por isso não corrigir.

Pra quem está principalmente na transição de executor pra líder, essa é uma das diferenças mais visíveis aos olhos de quem promove: o executor entrega análise, o líder entrega decisão sob incerteza.

Enquanto você estiver otimizando pra "não errar", está sinalizando pra cima que ainda não está pronto pro tipo de cargo em que errar faz parte do trabalho.

Conselho de amigo: releia a frase acima novamente. Ela é muito importante.

👉 Nossas provocações (de amigo) pra você refletir:

  • Quantas decisões importantes foram tomadas sem você na sala porque alguém com menos informação se moveu primeiro?

  • Se decisão sob incerteza é o que separa o executor do líder, em qual dos dois lados o seu comportamento desta semana te coloca?

4⃣ Atrelar sua identidade ao seu cargo.

Você veste a camisa, e isso normalmente é elogiado. Ótimo! Líderes e CEOs gostam de quem veste a camisa!

Mas quando você funde “quem você é” com “o que você entrega”, qualquer coisa que mexa no trabalho passa a mexer no seu senso de valor pessoal. O feedback deixa de ser informação sobre uma entrega e vira veredito sobre você, e aí (por exemplo) qualquer reestruturação deixa de ser movimento de organograma pra virar ameaça existencial.

Na prática, isso aparece numa reunião de avaliação em que um comentário construtivo sobre um projeto te deixa abalado por dias, ruminando, levando pra casa.

Aparece também quando você responde a uma crítica técnica com uma defensividade que surpreende até você.

E aparece também de forma mais dura quando a empresa anuncia uma mudança de estrutura, e enquanto os colegas tratam aquilo como mais um ciclo, você entra em pânico, porque sem o cargo você não sabe direito quem é.

Uma leitura provocadora desse assunto que ouvimos de um dos nossos mentores é:

Você investe muito de si no trabalho, e é isso que te torna ótimo profissional e vulnerável ao mesmo tempo, porque quanto mais a identidade está colada ao cargo, mais difícil fica receber feedback, mudar de área, ou atravessar uma demissão sem que o evento vire crise pessoal. É perfeitamente possível ser comprometido sem ter o "eu" inteiro pendurado na função, e cuidar disso é cuidado de carreira e de saúde, sem que signifique se importar menos.

👉 Nossas provocações (de amigo) pra você refletir:

  • Se você perdesse o cargo amanhã, quanto da pergunta "quem eu sou" ficaria sem resposta?

  • Da última vez que recebeu uma crítica técnica, ela soou como informação sobre uma entrega ou como veredito sobre você?

  • Quando a empresa anuncia uma reestruturação, você sente curiosidade de organograma ou ameaça existencial, e o que essa diferença revela?

  • Dá para você continuar vestindo a camisa sem ter o seu "eu" inteiro pendurado na função, e o que você ganharia de liberdade se conseguisse?

5⃣ Ler o desconforto como sinal de erro.

Pensa assim: você chegou onde está sendo bom no que faz e a competência foi a sua moeda a carreira inteira. Só que o próximo nível exige fazer coisas em que você ainda é ruim, e a sensação de ser ruim em algo, depois de um tempo sendo referência, é tão estranha que o cérebro interpreta como evidência de que você se meteu onde não devia (se você ainda não leu, vale reler essa edição aqui da nossa newsletter pra aprofundar nesse assunto).

No cotidiano isso aparece quando você assume o primeiro projeto que envolve influenciar pares sem ter autoridade sobre eles, ou a primeira apresentação pro comitê, ou a primeira vez que precisa cobrar resultado de alguém em vez de fazer você mesmo. Vem o frio na barriga, a noite mal dormida, o pensamento "eu não nasci pra isso, sou melhor na mão na massa". E aí você recua pro que domina, pega de volta a tarefa técnica, sente o alívio imediato de voltar a ser competente, e não percebe que acabou de recusar justamente o desconforto que separa o seu cargo do próximo.

Esse mecanismo é quase invisível pra quem está dentro dele.

A armadilha: é fácil interpretar o recuo como autoconhecimento ("eu me conheço, sei do que gosto"), quando muitas vezes é a sua zona de conforto se defendendo.

Distinguir o desconforto de quem está aprendendo do desconforto legítimo de quem está no lugar errado é uma das coisas mais úteis que dá pra fazer aqui, porque essa única distinção pode ser a diferença entre ficar especialista pra sempre e virar líder.

Ah, e vale lembrar dessa edição aqui também sobre esse assunto.

👉 Nossas provocações (de amigo) pra você refletir:

  • A última vez que você sentiu que "não nasceu pra isso", você estava aprendendo algo novo ou estava de fato no lugar errado?

  • Qual desconforto você vem evitando há meses, e ele não pode ser justamente a fronteira entre o seu cargo de hoje e o próximo?

  • Você chama de autoconhecimento ("eu me conheço, sei do que gosto") o que talvez seja só a zona de conforto se defendendo?

  • Se ser bom no que faz te trouxe até aqui, o que faz você acreditar que a mesma habilidade vai te levar ao próximo nível?

6⃣ Comparar os próprios bastidores com o palco editado dos outros.

Essa é clichê, mas precisa ser falada, porque quase todo mundo faz isso e quase ninguém admite em voz alta.

Você rola o LinkedIn no fim de um dia cansativo e encontra o anúncio de promoção do ex-colega, o post do conhecido que "tem o prazer de compartilhar" uma vaga maior, a foto do antigo par no palco de um evento. O mesmo vale pras viagens, carros e outras coisas postadas no Instagram.

E aí em poucos segundos, a sua carreira, que estava de pé até dois minutos atrás, parece um fracasso silencioso. What the f*ck?

É óbvio que a comparação é estruturalmente injusta. Você compara a versão completa da sua própria vida, com as dúvidas, os atrasos, os projetos que travaram, os meses sem reconhecimento, contra a versão pública, editada e selecionada do outro, que só publica o pico.

A conta nunca vai fechar a seu favor e aí isso vira combustível pra decisão ruim: pedir uma mudança por inveja em vez de estratégia, imitar a trajetória de alguém cujo contexto não tem nada a ver com o seu, ou simplesmente carregar uma sensação crônica de estar pra trás que contamina o trabalho que de fato está indo bem.

Sejamos sinceros aqui: você não precisa parar de olhar os outros, isso é irreal. Você precisa é de uma régua interna que te proteja dessa comparação tóxica, porque enquanto a referência for o palco editado dos outros, nenhuma conquista sua vai parecer suficiente.

👉 Nossas provocações (de amigo) pra você refletir:

  • Qual conquista sua, real e recente, deixou de parecer suficiente porque você a mediu pela régua do LinkedIn alheio?

  • Se o ex-colega promovido nunca tivesse aparecido no seu feed, o quanto você ainda acharia que está pra trás?

  • Que régua interna você poderia construir para que o sucesso do outro deixasse de definir o tamanho do seu?

Terminamos por hoje! 😉

Queremos ouvir sua opinião sobre essa edição (sim, nós lemos todos os feedbacks e respondemos todos que conseguimos):

O que você achou dessa edição?

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Nos encontramos na semana que vem e espero que você consiga traduzir essa edição para o seu dia a dia.

Se eu puder ajudar com algo, não hesite em me mandar uma DM e dizer que veio da better work.

🆘 Ou, se for algo mais técnico, envie um email pra [email protected] e a gente resolve rapidinho.

Um abraço,

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